sexta-feira, 3 de abril de 2026
Mi cielo tu infierno
"Cel meu, infern teu", de Alberto Evangelio (2025)
Escrito por Noelia Martinez e Ana Piles e dirigida pelo cineasta valenciano Alberto Evangelio, "Mi cielo tu infierno"é um drama lésbico com tintas melodramáticas, repletas de paixão, traição, tragédia e suspense. Para quem gosta de um filme para sofrer muito pelo amor das protagonistas, vai gostar muito do filme, sabendo que existe um turbilhão de sofrimentos dignos de Gloria Magadan e dos melhores novelões mexicanos. Ambientado entre os anos 60 e 70, durante a ditadura de Franco, o filme apresenta as 2 protagonistas, Adela (Tania Fortea) e Victoria (Sandra Cervera). Victoria é uma mulher casada com um homem bruto e rico. Ao conhecer Adela, ambas se apaixonam. A mãe de Dela, ao decsobrir o romance, a envia à uma igreja católica para se tornar religiosa. Victoria, por sua vez, é obrigada pelo marido a fazer tratamento de choque para fazer conversão de orientação s3xu4l. O jovem padre Antonio (Victor Palmero) sente atração por Adela e se pune. Anos se passam, e Adela é enviada à mansão de Victoria para ser sua empregada. Todo mundo acredita que Victoria esqueceu sua história com Adela por conta do tratamento, mas elas se reencontram e vivem um amor tortuoso e escondido.
O filme tem todods os exageros que eu adoro nos melodramas: performances over the top, vilões muito malvados, mocinhas sofredoras, trilha sonora ostensiva e um desfecho repleto de suspense. O que está fora do tom, na verdade, são as excessivas cenas de nudez de Sandra Cervera, parecendo um filme dos anos 80. Até porque quem dirigiu é um homem e ele objetifica sem necessidade o corpo feminino, sem necessidade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário