domingo, 30 de setembro de 2012

Gonzaga- de Pai para filho

de Breno Silveira (2012)
Tudo já foi dito sobre o filme: Tecnicamente impecável, etc etc etc. Mas o que mais me chamou atenção foi a performance admirável de Chambinho do acordeon, fazendo Gonzagão dos 25 a 50 anos. Impressionante o carisma do ator e musico. Ele ganha o espectador logo que entra em cena.

Marie Kroeyer

de Bille August (2012)
Festival do Rio Cinebiografia da relação de Marie com o pintor dinamarquês Soren Kroeyr, prestigiado e valorizado artista. Invejados por muitos, ninguém imagina que Soren na verdade sofre de sindrome maniaco depressiva, tornando a vida da esposa e da filha um inferno. Um baita novelão de Bille August, autor de "Pelle o conquistador", que não esconde a vocação do filme para um melodrama carregado nas tintas. Traição, sofrimento, violencia domestica, perda da gguarda da filha. Tudo embalado com uma fotografia estonteante. Excelente performance do casal protagonista. Nota: 7

A fita azul

"Electric children", de Rebecca Thomas (2012)
Festival do Rio Deliciosa e divertida comedia dramatica, sobre uma jovem mormom de 15 anos, que se diz gravida ao escutar uma cancao rock` roll. Ela resolve ir atras do cantor, creditando a ele o fato dela estar gravida miraculosamente. Otimo elenco, direcao segura, com um gostinho de Gus Van Sant. Uma narrativa fluida, lirica, sensacional. JUlia GArner, que interpreta a protaginsita, é uma ótima presença. Nota: 8

O livro do apocalipse

"Doomsday book" ,Jee-woon Kim, Pil-Sung Yim de (2012)
" O livro do Apocalipse" , de Jee-woon Kim, Pil-Sung Yim. Dividido em 3 episodios, esse curioso filme sul coreano fala sobre os caminhos nada felizes do futuro da humanidade. No 1o, um virus advindo de lixo residencial contamina a todos, que se transformam em zumbis. No 2o, um robô adquire a filosofia budista e os monges impedem que ele seja destruido. No 3o, um meteoro em direcao da Terra ameaca acabar com a vida terrestre. Uma familia se refugia num abrigo. Mesclando humor e drama, o filme é um sensacional e divertido passatempo, que vai do pastelao ao melancolico, do lirico ao ludico. Os 2 ultimos episodios sao primorosos, deveriam ter eliminado o primeiro, que é bobo. Nota: 8

sábado, 29 de setembro de 2012

O gosto do dinheiro

"Do nui-Mat", de Sam-Soon Im (2012)
Festival do Rio Continuação de "A empregada", ambos concorrentes em Cannes não se sabe porquê. Uma trama novelesca, de traicoes, dinheiro, poder e sexo. Já vimos isso muito melhor nas produçoes de tv. O diferencial aqui é que a trama é longa, arrastada, interminável. Deveria ter uns 40 minutos a menos. O diretor disse que havia uma homenagem ao cinema de Hitchcock, que eu simplesmente não vi nem cheiro. Eu até ri em algumas cenas, de tão patéticas. E dessa vez, o erotismo do filme anterior, que era um chamariz, aqui passou bem longe. Nota: 3

Colegas

de Marcelo Galvão (2012)
Festival do Rio "Colegas", de Marcelo Galvão. Vencedor do prêmio de Melhor filme em Gramado 2012, o filme parecem ser 2 em 1. Um filme é sobre 3 personagens com sindrome de Down, que decoram frases e situações de cinema e fogem da instituição para seguir o mundo e realizar os seus sonhos. Esse filme é bonito, curioso. O outro filme é uma trama policial cômica, caricata, pastelão e que me incomodou profundamente. Primeiro, porquê investe nos estereotipos mais bobos e televisvos que existem. Por ex, a representacao de um personagem gay, atendente de um bar, é constrangedor. Expõe outros personagens com Down ao ridiculo ( numa cena de entrevista) e que tem 2 policiais ao estilo de "Os trapalhões". Teria sido muito melhor se tivessem investido apenas na trama dos 3 fugitivos. Para piorar, o som estva ruim, e para entender eu ficava lendo as legendas em inglês.

