sexta-feira, 29 de março de 2013

Oz: Magico e Poderoso

"Oz: the Great and Powerful", de Sam Raimi. Digo em voz alta: quero que os criticos se fodam! Amei o filme, me emocionei, chorei varias vezes. Essa super sessao da tarde nostalgica, elaborada com maestria e carinho de fã por Sam Raimi, segue a cartilha dos apaixonados pelo " O magico de oz". Ele respeita os personagens, o Universo e Gracas a deus, nao o subverte. estao todos la: As bruxas Glenda e a Bruxa malvada, Os Munchkins, a plantacao de papoulas, a guarda da bruxa, formada por macacos voadores. Outra grande sacacão e' o desfecho de Oz, fazendo um preambulo para o Magico que aparece no filme de Victor Fleming. Os noos personagens coadjuvantes, que substituem o Homem de lata, leao covarde e espantalho, sao igualmente carismaticos: o macaco Finley, a boneca de porcelana, e a propria Glenda, que ganha forca aqui nesse filme. A cena que Oz se encontra com a boneca e' emocionante. Uma producao caprichadissima, o uso do 3D nada demais, mas eficiente. O uso do preto e branco inicial e depois cores, e mais um elemento que linka os dois filmes. James Franco esta sensacional, mostrando carisma e simpatia na sua performance irretocavel, emocionante de verdade. Michelle Willians, Mila Kunis, Rachel Weiz tambem estao otimas, levando a serio seus personagens fantasiosos. E que delicia a cena da transformacao de uma das bruxas. Sim, sou fã do original, e fiquei feliz com o respeito da Disney por esse filme. Um cult para varias geracoes. Nota: 9

quarta-feira, 27 de março de 2013

A caça

"Jagten", de Thomas Vintenberg. Ao final da projeçao desse filme, fiquei com a mesma sensacao de quando assisti " O mestre" : Puta que pariu, como e' bom ver filme dramatico com atores extraordinarios!!!!!! Da vontade de aplaudir abertamente varias cenas, como no teatro. A cena do supermercado a cena do filho indo visitar o amigo do pai e tomando satisfacao, a cena da Igreja...O filme, co-escrito por Vintenberg, narra a historia de Lucas ( Mads Mikkelsen, um astro Dinamarques) , um professor de jardim de infancia, amado pelas criancas, e mais amado ainda por Kiara, uma menina de 6 anos, cujo pai e' o melor amigo de Lucas. Um dia, Kiara conta uma mentira sobre Lucas, e a partir dai, a vida dele vira um inferno, acusado de assedio sexual, sem provas. Todo o elenco, sem excecao, esta formidavel: o jovem que faz seu filho, o ator que interpreta o melhor amigo e a menina que faz Kiara, sao algo de impressionante. Mads Mikkelsen dispensa qualquer comentario: sua atuacao levou o premio de ator em Cannes 2012. Agora, nao se entende porque a Dinamarca deixa de indicar esse filme ao Oscar, e preferir indicar " O amante da Rainha", um bom filme, tambem com Mikkelsen, mas anos -luz de distancia desse aqui, em termos de qualidade artistica. Uma direcao poderosa de Vinterbeng, que previlegia as atuacoes, e nao a tecnica, como muitos diretores fazem. Obrigatorio para todos que amam cinema. Nota: 10

segunda-feira, 25 de março de 2013

Loopers- Assassinos do futuro

"Loppers", de Rai Johnson (2012) Caramba, que filmaco! Deixei de assistir na epoca no circuito, e vi agora em dvd. Pela ousadia do roteiro, me lembrou bastante " A Origem", de Cristopher Nolan, obviamente guardando as devidas proporcoes. Uma ficcao cientifica de acao, que conta a historia de Loopers, assassinos que sao contratados para matar pessoas enviadas do futuro, atraves de maquina do tempo, um equipamento proibido pelo governo. Os loopers sao vistos como criminosos pela sociedade, e agem sempre na berlinda. Um dia, um dos loopers, Joe ( Joseph Gordon levitt) descobre que a pessoa que ele precisa matara e' ele mesmo 30 anos mais velho ( Bruce Willis) , e descobre uma trama que ele acaba se envolvendo, e assim, tentar mudar o seu futuro. O roteiro e' realmente otimo, mesmo que mirabolante. Os efeitos sao bons, talvez a producao nao tenha sido milionaria, mas funciona a contento. Os atores estao todos otimos, incluindo uma ponta de Paul Dano e a maravilhosa Emily Blunt, irreconhecivel. O menininho que faz o " Senhor da chuva" tambem impresssiona pela sua performance. Um filme que me prendeu do inicio ao fim, charmosissimo e digno de se transformar em cult, e um classico do genero. altamente recomendado. Nota: 10

