Aqui comento os filmes que assisto...mas sem muito saco de teorizar demais..somente comentando o básico: se gostei ou não hehehe (Comento apenas filmes vistos a partir de Outubro de 2010)
quarta-feira, 18 de março de 2020
Vantagens de viajar de trem
"Ventajas de viajar en tren", de Aritz Moreno (2019)
Com uma das sequências mais degradantes que você já terá visto em um filme, "Vantagens de viajar de trem" é adaptação do livro de Antonio Orejudo Utrilla e é também o longa de estréia do cineasta espanhol Aritz Moreno, que realizou em 2013 o excelente curta "Cólera".
Premiado no Festival de Sitges, especializado em filmes de gênero, o filme é uma compilação de 3 contos que tem como tema a loucura e as perversões do ser humano. A personagem central é Helga (Pilar Castro, a Julieta do filme de Almodovar). Helga acaba de sair de uma clínica psiquiátrica, de onde ela internou seu marido. Ao pegar o trem para retornar para Madri, ela conhece o psiquiatra Angel (Ernesto Alterio), que se apresenta e decide lhe contar uma história.
A história que ele vai contar, e que vai ser o 1o conto do filme, é sobre um soldado espanhol que vai lutar em Kosovo, Martin (Luis Tosar). Ele conhece a enfermeira Amelia no hospital local. Por problemas orçamentários, o hospital, repleto de órfãos de guerra, vai fechar. ara impedir seu fechamento, Amelia resolve se prostituir. Ela conhece um cliente que lhe propõe oferecer bastante dinheiro, em troca das crianças do hospital. A enfermeira aceita a oferta, e acaba descobrindo depois que as crianças são usadas em filmes pornográficos, e depois, são mortas, tendo a carne vendida para produção de comida para animais, e a pele, usada por artistas plásticos em exposições em NY.
No 2o episódio, somos apresentados à história de Helga. Solitária, ela conhece Emilio, um rapaz apaixonado por cachorros. eles namoram e passam a morar e trabalhar juntos. A obsessão de Emilio faz com que ele obrigue Helga a se comportar como uma cadela: usando coleira, comendo comida de cachorro e transando com um dos cães. Não suportando mais os maus tratos, Helga decide se vingar.
No 3o episódio, um rapaz paraplégico viaja até Paris e lá, ele conhece uma jovem que tem uma perna mais curta que a outra. Acostumado com filmes pornográficos, o rapaz, que é virgem,é seduzido pela jovem, que quer transar com ele. Mas a diferença das mulheres exuberantes dos filmes pornôs e a mulher que ele acabara de conhecer é brutal, e o homem reage de forma estranha.
O filme, dirigido com muita inteligência por Artiz Moreno, é polêmico do início ao fim. Recheado de cenas politicamente incorretas, é prato cheio para o debates acerca das decisões de seus personagens. Com cenas escatológicas e violentas, o filem alterna momentos de humor negro com outros que beiram o terror. Não é um filme de fácil digestão, e nem recomendaria a público tradicional assisti-lo. Quem gosta de filmes estranhos, fetichistas, deturpadores de qualquer tipo dVentajas de viajar en trene moral, assista correndo.
Cólera
"Cholera", de Aritz Moreno (2013)
Premiado curta espanhol, adaptação de uma Graphic novel de Richard Corben, e rodado em um único e intenso plano-sequência.
Comandados por Luis Tosar, um ator espanhol especializado em filmes de gênero, um grupo de moradores de um vilarejo afastado da cidade seguem em direção à uma cabana onde mora um homem infectado. A intenção do grupo é clara: matar o homem.
Fazendo uma metáfora sobre a brutalidade e o duplo significado da palavra "cólera", que tanto pode ser a doença do homem quanto o ódio sem precedentes dos moradores. o diretor Aritz Moreno realiza um filme tecnicamente primoroso e com um desfecho surpreendente.
Gig- A Uberização do trabalho
"Gig- A Uberização do trabalho", Carlos Juliano Barros, Caue Angeli e Maurício Monteiro Filho (2019)
Documentário que traz uma visão pessimista sobre a Gig Economy, também conhecida como “Freelance Economy“, que é o mercado de trabalho que compreende, de um lado, trabalhadores temporários e sem vínculo empregatício (freelancers, autônomos) e, de outro, empresas que contratam estes trabalhadores. Tudo isso gerado via aplicativos de celular. Aqui no Brasil, o termo foi abrasileirado para "Uberização". O aumento do desemprego nos últimos anos, levou muitos pessoas para o mercado de trabalho informal. No mundo inteiro, houve um boom de desempregados que se cadastraram em empresas como Uber, Rappi, Uber eats, IFood, serviços de entregas rápidas, passeadores de cachorro, free lancers de cabelo e maquiagem, além de garçons e professores. Existem aplicativos para todos os serviços. O documentário faz um alerta de que todos os funcionários não possuem vínculo empregatício, sem direito a qualquer tipo de beefícios e pior, todos estão para sempre cadastrados com pontuação e review, uma Big data de informações. O filme pega depoimento de motoristas de Uber, que temem, além da diminuição dos lucros, o medo com assaltos e até assassinatos; entregadores de comida e de serviços que precisam trabalhar cada vez vez mais para poder receber um dinheiro suado no final do mês, correndo risco de morrerem em acidentes de moto, e outros casos aterrorizantes.
Além dos funcionários, o filme entrevista economistas e especialistas que definem que a Uberização traz consequências muito ruins para o empregado, que em casos de acidente ou perda do veículo, não ganham nada em troca, além de perderem o trabalho.
Um alerta sobre os novos tempos, o filme assusta por fazer entender que o futuro empregado será aceito pelos reviews e pontuações, uma referência ao universo Black mirror que cada vez mais, vai se tornando realidade.
Doramundo
"Doramundo", de João Batista de Andrade (1978)
Adaptação do clássico romance de Geraldo Ferraz, lançado em 1957, esse longa adaptado e dirigido por João Batista de Andrade ganhou 3 Prêmios no Festival de Gramado em 1978 : Melhor filme, Diretor e desenho de produção. Dois anos depois, em 1980, João Batista de Andrade viria a lançar a sua grande obra-prima, "O homem que virou suco", com José Dumont.
Ambientada na fictícia cidade de Cordilheira, no interior de São Paulo, no ano de 1939, o filme teme como pano de fundo os operários que trabalham na ferroviária que liga a cidade ate o Porto de Santos. Um serial killer age na região, matando homens solteiros, com uma barra de ferro. O assassino disfarça os crimes como se fossem acidentes na linha do trem. A população fica alarmada. O delegado decide convocar prostitutas para a cidade, pois acredita que o assassino é um homem casado que quer se vingar dos homens solteiros por estarem transando com sus esposa.
Na época que o livro foi escrito, era evidente a relação que o escritor fazia com o Estado Novo de Getúlio Vargas, e o assassinato de pessoas contra o Governo. João Batista de Andrade faz o mesmo ao lançar o filme em plena Ditadura militar no Brasil, uma alegoria sobre o assassinato de revolucionários. O assassino é uma figura anônima, jamais identificada. Ao Governo, cabe acobertar tudo com algum que distrai a população, no caso do filme, seriam as prostitutas.
O elenco é um dos pontos chaves dessa ótima produção: Irene Ravache, Armando Bogus, Antonio Fagundes, Rolando Boldrin, Denise del Vecchio. Oney Cazarré estão excelente em seus papéis. A fotografia de Antonio Meliande impressiona pela atmosfera de pesadelo que ela imprime. Meliande foi um dos fotógrafos mais ativos na época da pornochanchada. Destaque também para a direção de arte, precisa e atuante para contar a história.
Party Monster- O Shockmentário
"Party Monster- Yhe Shockmentary", de Fenton Bailey,e Randy Barbato, Premiado documentário, dirigido pelos 2 dos maiores diretores e produtores LGBTQI+ dos Estados Unidos, e que atualmente produzem o Reality show de RuPaul.
O filme expõe a vida do promoter da noite Nova Yorkina Michael Alig. Junto de seu amigo James St. James, eles promoviam concorridas festas gays voltadas para o púbico clubber. A onda Clubber surgiu no final dos anos 80, por conta da House Music. Os frequentadores das festas se vestiam de forma extravagante e consumiam álcool, drogas sem medir consequências. Michael e James fundaram os Club Kids, um grupo de clubbers que promoviam festas pelos Estados Unidos, se tornando verdadeiras celebridades. Todo o sucesso foi estendido até o ano de 1996, quando Michael foi condenada por um assassinato: o do Club Kid Angel Melendez, que também era traficante.
O filme é um importante documento histórico, que retrata com precisão os anos loucos do ácido e das drogas sintéticas e música eletrônica dos anos 90. Assistir aos depoimentos dos clubbers vestidos e maquiados é trazer toda a nostalgia da época, onde as relações eram mais intensas, pois não havia Internet. Todas as promoções e festas eram divulgadas no boca a boca.
O documentário serviu de base para o filme cult "Party Monster", lançado em 2003, com Macaulay Culkin no papel principal, em uma performance corajosa e festejada.
A caçada
"The hunt", de Craig Zobel (2020)
Polêmico filme que mistura as tramas de "Jogos mortai" e "O albergue" mas com um forte contexto político. O presidente americano Donald Trump chegou a desaconselhar o filme, que divide os personagens em facções políticas, republicanos e liberais.
12 pessoas são feitas prisioneiras aleatoriamente. Em comum, essas 12 pessoas são armamentistas e republicanas. Levadas à força até uma fazenda na Croácia, eles começam a ser caçados um a um. Uma das sobreviventes, Crystal, tenta descobrir quem está por trás dessa chacina.
O filme mistura suspense e humor negro, mas nem sempre essa química dá certo. Como roteiro dentro desse gênero caça -humana, o filme não oferece nada de novo. A curiosidade fica apenas com a presença de Hilary Swank no papel de uma arqui vilã distribuindo porrada e chutes. Só por essas cenas, já tá valendo.
terça-feira, 17 de março de 2020
Dorm- O espírito
"Dorm", de Songyos Sugmakanan (2006)
Drama de terror tailandês que ganhou o prêmio de melhor filme na Mostra geração do Festival de Berlin em 2006.
O filme é uma história de fantasmas que acontece em um internato de garotos. Ton, um garoto de 12 anos, é enviado para l;a pelos seus pais, para poder melhoras seus estudos e largar a tv. Ao chegar no internato, Ton sofre bullying do outros meninos, que lhe contam histórias assustadoras de fantasmas que habitam o lugar. Vichien é um garoto que logo fica amigo de Ton, mas para surpresa desse, ele precisa ir embora todos os dias às 18 horas.
A influência de "O sexto sentido" é bem clara na história e o filme não faz questão de manter o plot twist. O que diferencia esse filme de outros do gênero, é que ele aposta no drama de Vichien, e curiosamente, o filme traz um olhar homoerótico para a relação dos dois meninos, mesmo que seja breve e ingênuo.
Até sua última morte
"To your last death", de Jason Axin (2019)
Excelente animação para adultos, repleto de gore e extrema violência, "Até a sua última morte" traz no seu roteiro, referência aos clássicos "Jogos mortais" e "Feitiço do tempo".
Miriam é líder de uma ONG falida que luta a favor da Paz mundial. Ela luta contra o seu próprio pai, Cury, líder de produção de armamentos bélicos. Quando Cury perde a campanha para presidente por conta das denúncias feitas por seus 4 filhos, incluindo Miriam, ele resolve convidá-los na sede de sua empresa para pedir perdão. O que ninguém poderia adivinhar, é que Cury e seus capangas irão torturar e matar cada um dos filhos em armadilhas mortais.
A parte referente a "Feitiço do tempo< é que Miriam recebe a visita de uma mulher misteriosa ( voz de Morena Baccarin) que lhe dá uma segunda chance para voltar ao tempo e mudar o destino de todos os personagens.
O filme é tenso e bastante violento. Absolutamente proibido para crianças, sem condições. Tem cenas de decapitação, serra elétrica esfolando corpo, mutilação, olhos arrancados, estupro, etc.
A paixão de Anna
"En passion", de Ingmar Bergman (1969)
Obra-prima de Bergman que reúne 4 dos seus atores mais recorrentes: Liv Ulmann, Max Von Sydow, Bibi Andersson e Erland Josephson.
Realizado no período em que Bergman e Liv Ulmann estavam passando por um processo de separação, o filme é angustiante e violento do início ao fim. Repleto de cenas onde os personagens se agridem verbalmente e fisicamente, é talvez um dos filmes maus duros e sufocantes do cineasta sueco.
Andreas (Max von Sydow) é divorciado e ficou preso por anos após cometer um crime. Ao ser solto, ele decide se mudar para a Ilha de Faro ( aonde mais??) e ali morar sozinho. Enquanto conserta seu telhado, uma mulher, Anna (Liv Ulmann) pergunta se pode usar o seu telefone. Durante o telefonema, Andreas percebe que Anna se descontrola com a pessoa que ela está falando. Anna vai embora e Andreas percebe que ela esqueceu sua bolsa. Ali consta um bilhete, de despedida do marido de Anna, que morreu em um acidente de carro, junto do filho do casal. No bilhete, fica clara que a relação do casal passava por um momento terrível. Andreas vai até a casa onde Anna se encontra e é recebido pelo casal Eva (Bibi ANdersson) e Elis ( Erland Josephson). O casal possui um relacionamento liberal. Eva acaba se relacionando com Andreas, mas logo Andreas decide ficar com Anna, se tornando amantes. Andreas descobre que o marido falecido de Anna tinha o seu mesmo nome. Quando decidem morar juntos, Andreas e Anna vão descobrir a verdadeira alma do outro.
Assistir "A paixão de Anna" não é uma tarefa fácil. Denso, repleto de diálogos cruéis onde os personagens promovem verdadeiros embates de destruição moral. No entanto, como em qualquer filme de Bergman, o trabalho dos atores elevam o projeto a um nível mágico, e aqui, especialmente, todos estão soberbos.
Bergman trabalha aqui no filme com a metalinguagem, recurso que ele nunca mas usaria: cada um dos atores quebra a quarta parede em algum momento e revelam, como atores, o que eles pensam sobre a trajetória dos personagens que eles estão vivendo. É muito curioso testemunhar os relatos tão sinceros dos atores sobre o processo de dar vida a personagens, sem julga-los.
segunda-feira, 16 de março de 2020
Fuga de Pretória
"Escape from Pretoria", de Francis Annan (2020)
Existe um sub-gênero dentro do drama que é muito comum no cinema: os filmes de prisão. Dele, já saíram clássicos como "Papillon" e "Um sonho de liberdade". Em 'Fuga de Pretória", o co-roteirista e diretor inglês Francis Annan, de ascedência afro-americana, conduziu ese drama que narra a história de 2 ativistas politicos brancos, Tim Jenkins (Daniel Radcliffe) e Stephen Lee (Daniel Webber), que faziam parte do Congresso Nacional Africano (ASN), partido que lutava contra o Apartheid que existia na Africa do Sul nos anos 70. No dia 2 de março de 1978, os 2 foram presos por distribuíram panfletos que tinham palavras de ordem contra o Apartheid. Durante mais de 1 ano, eles tentaram várias formas de fugir da prisão em Pretória, até conseguirem em dezembro de 1979, fugindo para Moçambique e depois, Londres.
Como cinema, o filme não oferece muita novidade. As cenas são conduzidas de forma correta, mas sem muita emoção. Faltou mais adrenalina. Daniel Radcliffe novamente tenta sair do estigma de Harry Potter, e interpreta com bastante intensidade Tim Jenkins, que escreveu a biografia que serviu de inspiração para o filme.
Aquarela
“Aquarela”, de Viktor Kossakovsky (2019)
Impressionante as imagens desse documentário dirigido pelo documentarista russo Viktor Kossakovsky. Vencedor de inúmeros prêmios internacionais e exibido com sucesso no Festival de Sundance, o filme apresenta imagens grandiloquentes e assustadoras da força da água e do iceberg ao redor do mundo. Imagens desesperadoras de um grupo de salvamento tentando retirar um homem que caiu debaixo de um lago congelado; um casal lutando para sair do mar revolto de uma tempestade pilotando o barco; furacão em Miami; inundações . São imagens chocantes e ao mesmo tempo, belas, mágicas .
domingo, 15 de março de 2020
Dois irmãos: uma jornada fantástica
“Dois irmãos: uma jornada fantástica” , de Dan Scanlon (2020)
Deliciosa e emocionante aventura que mescla o melhor de clássicos da nostalgia de qualquer cinéfilo: “Os caçadores da arca perdida”, “ Harry Potter”, “Et” e “A história sem fim”.
(Continua)
Terremoto
"Skjelvet ", de John Andreas Andersen (2018)
Com o queixo caído devido a altíssima qualidade dos efeitos especiais realizados na Noruega!!!!! Não deixam a dever em nada com os blockbusters americanos.
Em 2005, o cinema norueguês lançou "A onda", um filme catástrofe que trazia um enorme tsunami na Noruega provocado por uma falha geográfica nas montanhas, matando centenas de pessoas. 3 anos depois, os mesmos personagens de "A onda" retornam, dessa vez, lidando com um terremoto de proporções avassaladoras.
O cientista Kristrian (Kristoffer Joner, excelente) sobreviveu ao tsunami no filme anterior, salvado a sua família ( esposa, filha e filho). Kristian foi considerado um herói. Ma sos anos se passaram, e Kristian se tornou depressivo: ele se acha culpado pelas mortes das pessoas, e por não ter podido salvá-las a tempo. Isso lhe custou seu casamento. Kristian se separa de sua esposa Idun. Kristian avalia as pesquisas d eum colega falecido e antevê que um grande terremoto irá atingir a capital, Oslo. Ninguém lhe dá ouvidos. Até que a catástrofe acontece e Kristian precisa salvar a sua família.
O roteiro do filme tem todos aqueles clichês que existem em qualquer filme catástrofe: autoridades que não acreditam na tragédia que está por vir; família descrente do patriarca; os filhos acabam se separando dos pais e eles passam o filme todo tentando localizá-los. Mas o elenco do filme é muito bom, a direção bastante competente, e o roteiro procura buscar o drama para fortalecer a história. Com tantos atrativos, o filme é uma excelente pedida, construindo em seu terço final um ótimo ritmo de suspense, daqueles que fazem a gente torcer pelos personagens.
Empuxo
"Buoyancy", de Rodd Rathjen (2019)
Um do filmes mais cruéis que assisti recentemente, "Empuxo" foi o filme que representou a Austrália para uma vaga ao Oscar de filme internacional em 2020. Escrito e dirigido pelo australiano Rodd Rathjen, o autor se baseou em centenas de relatos de sobreviventes do trabalho escravo no sul da Ásia para contar esse trágico drama sobre um menino, Chakra, de 14 anos, que decide fugir de casa, no Camboja, para trabalhar em uma embarcação pesqueira na Tailândia. O pai de Chakra o explora ao máximo possível. Não aguentando mais a situação em sua casa, Chakra ouve um amigo dizer que barcos pesqueiros na Tailândia estão contratando pessoas para ajudarem na pesca. Ao chegar lá, Chakra descobre que na verdade tudo é uma farsa: ele e os outros são vendidos como escravos para traficantes do mar., que os obrigam a trabalhar de graça em condições sub-humanas. Sem ter como fugirem, os escravos são humilhados, torturados e assassinados.
O diretor se baseou em relatos que constam que mais de 200 mil pessoas vivem como escravos em péssimas condições na região da Ásia. O roteiro não dá trégua: são cenas de tortura e muita miséria para Chakra e as outras pessoas. O filem lembra bastante o recente filme brasileiro "Pureza", que trata do mesmo tema.
"Empuxo" ganhou dezenas de prêmios, entre ele,s o ecumênico no Festival de Berlin 2019. O trabalho do menino Sarm Heng, que interpreta Chakra, é comovente: um papel complexo, difícil, que exige muito do seu comprometimento físico e psicológico.
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