Yossi

"Yossi", de Eytan Fox (2012)
Festival do Rio Continuação do filme "Yossi e Jagger", de 10 anos atrás. Agora Yossi é um cardiologista, que ive em estado depressivo desde a morte de Jagger. Yossi resolve ir até o Monte Sinai, mas no caminho conhece um grupo de soldados, entre eles um jovem gay, que lhe desperta uma nova paixão. Um filme pudico, que exagera no romantismo e no lúdico, tornando a trama fantasiosa e irritante demais. Será que foi a Disney que co-produziu? Eytan Fox errou na mão nesse continuação totalmente dispensável. Nota: 4

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Lay the favorite

de Stephen Frears (2012)
Festival do Rio Bom, definitivamente, esse não é um favorito do Festival do Rio. Essa comédia dramática baseada em história real de uma jovem que tenta a sorte em Las Vegas e se envolve com apostadores é tedioso, e não sabe aonde quer chegar. O filme tem problemas de montagem (deixando tempo morto) e roteiro, com quebras de tempo confusas. Sobra o elenco, respeitável, com Bruce Willis, Rebecca Hall (excelente), Vince Vaughn, Catherine Zeta-Jones e outros. Frears, faça um filme bom de novo!!! Nota: 6

Possessão

"The possession", de Ole Bornedal (2012)
Ai, que filme ruim. Esse quase remake de "O exorcista"" narra a historia de uma menina que, após abrir uma caixa, é possuida por um demonio. Um rabino é chamado para exorcizar a moça. Tanta originalidade na historia provoca tédio e risadas involuntárias. Uma pena, não dá para levar um único susto. Boring. Se bem que no final da sessão todo mundo dizia que o ator Jefrey Dean Morgan era a cara do Javier Bardem hehe O que muita gente comentou também foi sobre o Gollum, do Sr dos aneis, que aparece no final. hahaa eu ri muito. O desfecho então, com o rabino, é um desastre. E o que aconteceu com o namorado da esposa? Sumiu? O pior é ver nos creditos de produtor, o nome de Sam Raimi. Ai, gente.... Nota: 2

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Moonrise Kigndom

de Wes Anderson (2012)
Todo filme de Wes ANderson, comentamos a mesma coisa: "Que bizarro". E eu respondo sempre: "que foda!". Wes Anderson tem o dom de criar imagens que beiram o realismo fantástico. Assim como Fellini criou a sua identidade, atraves de personagens estranhos e um fino humor, Anderson repete tudo isso, aliado a muita criatividade. O visual desse filme é algo que transcende a fantasia. Um conto de fadas belíssimo, com cores, paisagens, direçao de arte, figurino, tudo em prol de se criar um mundo mágico, que remete a nossa infância. A história do amor entre 2 crianças perturbadas me lembrou bastante "Inquietos", de Gus Van Sant. Tem aquele mesmo clima de nostalgia e de leve sorriso no canto da boca. Tecnicamente, Aaderson se aproxima do cinema dos anos 70, com cores pasteís e uso de Zoom e travellings laterais, típicos da época. O mega-elenco se entrosa muito bem: Bruce Willis, Frances Macdormand, Edward Norton, Harvey Keitel, Tilda Swinton, Bill Murray, Jason Schartzmann. As 2 criancas também estão fantásticas, dando vida a 2 personagens completamente de saco cheio de tudo. Porém, tanto apuro visual cansa um pouco, e lá pelo final, a gente ja fica pedindo"Ok, foi ótimo, mas vamos acabar?" Nota:8

domingo, 23 de setembro de 2012

Polissia

"Polisse", de Maiween (2011)
Na divisão da polícia para menores e adolescentes, acompanhamos o dia a dia dos seus agentes, as voltas com muitos casos de pedofilia, maus tratos, pobreza, além de terem que segurar a barra também em casa. Muitos dos policiais têm problemas com os conjugues, com seus filhos, e sofrem de depressão. No meio disso tudo, a fotógrafa Melissa (Maiween) é incorporada nas ações dos agentes, para registrar todos os momentos em seu livro. Bom drama dirigido pela atriz e cineasta Maiween, ex-esposa de Luc Besson. Maiween se utiliza da linguagem do documnetário para dar vida nesse registro sêco e frio do cotidiano dos policiais. São tantos os casos de maus tratos contra os menores, que ficamos achando que no mundo só existem algozes. É um mundo cão sem cura, sem culpa, onde até mesmo as crianças se dizem cumplices das agressões. Como diz uma menor para um policial : "Não estamos no Sex XX. As pessoas de hoje com 14 anos transam, fodem. Em que mundo vocês vivem?". Maiween exagerou na dose dos asos policias. São muitas, mas muitas histórias, e a grandemaioria delas apenas citada, e depois largadas. Por ex, o caso do homem rico e poderoso que assediava sua filha. O que aconteceu com ele? Os problemas pessoais dos policiais também são exagerados. Absolutamente todo mundo tem problema. Não existe um ínico fato positivo. E a moral do filme é: Leve para casa os seus problemas pessoais. Os policias são todos histéricos, chatos. A personagem de Maiween é totalmente dispensavel, não vai a lugar algum. O filme é longo, 127 minutos. Maiween poderia ter cortado pelo menos uns 5 casos do filme. Não faria diferença. E o final, que achei gratuito, só me causou indiferença. A nota 7 vai para o elenco, excelente, apesar de gritarem boa parte do filme. Nota: 7

sábado, 22 de setembro de 2012

De volta para casa

"A moi seule", de Frederic Videau (2011)
Gaelle é uma menina de uns 10 anos de idade, que foi sequestrada dentro do colégio. Vincente ( Reda Kateb), seu algoz, a mantém presa por anos. Hoje uma adolescente, (Agathe Bonitzer), Gaelle tenta escapar várias vezes, sem sucesso. Até que um dia, misteriosamente, Vincent bre a porta e permite que Gaelle fuja. Ela descobre que seus pais se separaram: O pai virou alccolatra, a mãe, obcecada com a perda da filha, ficou protetora ao extremo. Gaelle passa um tempo numa clínica psiquiátrica, para poder tentar voltar ao normal. Descobre porém, que Vincente se suicidou e deixou uma fita gravada para ela. Excelente drama, de temática semelhante ao filme alemão "Michael". O filme discorre em três tempos distintos: passado, quando Gaelle se encontra com o seu sequestrador, e presente, em duas etapas: durante o tratamento na clinica psiquiatrica, e já na convivência com os seus pais. É uma história forte, triste, pois apresenta vários personagens e seus destinos infelizes. O tema da culpa é revelado pela sua família e amigos, que sentiram que poderiam ter evitado o sequestro. A atuação dos atores me surprendeu. Agathe Bonitzer, do igualmente ótimo "Uma garrafa no mar de Gaza" está sensacional, mostrando a fragilidade de sua personagem de uma forma tocante. Reda Kateb, de "O profeta", no papel do sequestrador, é minimalista em sua performance, dando coerência e sofrimento , fazendo o espectador se perguntar porque um cara tão solitário não poderia ter tentado um convivio social sem partir para o crime. É comovente a cena que ele grava um discurso para Gaelle, em um gravador. A cena do diálogo entre Gaelle e uma passageira de trem também é muito boa. A trilha sonora me chamou atenção, pela sua sonoridade anos 80, usando sintetizadores, típico da época. Nota: 8

Poder paranormal

"Red lights", de Rodrigo Cortes (2012)
Margareth Mathison (Sigourney Weaver) é uma parapsicóloga que dá aula de atividades paranormais numa Universidade. Ela e seu assistente, Tom (Cillian Murphy)desvendam casos de paranormalidade, mas que invariavelmente descambam para fraudes. Cética, Margareth tem um filho em estado de coma a anos, e ela tenta acreditar na fé, que um dia irá tirar o seu filho do estado vegetativo. Porém, a chegada na cidade de Simon Silver (Robert de Niro), um vidente considerado paranormal, fará com que Mathison reavalie as suas crenças. Descobrimos que no passado, ela e Mathison enfrentaram um embate que culminou no coma de seu filho. Rodrigo Cortés, diretor do excelente "Enterrado vivo', dessa vez decepciona. Já de cara, o prólogo já dá indicios que será um filme B. Pelos créditos iniciais, já percebi que a personagem de Sigourney Weaver não ficaria o tempo todo e mais, é tudo óbvio demais. dar detalhes no remédio que ela toma simplesmente, é chamar o espectador de burro. Para piorar a situação, Robert de Niro faz um pastiche de seu Louis Cypher, de "Coração satânico". Faz caras e bocas, sem se preocupar com canastrice. Gente, cadê o de Niro de outrora?? Porém, o que mais me chama a atenção, é criar suspense em cima de um plot que convenhamos, é muito forçado. Como assim, o filme quer propôr que o personagem de de Niro é um vilão? Ele apenas quer ganhar um dinheirinho suado. Se ele está enganando ou nao a plateia, ninguém tem nada a ver com isso. Mas o filme induz o espectador de que ele é quase un assassino. E Não é. Ele não faz mal nenhum a ninguém. Os mágicos e ilusionistas não são assim? Eles não ganham o dinheiro enganando os outros? O filme tem problemas de ritmo, e lá pelo terço final, o diretor percebeu que faltava dinamismo e resolveu concentrar todos os sustos e violência pro final. Achei o roteiro bastante confuso também. É o tipo de filme que tem que rever, para poder entender o desfecho. O que era tudo, afinal de contas??? Mas não quero ver de novo. Já me dei por satisfeito, e pelo o que eu entendi, achei tudo uma bobagem mesmo. Um desperdicio de atores bons: Cillian Murophy, Eleisabeth Olsen, e os já citados acima. Nota: 5

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dredd 3D

de Pete Travis (2012)
No futuro,as cidades estão super povoadas e existe um caos urbano. A violência impera nas grandes metrópoles. As autoridades policiais se chamam O JUIZ. Ele possui autonomia para prender, julgar e executar um criminoso, caso seja necessário. Dredd (Karl Urban) é acionado para entrar em um prédio no estilo favela-bairro, onde moram muitas famílias pobres e também, criminosos de alta periculosidade. Lá, ele precisa prender Ma-ma (Lena Headey), uma traficante que fabrica o SLO-MO, uma droga sintética que potencializa o tempo, retardando a sua duração. Anderson (Olivia Thirby) é uma novata, com poderes paranormais, que é obrigada a acompanhar Dredd na invasão do prédio. Porém, ao entrarem no local, eles ficam encurralados, impedidos de sair. Os criminosos resolvem matar Dredd e Olivia, e para isso, ambos precisam lutar pelas suas vidas. Impossível assistir a "Dredd"e não se remeter ao cult da Indonésia, "Batida policial/The raid". A premissa é a mesma, e a ambientação também. Em "Teh raid", um grupo no estilo Bope é acionado para entrar em um prédio e prender um traficante, mas são encurralados e mortos um a um pelos criminosos. A direção de arte, a fotografia, a extrema violência, tudo remete ao filme. Mas como poucas pessoas devem ter visto "he raid", essa referência deve ter passada batida. De qualquer forma,o filme é interessante, mas a falta de ritmo em vários momentos prejudica a narrativa. O filme tem uma inegável cara de Filme B, partindo do elenco, sem nenhum rosto conhecido, com exceção de Lena Headey, a Cercei de "Game of thrones". Aqui, ela praticamente repete as suas vilanias, fazendo o papel da mulher má e sem coração. Karl Urban, assim como Tom Hardy em "Batman rise", não mostra o seu rosto em momento algum, o que é curioso. Mas a semelhanca com o mesmo tom de prosa de Batman e de Robocop enfraquece o personagem, que sôa repetitivo. O que mais me chamou atenção é o efeito de super slow motion, o mesmo usado em "Melancolia", de Lars Von Trears. Acho bonito visualmente, e é usado em prol da história, devido ao uso da droga SLO-MO. Assim, água e sangue jorram belamente, causando impacto em 3D. No geral, um bom passatempo, violento, sem dúvida, e em alguns momentos, divertido. Nota: 6

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Torso

"I corpi presentano tracce di violenza carnale", de Sergio Martini (1973)
Em Perugia, Itália, duas estudantes de Universidade de História da arte são assassinadas. A polícia procura o paradeiro do assassino, que usa uma echarpe de cor vermelha e preta. Paralelo, temos um grupo de estudantes americanas, lideradas por Jane, que estão tensas com os assassinatos e passam uns dias numa cidade do interior. Porém, o assassino vai no encalço delas, pois sabe que uma das estudantes,Ursula, o viu e teme que ela o delate. Sergio Martino é um expoente do gênero "Giallio", junto de Dario Argento e Lucio Fulcci, mestres do suspense italiano. Nesse gêero de filme, temos uma profusão de mulheres nuas, cenas sensuais e muita, muita viol6encia estilizada, com detalhes em cortes e perfurações. "Torso"é consierado pelos fãs do terror um dos precursores do "slasher", onde o que impera é a sanguinolência, típico de filmes como "Sexta-feira 13", "Halloween", etc. Porém, parao giallio italiano, existe um charme imbativel. A dublagem para o inglês, a cafonice das roupas e cabelos, a trilha sonora estridente e estranha, e era bastante comum encontrramos nos crédito, mestres da fotografia e da música, que se utilizavam desses filmes baratos para se exercitarem. Confesso que sou um grande fã do g6enero, e me divirto bastante ouvindo os gritos de desespero, a canastrice dos atores, a estilização da violência. O sangue abunda em profusão, e as tramas tentavam ser complexas, no estilo "Who donit?", até mesmo Hitchcock era uma referência para os cineastas. "Torso"pode ter ficado muto datado, mas mesmo assim, é uma delícia assisti-lo. Nota: 7

Isca 3D

"Bait 3D", de Kimble Randall (2012)
Um salva-vidas se atormenta pela morte de seu amigo, também salva-vidas, vitima de ataque de um grande tubarão branco. Josh resolve abandonar o trabalho e se emprega em um supermercado subterrâneo. Porém, um grande tsunami destrói a costa Australiana, e Josh e vários sobreviventes do Tsunami tentam sair do local, mas decsobrem que o tubarão branco se encontra por lá, atacando a todos. Incrível como nos ultimos anos houve uma enorme gama de filme stendo o tubarão assassino como tema. Eu pelo menos assisti a uns 6, sem contar com os "Piranha" da vida. Mas diferente de "Shark night" ou o filme com Halle Berry, esse aqui procura se levara séro, meso tendo alguns personagens caricatos, como a dondoca do cachorrinho. O elenco é bom, as cenas de ação são bem construídas e o filme segura o ritmo. Os efeitos variam entre bom e toscos, principalmente na cena final, um pavor. Mas como disse antes, esse aqui é pontos acima de outros do gênero, e para quem curte filmes de tubarões, vale apena assistir a esse aqui. Nota: 7

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Entre o amor e a paixão

"Take this waltz", de Sarah Polley ( 2011)
Margot(Michelle Willians) é uma jovem escritora. Em uma viagem de pesquisa, ela conhece Daniel (Luke Kirby). Os dois voltam para a cidade onde moram, em Toronto, e descobrem que são vizinhos. Margot avisa a Daniel que ela é casada e ama seu marido, Lou (Seth Rogen). Ele é um cozinheiro que pretende escrever um livro de colinária. Margot, no entanto, se mostra apaixonada pelo vizinho, e a paixão é mútua. No entanto, ela também é apaixonada pelo seu marido. Ela fica em constante melancolia, pelo fato de não poder expressar o amor ao vizinho, se sentindo culpada. Daniel é artista e motorista de riquixá, e de sua maneira, tentará seduzir Margot de qualquer jeito. Belo drama romântico muito bem conduzido pela atriz, cineasta e roteirista Sarah Polley. O filme possui uma belíssima fotografia, e ótimas imagens, sensíveis, poéticas. Algumas cenas são dignas de antologia, sendo que o passeio de Margot e Daniel no carrossel, ao som de "Video killed the radio star", é uma obra-prima. A alegria e tristeza de ambos, expressadas de forma muito linda. A presença de Seth Rogen parece que irá levar o filme para uma comédia, mas ledo engano. Seth segura muito bem o drama, com o seu personagem bacana e que merecia uma esposa do seu lado, de tão legal que ele é. Não se pode culpar nenhum dos personagens pelos seus atos. O que enfraquece a trama e o filme, é a longa duração, e personagens paralelos que nada acrescentam. Por ex, a irmã de Lou, uma alcoólatra, fica um personagem chato. Outra cna digna de atenção é a do vestiário feminino em uma piscina de academia. Todo o lenco feminino se mostra completamente nú. Uma cena bela, sem dúvida, pela maturidade da cineasta em expor corpos disformes e fora de padrão de beleza. Nota: 7

domingo, 16 de setembro de 2012

Os mercenários 2

"The expendables 2", de Simon West (2012)
Comentarios em breve Nota: 7

Geração Um...

"Generation Um..." de Mark Mann (2012)
Putz merda, a tempos não via um filme tão ruim. Personagens errantes vivem em uma Nova York decadente. Passam o dia todo usando dorgas, falando merda, andando sem rumo. Original, né? Keanu reeves deve ser muito amigo do diretor para ter aceito essa sua desastrosa incursão em um filme independente de arte. Sem ritmo, tosco, pedante. Sono na certa. Para piorar, o personagem de Keanu rouba uma filmadora, e passa quase o filme todo rodando cenas desconexas, entrevistando, etc. Coisa antiga, meu Deus! hehe sexo, drogas e rock'n roll. Cade vocês?? Nota: 1

sábado, 15 de setembro de 2012

Babycall

de Pal Sletaune (2011)
Misture no mesmo filme "Sexto sentido", "Janela indiscreta", "Ilha do Medo", "Martha Marcy May Marlene" e "Repulsa ao sexo". O filme é assim, um pouco de cada. Claro, o desfecho é totalmente confuso, e a gente sai do filme tentando entender o que aconteceu. Noomi Rapace interpreta Anna, uma mulher que se muda com o seu filho de 8 anos, fugindo do ex-marido violento. Porém, sua vida se mistura entre o que é real e o que é fantasia. Tecnicamente, o filme é otimo: bela fotografia, trilha. Noomi está excelente, com sua performance angustiante. Mas eu queria ter entendido um pouco mais da trama. Htchcock teria explicado melhor. Nota: 7

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ted

de Seth MacFarlane (2012)
John Bennet ( Mark Walhberg) é uma criança sem amigos. Na noite de natal, ele ganha um urso de pelúcia, chamado Ted, e deseja que ele ganhe vida e se torne o seu melhor amigo. O seu desejo é realizado, e logo Ted cria vida, se tornando uma celebridade nacional. Os anos se passam, John agora tem 35 anos, e Ted está no ostracismo. John namora a 4 anos com Lori (Mila Kunis), que ama John, mas odeia esse seu lado infantil e sua amizade com Ted, que lhe rouba a atenção. Ted é um desbocado, usuario de drogas e transa com a mulherada. John é fiel a Lori, mas também é apaixonado por filmes trash, como "Flash Gordon" e toda a cultura inútil dos anos 80 e 90. Lori resolve dar-lhe um ultimato : ou ela, ou Ted. Paralelo, Donny (Giovani Ribisi) e seu filho tentam sequestrar ted, uma obsessão de Donny desde que ele era criança. Caraleo como ri nesse filme. Principalmente na cena final, quando o narrador diz o destino de cada personagem. Putz, caguei de rir. O filme é um ode ao Universo Nerd. Ele brinca com o mundo pop: anos 80, 90, Star Wars, Flash Gordon, E.T..pouca coisa escapa ao roteirista e diretor Seth MacFarlane, criador do seriado "Family Guy". Até mesmo Ryan Reynolds é sacaneado, depois de "Lanterna verde"ter sido alçado a herói gay. O elenco todo parece se divertir bastante: Mark Walhberg, Mila Kunis, e Giovani Ribisi, impagável numa cena que ele dança a musica de Tiffany. Claro, os efeitos do urso Ted são fodas demais. Infelziemnte o filme tem uma duração excessiva, e acaba perdendo o ritmo lá pro meio, mas depois recupera. Podia ter uns 20 minutos a menos. No final, diversão garantida para quem é Nerd. Nota: 8

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Projeto dinossauro

"The dinosaur project", de Sid Bennet (2012)
Uma expedição que envolve exploradores e jornalistas segue até o Congo, em busca de evidencias que comprovem a existência de um monstro marinho, semelhante ao monstro de Loch Ness. Seguindo de helicóptero até o local, o grupo é atacado por pásssaros gigantes, que mais tarde decsobriremos serem pterodáctilos. O helicópetro cai, e todos acabam sendo perseguidos pelos dinossauros existentes na região. Paralelo, temos o embate emocional entre o pai explorador e o seu filho hacker, e também, a ganância do socio do pai do menino, que deseja ter o domínio sobre a existência da região de dinossauros, e ser conclamado pela mídia. Filme de ação e aventura, que se utiliza da linguagem do "found footage". No in;icio do filme, uma legenda indica que foram encontrados 100 horas de material gravado. O filme pega até mesmo emprestado o título original de "A bruxa de Blair", chamado "The Blair witch project". Tudo é muito ruim no filme: os personagens, os diálogos, bobos e tolos, o roteiro, e claro, os atores. E não pensem que tanta coisa ruim resulte num filme divertido. Não. Infelizmente, o filme é apenas ruim. O que se salva, é a fotografia e as locacões, belas. Uma coisa que jamais entenderei no filme: porque, mesmo em situacões extremamente perigosas, as pessoas conitnuam gravando as imagens? Outro clichê ridiculo: sempre tem um personagem que se mete a herói e resolve ficar para trás, e claro, é atacado e more. Para piorar tudo: o filme tem a premissa de pelo menos ter ótimas cenas de ação, dinossauros aparecendo aos montes. Mas não: toda a vez que o filme indica mostrar aguma cena de efeito especial, é feito um corte brusco, e quando a imagem volta, o evento já passou. Ou seja: não vemos dinossauros, não vemos as pessoas sendo atacadas, nada. Ridículo. Nota: 2

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Inversão

de Edu Felistoque (2009)
Em 2006, em plena São Paulo, o PCC lidera movimentos que visam desestabilizar o Governo. Bancos e postos são destruidos, pessoas em casa e no trabalho são ameaçados. Um grupo de bandidos, liderados por Gisele Itié e Rubens Caribé, resolve sequestrar um empresãrio, e com o dinheiro do resgate, desejam financiar o grupo terrorista. Porém, o helicóptero onde se encontram após o sequestro é derrubado por uma tempestade, vítima de um despacho feito em casa de macumba. O grupo sobrevive, mas aos poucos, vão sendo eliminados pelo empresário, que possui treinamento de tática de sobrevivência em selva. Paralelo, temos a história de uma jovem delegada (Marisol Ribeiro), que junto de uma dupla de policiais corruptos, tentam encontrar o paradeiro do empresário. Juro, fiz de tudo para tentar star do filme. No início, ainda nos créditos iniciais, o filme me remeta de cara a "Dois coelhos". Mas a impressão ficou por aí mesmo. A edição do filme, e a fotografia, aliada a linguagem do filme, deixaram claro para mim que a referência buscada foi em cima do filme "Jogos mortais". E isso fica ainda mais eviente por conta da trama de vingança que vai se desenvolvendo ao longo do filme, que no título se revela como "Inversão". Quer uma referência ainda mais evidente? A semelhança física do ator Tadeu de Pietro, que faz o sequestrado, com Jigsaw. Outro dado que me chamou demais a atenção: o erro de casting. Varios atores escalados estão incrivelmente fora do tom, não convencem em seus personagens. Não entendi o porquê de escalar gente tão homog6enea e televisiva, para um filme que deveria ter tido um elenco fresco, de gente jovem e desconhecida, mas bons atores. A cena do acidente aéreo é ruim, e alguns dialogos realmente deveriam ter sido banidos, de tão tolos. Não, o filme não entra na categoria "Cinderela baiana". Isso é previlégio de poucos. O que se salva são alguns enquadramentos que privilegiam a grande metrópole paulistana. Mas a câmera nervosa irrita tanto, que acaba botando tudo por terra. Nota: 4

