quinta-feira, 18 de junho de 2026
Quinze dias
"Quinze dias", de Daniel Lieff (2026)
Adaptado do best-seller homônimo de Vitor Martins, lançado em 2017, "Quinze dias" tem muitas referências cinéfilas que buscam identidade visual e temática no universo teen romântico, independente do conteúdo ser lgbt ou não: "500 dias com ela", "Hairspray", "Love, Simon", "Alex strangelove", "Beautiful thing", "Quero voltar para casa sozinho", "Heartstopper". De "500 dias com ela", o filme busca um inusitado número musical, após um momento de extrema felicidade e paixão do protagonista, com direito a um chafariz, que nem no filme citado.
Para quem busca uma história fofa e "feel good movie", 'Quinze dias" é a pedida certa: um filme bonito, gostoso de se ver, personagens esquemáticos mais repletos de paixão, vividos por um time excelente de atores, e uma trilha sonora recheada de canções pop nacionais e estrangeiras. A narrativa investe em elementos gráficos que transitam bem para o público alvo.
Felipe (Miguel Lallo, ótimo) é um adolescente que mora com sua mãe divorciada, Rita (Debora Falabella). Felipe tem sobrepeso e desde criança sofre bullying, o que o fez se tornar inseguro e sem auto etsima, tendoq ue frequentar uma psicóloga para ajudar em suas questões. Um dia, um casal de vizinhos (mariana Santos e Silvio Guindane). decidem passar um tempo de férias e deixam seu filho adolescente Caio (Diego Lira) para passar 15 dias na casa de Felipe. Acontece que os dois, que eram amigos na infância, se afastaram e ahoje em dia, se estranham. Caio, aparentemente, é o perfil do hetero padrão, o oposto de Felipe, que assim como sua mãem ama musicais. Mas ao longo dos dias, os dois rapazes voltarão a se conectar e mais, irão se apaixonar.
Fosse um filme americano, todo mundo diria que é uum conto de fadas da Disney, assim como foi 'Love, Simon". Mas sendo um produto brasileiro, a importância do projeto tem a ver com lidar com rejeiçãoi, preconceito, homofobia, gordofobia e tantos outros traumas juvenis que merecem ser discutidos.
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