domingo, 24 de março de 2013

Anna Karenina

" Anna Karenina", de Joe Wright. Essa e' a 1a adaptacao da obra literaria russ de Leo Tolstoi que assisti no cinema. Confesso que so conhecia o mote sobre o adulterio, mas nao o seu desdobramento. Ambientado na Russia Imperial de 1874, o filme narra a historia de Anna Karenina (Keira Knightley) , mulher casada com o Ministro Alexei ( Jude Law) e com filho, que se apaixona perdidamente pelo oficial Conde Vonskry (Aaron Taylor Johnson). O filme no fundo, e' um grande melodrama. Gosto bastante da direcao de Wright, que sempre mostrou planos virtuosos em todos os seus filmes, um fanatico por planos coreografados e muitas vezes, planos-sequencias. Ele trabalha tambem com muitos planos fechados, planos refletidos em espelhos, olhares, flertes. Aqui ele nao faz diferente. Muitas cenas antologicas, como no baile, onde os 1 personagens tem sua 1a valsa, juntos. No mesmo plano, as pessoas desaparecem e o casal danca sozinho. E' impressionante. Alias, toda a parte tecnica e' digna de nota: fotografia deslumbrante, direcao de arte e figurinos luxuosissimos. O curioso dessa adaptacao, e eu desconhecia, e' a sua fonte teatral. Wright se apropria da linguagem do palco e mistura seu filme entre realismo e teatro. Ora o filme se passa em locacao, ora nos palcos, e muitas vezes, os cenarios se transformam, como num palco, e surge outro cenario, ou as portas se abrem para uma locacao externa. E' tudo muito ambicioso. Tome-se como exemplo a cena de corrida de cavalos: ela comeca num palco, e continua numa externa. E' uma linguagem ousadissima, e que me fez delirar, mas tenho certeza de que muita gente deve ter torcido o nariz. Vejo aqui um parentesco com o recente " Os miseraveis": um musical todo cantado, do inicio ao fim, que encontrou cinefilos apaixonados e muitos detratores. Assim deve ser esse " Anna Karenina". A destacar a alta qualidade da Direcao, sempre surpreendendo, e o bom trabalho do elenco, incluindo Emily Watson, em pequeno papel. O filme e' longo, e perde o ritmo as vezes, mas pela sua beleza manteve todo o meu interesse. Nota: 8

sexta-feira, 22 de março de 2013

As aventuras de Tadeo

" Tad, the lost Explorer", de Enrico Gato (2012) Essa animacao espanhola e' uma delicia. A versao que assisti era dublada em ingles, mas eu prefera ter visto em espanhol, deve ser bem mais divertido. Uma brincadeira em cima de " Indiana Jones", conta a historia de Tadeo Jones, um jovem com aspiracao a se tornar arqueologo, sonho desde que ele era crianca. Quando adulto, ele trabalha em construcao civil, mas por um percalco do destino, ele acaba sendo encaminhado por engano para um Pais da America Latina. La' ele precisa evitar que um tesouro dos incas caa nas maos de bandidos, e para isso, conta com a ajuda da filha de um pesquisador famoso, um latino local, um papagaio e seu cachorro. O filme fornece muitas gagas hilarias, que diverte os adultos tambem. As varias referencias a Indiana Jones farao a delicia dos espectadores nostalgicos. Os animais sao muito hilarios, principalmente o papagio mudo, que carrega consigo sempre umas plaquinhas indicativas. O filme resssente de ritmo, em alguns momentos fica meio arrastado. Mas o protagonista e' mito simpatico, o vilao,como deveria ser, bastante malvado. O 3D e' utilizado com discrecao, e os tracas dos animadores sao comuns, nada de especial. Vale ser visto numa sessao da tarde, e e' uma pena que ninguem o tenha visto nos cinemas. Preconceito contra a animacao feita fora do Universo americano. Nota: 7

quinta-feira, 21 de março de 2013

Dependencia sexual

"Sexual dependency", de Rodrigo Bellotti (2003). Filme boliviano do mesmo cineasta do excelente "Perfidia". Dividido em 5 episodios, alternados na Bolivia e em Nova York, o filme tem como protagonistas personagens que tentam colocar a sua sexualidade em questao. Perda da virgindade, homossexualismo, estupro, machismo, traicao...todos esses temas sao delineados por tipos caricatos: o machao, o modelo em duvida sobre sua sexualidade, a virgem ingenua, o grupo de universitarios homofobicos. A curiosidade do filme reside no fato dele ter em suas quase 2 horas de duracao, tela dividida ao meio: vemos 2 acoes acontecendo ao mesmo tempo. As vezes sincronizadas na mesma situacao, outras vezes contando historias distintas. essa linguagem no inicio e' interessante, mas depois cansa, pois tira o foco de uma das historias, e na maioria das vezes, a outra acao e' totalmente desnecessaria. E' apenas uma brincadeira de linguagem, que nao funciona para esse filme, uma vez que ele 'e realista, e nao apenas uma tentativa de se brincar com narrativa. Boa parte doa atores tem atuacao amadora, e fica claro a tendencia do cineasta em querer marcar uma sociedade machista: mesmo em personagens pequenos, o mundo feminino e' escurracado pelo masculino. Tivesse meia hora a menos e sem a tela dividida, o filme teria sido mais interessante. Do jeito que esta, e' um filme cansativo e voyeristico ( varias cenas de nudez) , com grande apelo erotico. Se essa e' a intencao do espectador, entao e' um prato cheio, principalmente os que curtem cenas de vestiario masculino. Nota: 5

quarta-feira, 20 de março de 2013

Feliz aniversario para mim

"Happy birthday to me", de J Lee Thompson (1981) Esse foi definitivamente um dos meus cults dos anos 80. Assisti-lo depois de mais de 30 anos e' uma experiencia. Na epoca, quando passava na Globo, eu morria de medo e o achava mais assustador que "Sexta-feira 13" , obviamente, o seu inspirador. Se bem que o vi a 1a vez ainda no cinema, pois na tv passava todo cortado, devido a suas cenas outrora violentas ( hoje em dia, apos " O albergue" e " Jogos mortais", parecem mortes incocentes). Dirigido por J Lee Thompson, responsavel pelos maiores sucessos de Charles Bronson ( Desejo de matar), era um especialista em cenas violentas. Aqui, ele se utiliza dos cliches dos filmes com elenco jovem para contar a historia de um grupo de 10 alunos de elite da Universidade Crownford, que vao morrendo um a um, as vesperas do aniversario de Virginia, uma jovem traumatizada por um passado incerto. E' definitivamente um classico do genero, mesmo tendo ficado datado e o seu roteiro ser falho ( muitas arestas soltas no roteiro, e atitudes nada realistas e plausiveis de varios personagens, apenas para tona-los suspeitos). O desfecho entao e' um Deus Ex-machina total. Ver Glenn Ford, um ator de ponta de Hollywood dos anos 50 ( " Gilda" ) , interpretar o filme, ja vale a curiosidade. Nota: 6