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A vida de outra mulher

"La vie d'une autre", de Sylvie Testud (2011)
Marie (Juliette Binoche) é uma mulher de 40 anos que acorda e se dá conta que ela não se lembra de seus últimos 10 anos de vida. Ela só tem lembranças dos anos 80. Agora, ela está desantenada, por fora das modernidades e pior, nem se lembra de ter casado com o amor de sua vida e teve um filho com ele. Ela está em processo de separação do marido, Paul (Mathieu Kassovitz), pois ela se tornou uma mulher arrogante e que só pensa no trabalho. Mas Marie vai tentar entender porquê ela se tornou nessa mulher amargurada, e ver de que forma pode fazer com que seu marido se apaixone por ela de novo. Como é bom assistir Juliette Binoche atuando, mesmo que em filme menor. Aqui, fica evidente que ela se diverte bastante, nessa comédia fantasiosa e romântica. Binoche é das raras atrizes que transita entre o filme de arte ( Copia fiel)e o filme comercial, como esse aqui, dando dignidade a qualquer filme. Como ela, só penso agora em Meryl Streep. Mathieu Kassovitz também é uma bela presença em cena. O filme é gostoso de se ver, belo. Pode ser fantasioso até demais, mas entretém como uma boa sessão da tarde. O que me incomodou no roteiro, e que poderia ter sido melhor explorado, é o fato da personagem se dar conta que perdeu 10 anos de sua vida, sem se lembrar de nada, e não estranha a modernidade que a cerca. Celular, internet, etc. Marie os manipula como se existissem nos anos 80. Mas o filme reserva cenas memoráveis, como a da boite. Marie se diverte muito, pula, dança, e claro, Binoche é só diversão também. Temos maravilhosos cartões postais de Paris ( gente, o que é o apartamento que ela mora, de frente pra Torre Eiffel??). Sylvie Testud, a diretora e também atriz, dirige com competência e singeleza, conferindo um passatempo de qualidade. A trilha sonora, recheada de hits dos anos 80, é outro brinde para os espectadores nostálgicos. Nota: 7

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O monge

"Le moine", de Dominik Moll (2011)
COmentarios em breve Nota: 7

Procura-se um amigo para o fim do mundo

"Seeking a friend for the end of the world", de Lorene Scafaria (2012)
Um asteróide está para colidir com a Terra, e a destruição iminente do planeta fará com que todos revejam os seus conceitos de cidadania, civilização e comportamento. A 21 dias de explodir o planeta, a esposa de Dodge (Steve Carrel) resolve abandonálo. Sentindo-se solitário, Dodge não consegue entrar na onda das outras pessoas: crianças se drogam, adultos usam heroína, casais se xingam pra valer. Um dia, ele conhece Penny (Keira Knightley), uma vizinha, que tem o desejo de poder visitar os seus pais, que moram do outro lado da cidade. Ela entrega para Dodge umas cartas enviadas por engano para ela, e ele descobre a carta da sua primeira namorada, Olivia. Dodge resolve entáo ir em busca de Olivia, e carrega Penny consigo, para que ela tambem possa rever seus pais. Impossível assistir ao filme e não se lembrar de "Melancolia", o filme de Lars Von Triers. Muito provavelmente, a roteirista e diretora Lorena Scafaria deve ter visto o filme e resolveu fazer uma versão mais light. Mesmo assim, com um tema dessesm fica dificil não sucumbir ä tristeza. É um belissimo filme, com um desfecho emocionante. Os distribuidores vendem o filme como uma comédia romantica, e é um erro: é um drama, melancólico, com um ou outro momento de humor, mas de uma forma geral, o filme deixa uma sensação de profunda tristeza. Steve Carrel talvez tenha parte dessa culpa. Olhar sua cara parece querer fazer o espectador rir. Mas pelo contrário. Depois do ótimo "Amor a toda prova", Carrel tem apostado em filmes com um forte teor dramático, e tem mandado super bem. Keira Knightley empresta aquele rostinho exótico ao seu personagem, e protagoniza uma bela cena, quando Dodge a coloca adormecida num avião que parte. Lirismo puro. Willian Peterson faz uma pequena participação, no papel de um caminhoneiro que encomenda sua propria morte. A trilha sonora é um show a parte. Canções classicas do pop e rock dos anos 70 marcam vários momentos, ganhando força com imagens poéticas. Um filme altamente recomendado. Nota: 9