terça-feira, 19 de março de 2013

5 cameras quebradas

" Five broken cameras", de Emad Burnat e Guy Davidi (2012) Indicado ao Oscar de documentario em 2013, " Cinco cameras quebradas" tem um grande parentesco com outro documentario, de 2011, chamado " Budrus". Em 2002, o governo de Israel deu inicio a contrucao de um muro que separa o territorio ocupado da Cisjordania com Israel, e para isso, invadiu terras do vizinho, desalojando camponeses e destruindo as oliveiras. OS camponeses tem como meio de subsistencia o cultivo das oliveiras e irritados com a intromissao de Isreal, vao dar inicio a uma luta pacifica. Porem, Isreal vai respondendo cada vez mais com violencia, ate os 2 lados entrarem numa Guerra psicologica e violenta que culmina com mortes de varios camponeses. Aqui, o campones Emad se utiliza de filmadoras amadoras para fazer um registro sobre esse conflito insano, e faz uma metafora atraves do nascimento de seu quarto filho, sobre os anos que se passam. Ao todo, 5 cameras foram utilizadas e danificadas pelos conflitos. Emad foi preso, sofreu acidente, seus irmaos foam espancados, ficou internado em Israel, contraiu enorme divida, mas sempre manteve a postura firme de gravar tudo, mesmo sendo ameacado de morte pelos policiais israelenses. O mais curioso e' que sua esposa, uma palestina, morou uma epoca no Brasil, o que explica a aparicao de bandeira, camisetas e adesivo do Brasil na camera de Emad. E' um belo filme, e que dificilmente teria ganho o Oscar, dado o seu forte cunho politico e claramente favoravel ao Governo da Cisjordania. Nao fiquei tao empolgado pela semelhanca extrema com " Budrus", que eu ja tinha visto antes, mas mesmo assim, vale pela exposicao de um conflito que nao parece ter fim nunca, e tambem, pela paixao de um campones e consequentemente do espactador, pela magia do cinema, pela forca que as imagens cinematograficas imprimem na luta pela dignidade do ser humano. Nota: 8

domingo, 17 de março de 2013

Dominados pelo odio

" Mother's day", de Darren Lynn Bousman (2010) Rebecca De Mourney foi um icone dos filmes B dos anos 80 e 90. Protagonizou o cult de suspense "A mao que balanca o berco", e dai em diante fez outros filmes mais ou menos meia-bomba ( A refilmagem de " E Deus criou a mulher", entre eles), ate sumir totalmente. Ela reaparece agora nesse "Dia das maes", titulo original, incrivelmente envelhecida. A sua personagem e' uma especie de Ma Baker, a mae criminosa que ensina os filhos a roubar e matar, porem, sob redeas curtas, tentando administrar a educacao deles da forma que ela acha mais correta. Seus 4 filhos sao adotivos, na verdade, roubados quando criancas de maternidades. Crescidos, eles se tornam assaltantes. Apos um assalto frustrado, eles se refugiam na sua antiga casa, agora com um casal morando neles, e que estao promovendo um open house. Todos se tornam refens do grupo, e sao ameacados de morte. Dirigido pelo mesmo cineasta de " Jogos mortais 2,3,4", o filme acaba tomando o rumo do gore, da violencia explicita. Muita facada, torturas e sangue e visceras expostos. A personagem de De Mournay e seus filhos apelam pro sadismo desproposital. O filme exagera na caricatura dos malvados, e passamos o tempo todo vendo a tortura fisica e psicologica contra os refens. Para quem curte sadismo, e' um prato cheio. O roteiro e' raso, e o desfecho, mais do que ridiculo. Algumas cenas sao irritantes de tao ridiculas, concebidas apenas para mostrar a sordidez humana ( a do assalto ao caixa eletronico, por ex). Triste fim de Rebecca de Mournay. Espero que um dia Tarantino venha a reabilita-la como ela merece. No tema, prefiram "Reino animal", excelente filme australiano, com Jackie WeaverNota: 4

sábado, 16 de março de 2013

O ditador

"The dictador", de Larry Charles. Em um pais ficticio do Oriente Medio, Wadya, um ditador tirano, Alladeen (Sacha Baron Cohen) prega a morte contra as pessoas que ele cisma por bobeira ou atrapalham ou que nao cumprem a tarefa pedida. Ao fazer uma visita a Nova York para uma reuniao na ONU, ele e' traido pelo seu assessor e levado para a morte. Porem, ele consegue escapar, e tenta conseguir o seu posto de volta, agora assumido por um sosia. Comedia de Sacha Baron todos sabemos: envolve muita gag apelativa, pastelao, referencias a pornografia, preconceito racial, sexual e tudo quanto e' politicamente incorreto. Porem, depois de " Borat", Sacha nunca mais consegui recuperar um protagonista com a mesma maestria. Em " Bruno" e agora em " O ditador", ele promete mas nao cumpre o basico: divertir o espectador com o minimo de inteligencia. O roteiro e' uma bobagem, as piadas, rasas e tolas. Ben Kingsley e Ana Farris tentam dar credibilidade ao projeto, mas que faz rir apenas pouquissimas vezes. Sacha funciona muito melhor quando faz participacoes em filmes, sendo dirigido por alguem que o mantem sob redeas curtas: " Hugo Cabret", "Os miseraveis", " O barbeiro", sao exemplos de filmes com diretores consagrados onde Sacha consegue participacoes memoraveis. Nao sei se a culpa 'e de Sacha, que tende ao over, ou dos roteiros que ele c-escreve, mas vale aguem dar um toque e pedir para ele melhorar o nivel dos textos. Talento nao lhe falta. Nota: 5

sexta-feira, 15 de março de 2013

Na escuridao

"W Ciemnosci", de Agnieszka Holland. Filme mais recente da famosa cineasta polonesa, que novamente retorna ao tema da 2a guerra mundial e a luta de jedeus para sobreviverem num mundo brutalizado. Aqui, ela narraa a historia real de Leopold Soha, um malandro que vive de roubar e extorquir dinheiro de judeus durante o periodo da 2a guerra na cidade de Lvov. Com a invasao dos alemaes na cidade, ele e seu comparsa, que conhecem o sistema de esgotos da cidade, subornam judeus ricos para esconde-los nos subterraneos da cidade, Maos aos poucos, leopold vai se afeicoando pela luta dos judeus sobreviventes, colocando sua propria vida em risco. Belo filme, prejudicado por uma longa duracao, mas com otima reconstituicao de epoca, excelentes atores e fotografia. Holland adora colocar em seu roteiro situacoes Deus ex-machina para solucinar problemas de historia. Aqui nao e' diferente. Mesmo assim, e' um filme que merece atencao, pelo seu teor dramatico, e pela semelhanca da historia com Schindler, o homem que lutou para salvar vidas de judeus, visto no filme de Spielberg. Nota: 7

quarta-feira, 13 de março de 2013

A fuga

" Deadfall", de Stefan Ruzowitzky (2012) Drama policial, ambientado em uma cidade de nevasca na fronteira com o Canada'. 2 irmaos (Eric Bana e Olivia Wilde) assaltam um cassino e fogem. Na fuga, sofrem um acidente e resolvem se acolher em uma casa de familia, cujos donos (Sissy Spacek e Kris Kristofferson) sao mantidos refens. Um otimo elenco a servico de um filme ate interessante ate um determinado ponto, mas que depois vira um dramalhao que discute relacoes familiares. Irmao em relacao incestuosa com irma, filho em crise com seu pai, pai que destrata sua filha policial, mulher que sofre nas maos de marido violento. Todos em crise, todos tentando levar a vida da melhor forma que podem. As cenas de acao sao boas, a fotografia bela, fazendo valer a nevasca em sua intensidade ( da pra perceber que realmente filmaram na tempestade, coitados dos atores). Porem, o ritmo vai caindo la pelo meio, com sub-tramas meia-boca, que enchem linguica e tira o foco do tema principal do filme, se transformando em drama familiar, ao inves de filme de acao. A cena dos familiares pedindo perdao numa noite de acao de gracas 'e patetica, mas enfim, nao fosse assim, os personagens nao se reconciliariam. Como passatempo tudo ok, mas poderia ser muito melhor. Eric Bana fazendo papel de vilao, ate que convence bem, apesar das caras e bocas em alguns momentos. Nota: 6

terça-feira, 12 de março de 2013

Laurence anyways

"Laurence anyways", de Xavier Dolan (2012) " Laurence anyways", de Xavier Dolan. Dolan e' aquele cineasta canadense revelacao de Cannes, que a 4 anos atras, surpreendeu todo mundo com ' Eu Matei minha mae", aos 18 anos de idade. Agora, com 23 anos e incensado pela critica como um novo queridinho do cinema, ele lanca esse filme sobre transsexualimso, ou melhor, " dressing code", heteros que se vestem como mulher e que acham que nasceram em corpo errado. Laurence no entanto nao e' gay. Ele age como homem, e' apaixonado pela sua namorada, mas a sua alma pede um corpo vestido de mulher. Narrado assim parece bizarro, mas o filme trata o tema de forma seria, sem humor. O que porem Dolan errou e muito, foi na duracao do filme. Nao eiste a minima possibilidade de justificar esse filme ter quase 2:30 de duracao. Fosse um epico, maravilha. Mas esse drama intimista, poderia ter 1 hora a menos. Dolan foi muito confiante se com sede ao pote, e espera-se que a partir daqui, sua megalomania seja menos acirrada por criticas que o endeusam. Alias, seus outros filmes tambem tinham esse problema de ser longos demais. O que tem de interessante aqui e' a bela reconstituicao de epoca, final dos anos 80 e 90, ou seja, muita cafonice no figurino e cabelos, cosias que adoramos. trilha sonora nota 10, com hits da epoca. Incrivel como foi gasto dinheiro com tantas cenas envolvendo figuracao, eventos, festas, etc, uma vez que tudo e' de epoca. Dolan tambem mantem aquele estilo maneirista e estiloso de filmar, com excessos de cameras lenta. Melvin Palpoud, no papel principal, esta correto, mas sem grandes voos. Seu personagem, e asssim tambem o filme, perde o foco, e fica tudo bastante assim obvio demais. Nota: 5

Mar Amarelo

" The Yellow river" , 2010, de Hong Jin Na Do mesmo cineasta do excepcional filme sul coreano " O cacador", " Mar amarelo" concorreu em Cannes 2010. Um mega-eletrizante trhiller de acao dramatico, no mesmo nivel de excitacao de " O cacador". Um taxista sul coreano, que trabalha na China como taxista, 'e viciado em jogo. Sua esposa foi tentar a sorte na Coreia do Sul e sumiu. O taxista faz um acordo com o mafioso chines e aceita pegar um trabalho: atravessar o Mar amarelo, que divide China e Coreia do Sul, e assassinar um comerciante, e assim, poder pagar sua divida. Chegando la', ele ao mesmo tempo, vai em busca de sua esposa. No entanto, ele acaba se envolvendo tambem com a mafia sul coreana, e todos ficam em eu encalco, quando as coisas dao errado. O ator Kim Yu Shi, no papel do taxista, tem uma atuacao magistral. Carregando dor na sua performance, ele protagoniza sensacionais cena de acao. Curioso que o cinema coreano adora uma machadinha e punhal, ao inves de armas de fogo. Mega-violento, o filme deve ter utilizado centenas de litros de sanguem alem de destruir pelo menos uns 100 carros ao longo da projecao. A trama 'e diabolica, o ritmo muito bom, apesar de excessivos quase 2:40 minutos de duracao. Tem toda cara de ganhar refilmagem americana. Algumas cenas sao antologicas, outras inverossimeis, mas tudo em prol do cinema de entretenimento. Nota: 8

segunda-feira, 11 de março de 2013

A guerreira

" Kriegerin" (2011) , de David Wnendt. Excelente drama alemao, sobre uma juventude destruida culturalmente. Marisa, uma jovem de 20 anos,faz parte de um grupo de neo-nazistas que odeia judeus, estrangeiros e afins. Um dia, ela conhece um refugiado afegao, e sua vida muda. 'E extremamente desolador assistir a esse filme, pois ele retrata de forma realista o que se passa nas mentes de pais e filhos que caminham juntos com a intolerancia e brutalidade. Cruel, seco, o filme faz pensar e traz uma visao de mundo pessimista. O maravilhoso trabalho das 2 jovens atrizes e' merecedor de premios. Alina Levshin, no papel de Marisa, esta' fenomenal. A forca que ela confere ao seu papel e' digno de nota. Nao e' um filme facil de se assistir, pois facilmente ficamos com odio de todo mundo. E' rancor e repulsa exalando a cada segundo de tela. Mas um filme necessario, que precisa ser mostrado a todos que desejam tentar entender um pouco o que se passa no mundo de hoje, as voltas com desemprego, analfabetismo, falta de amor. Nota: 8

Garotos contra garotas

"Garotas contra garotos", de Austin Chick. Producao americana de baixo orcamento, e' um curioso e interessante drama criminal, sobre uma jovem, Shee, que apos ser abandonada pelo amante e ser estuprada por um peguete, resolve se vingar dos homens. Para isso, ela e' cooptada por Lu, uma jovem piscopata, que prova a Shae que o melhor ue tem a fazer e' eliminar a vida dos homens que as maltratam. Dito assim, o filme nao parece nada interessante. Mas o que instigou a minha veia cinefila foi o 'otimo trabalho de camera, criando planos realmente bonitos, e a trilha sonora, vibrante. Outro ponto positivo e' a performance das 2 atrizes principais. Elas conferem verdade e dramaticidade as suas personagens, mesmo que Lu descambe um pouco para a caricatura, mais pro final. Alias, o desfecho e' o ponto fraco do filme. Mas ate la', o filme vai num ritmo instigante, lento, comecando como drama e avancando para um terror psicologico, quase gore. Me prendeu o tempo todo. Nota: 7

sábado, 9 de março de 2013

Nashville

"Nashville", de Robert Altman. Esse filme faltava na minha filmografia de Altman, um cineasta que gosto bastante. Datado de 1975, e' um dos expoentes da linguagem do cineasta: a famosa narrativa de filme painel. Atraves de inumeros personagens, Altman traca um verdadeiro mosaico da musica americana de raiz: o country. Debochando e ate mesmo endeusando o estilo musical que 'e retratado de forma amorosa, demolidora, jocosa e claro, com muita pitada de politica, critica social, erotismo e devaneios. O elenco multi-estelar surge em historias impiedosas. Os tipos lembram muito outro filme de Altman: "Cerimonia de casamento". Tem a ninfomaniaca, a estrela decadente, o aspirante a fama, os aproveitadores. O filme tem um charme vintage, e mesmo datado, confere um interesse bastante peculiar do american way of life. Para quem nao esta acostumado aos filmes de Altman, pode ser que o filme seja um saco, afinal, ele nao se aprofunda muito nos personagens. Mas quem curte esse vai e vem narrativo, 'e um verdadeiro deleite. Nota: 8

sexta-feira, 8 de março de 2013

Branca de neve

Branca de neve", de Peter Berger. Grande vencedor do Premio Goya de 2013, incluindo melhor filme, essa livre adaptacao de " Branca de neve", dos irmaos Grimm, tem como maior merito a sua rebuscada producao de arte e figurino. Ambientado na Espanha da decada de 20, narra a historia de um famoso toureiro que se acidenta gravemente durante uma tourada. Sua esposa, gravida, da a luz mas vem a falecer. Uma malvada enfermeira-chefe (Maribel Verdu) resolve se apoderar das posses do toureiro, e se casa com ele. A pequena Carmen 'e criada como uma empregada, e quando cresce, a madrasta mata o marido e pede que matem a jovem. Mas ela consegue escapar com vida, porem perdendo a memoria, ate se tornar uma famosa toureira. Mas a madrasta quer se vingar. Assim como " O artista", o filme faz uma homenagem ao cinema mudo,usando legendas e fotografia em preto e branco, alem da linguagem narrativa dos filmes de epoca ( iris, fusoes, etc). Seria um belo filme, nao fosse tao exagerado e over nas atuacoes e na historia, excessivamente melodramatica. O Diretor peca na caricatura e apesar de mudar toda a trama, nao deixa de ser obvio em sua estrutura. Maribel Verdu esta muito histrionica, e o restante do elenco cumpre bem os papeis, apesar de estarem todos, sem excecao, fora do tom. E' um filme curioso, mas tambem cansa logo na metade, pelo ritmo lento e pela busca incessante do diretor em querer ser ousado na sua forma, mas cafona na essencia. Nota: 6

Scum

" Scum", de Alan Clarke. Cult ingles de 1979, relata em formato quase documental, a rotina violenta de uma Instituicao para menores infratores na Inglaterra. Brutal e sadico, tanto os funcionarios quanto os proprios menores vivem em um regime de violencia e tensao. O diretor e carcereiros aplicam um regime de terror contra os internos, que nao encontram chance de externar os seus dramas e temores. Por sua vez, os menores , acuados, acabam se machucando e se punindo entre si mesmos, criando uma outra especie de sub-autoridade, que explora os mais fracos. Os atores atuam de forma incrivelmente realista, inclusive as cenas de pancadaria soam extremamente reais. A direcao e' seca e direta ao assunto, sem dar chance para um desenvolvimento maior da psicologia dos personagens. O que importa aqui no filme e' mostrar o abuso e intolerancia, atraves de varios personagens, e seus pequenos dramas que muitas vezes, sucumbem para a tragedia. Para quem tem estomago fortem, um belo exemplar de cinema verite'. Acredito que o filme " Hunger", de Steve Macqueen, tenha se inspirado nesse filme. Nota: 7

domingo, 3 de março de 2013

Cirque du soleil: Outros mundos 3D

"Cirque du soleil: Worlds away 3D", de Andrew Adamson (2012) "Cirque de solieil: outros mundos", de Andrew Adamson. Muito difícil fazer comentários sobre um filme que se pretende cinema, mas que no fundo, é apenas um espetáculo filmado. Semelhante de "Pina", que tem uma estrutura narrativa muito parecida e também se utilizou da tecnologia do 3D, "Cirque du soleil" é um compêndio de vários skteches dos famosos espetaculos do grupo, entre eles "Viva Elvis", "Mysteree", "O", "Ka"e outros. A história é um fiapo, literalmente: uma jovem vai a um circo, e lá, se apaixona por um trapezista. Ele é abduzido para um universo de sonhos,e ela segue atrás. Sim, tecnicamente o filme é deslumbrante: fotografia, edição de som, cores, etc. Mas os figurinos e direção de arte são de gosto duvidoso, e a trilha sonora torna-se enjoativa logo nos primeiros minutos. Tudo é muito asséptico, limpo demais, perfeito, e porque não, sonolento. Os números são longos, a música provoca tédio. O que empolga é o excelente trabalho dos artistas, todos muito perfeccionistas. O grande merito do filme vai para eles. O filme foi produzido por James Cameron e dirigido por Andrew Adamson, diretor de "Shrek" e "Cronicas de Narnia". Nota: 6

sexta-feira, 1 de março de 2013

Brincadeiras de criança

"Come out and play", de Makinov (2012) Refilmagem do cult espanhol "Quem pode matar uma criança?", dos anos 70, é um filme de terror psicológico, sobre uma ilha paradisíaca dominada por crianças que matam todos os adultos. Nessa refilmagem, a ação acontece no México, durante o Carnaval. Um casal de americanos resolve passar 5 dias numa ilha próxima ao continente, mas chegando lá, descobrem que ela é habitada exclusivamente por crianças. O original espanhol tinha um prólogo documental, com imagens de crianças mortas e assassinadas em guerras. Ficava clao que o filme era uma metafora do universo infantil se rebelando contra a estupidez dos adultos. Aqui, esse prólogo não existe, o que torna mais misterioso o porqu6e dessa violências das crianças. De qualquer forma, o filme é muito inferior ao original. Os atores são medianos, as crianças são fracas e o filme peca pela falta de ritmo e até mesmo clima de suspense. Mais violento, o filme procura atrair a atenção de fanáticos de horror, mas a trama se torna repetitiva, e a falta de ação prejudica a narrativa, Os personagens são tolos, e demoram para entender o que está acontecendo. O mais curioso do filme, no entanto, e'o seu diretor, Apelidado de Makinov, ele dirigiu o filme inteiro sob uma máscara, para não ter sua identidade revelada. Um golpe de merchandising? Ou apenas previu o futuro sobre o seu filme? Nota: 5