170 Hz

de Joost van Ginkel (2011)
Evy e Nick são dois adolescentes, que moram na Holanda. Ambos são surdo-mudos. Evy mora com seus pais ricos. Nick mora em um alojamento abandonado. Nick é rebelde, e planeja com Evy fugir , após os pais dela negarem um relacionamento entre os dois. Nick leva Evy até um submarino russo abanonado, e lá, convivem haronicamente, até que a loucura de Nick e possessividade estremece a relação, até culminar em tragédia. Bom drama, que se utiliza do tema dos surdo-mudos para falar sobre a incomunicabilidade, tema caro para a cinematografia de Antonioni, com certeza, uma referência aqui para o filme, principalmente "Zabriskie Point". Os dois jovens atores defendem com garra a história, que infelizmente, segue entediante, mais por falta de um bom roteiro que sustente a hora e meia de filme. A premissa é boa, mas o filme se vale de belos planos e enquadramentos, alem da excelente fotografia. Muitos close-ups dão o tom do filme, que mais parece um enorme comercial. A trilha sonora embala o tom de melancolia que percorre a narrativa. Um filme apenas curioso. Nota: 6

domingo, 9 de setembro de 2012

Os infiéis

"les infidelis" de Jean Dujardin, Gilles Lellouche, Emmanuelle Bercot, Fred Cavayé, Michel Hazanavicius, Jan Kounen, Alexandre Courtès (2012)
"Os infiéis" é uma coletânea de vários curtas, alguns até de 2 minutos. Todos interpretados por Jean Dujardim e Gilles Lellouchhe. “La question”, de Emmanuelle Bercot; “Le prologue”, de Fred Cavaye; “Infidèles anonymes et inter-sketches”, de Alexandre Courtes; “La bonne conscience”, de Michel Hazanavicius; “Lolita”, de Eric Lartigau; e “Las Vegas”, da dupla de atores Gilles Lellouche e Jean Dujardin. Todos os episódios giram em torno da, obviamente, infidelidade. Porém, de fora descarada. Não existe culpa. A traição sôa como algo natural, necessário para se manter o casamento. Alguns momentos são extremamente machistas, como naquelas piadas da revista Playboy. Um mini-curta, por exemplo, mostra um homem sendo atendido num pronto-socorro. Motivo: ele fez sexo anal com sua amante, e ficou com o pênis preso no ânus da jovem. Ninguém acha isso esntranho, nem mesmo a jovem abusada sexualmente. As amantes aceitam o seu papel de amantes sem qualquer tipo d sofrimento. Parece aquelas pornochanchadas nacionais, estreladas por grandes nomes do cinema e televisão, com muita malícia e sacanagem. É interessante notar como o cinema francês nesses últimos anos deu uma guinada para o lado comercial. Não que isso seja ruim, pelo contrário, é salutar que o público tenha opções de entretenimento, seja filmes comerciais ou de arte. E fazer esse filme é válido, mesmo que o resultado não seja satisfatório. Fazendo uso de grandes nomes do cinema autoral, entre eles os atores Guillaume Caunet e Sandrine Kimberlain, o filme é uma espécie de homenagem aos filme sitalianos dos anos 70. Na época, se produzia bastante filmes em episódios, geralemnte tendo o sexo como tema, e interpretado por atores famosos, e por cineastas idem. Inclusive, na aberturado filme, Jean Dujardim canta uma música disco italiana, deixando claro as referencias cinematograficas do filme. Como todo filme em episódios, esse também é irregular. Apenas dois me deixaram impressionados: "Lolita" e "Las Vegas". Esse ultimo, reserva uma boa piada no final, acabando de vez com o conceito de machos. Os outros, são clichês sem muita originalidade. O filme é longo e se arrasta. Chega uma hora que a gente fica contando quantas histórias faltam para acabar o filme. De positivo, o uso de pérolas do cancioneiro pop dos anos 70 e 80 na trilha sonora. Nota: 5

Cesar deve morrer

"Cesare deve moriri", de Paolo e Vittorio Taviani (2012)
Comentarios em breve Nota:

sábado, 8 de setembro de 2012

Magic Mike

de Steven Soderbergh (2012)
Mike (Channing Tatum) trabalha como operário de manhá, na cidade de Tampa, Florida. Seu sonho é poder montar uma empresa de móveis, e para isso, ele precisa de um empréstimo bancário. Para conseguir mais renda, ele trabalha de noite em um night club de strippers, chamado "Xquisit", administrado por Dallas ( Matthew Macnoughtey). Um dia, na Construção, ele conhece um rapaz,Adam (Alex Pettyfer), que acaba sendo demitido por ter pego latas extras de Pepsi. Adam é problemático e rebelde, e sem dinheiro. Ele mora com sua irmá, Brooke (Cody Horn), uma ajudante médica. Mike se afeiçoa de Adam e acaba levando-o para o night club. Inseguro no inicio, Adam acaba fazendo sucesso. AO mesmo tempo, ele caba se viciando em drogas, e Mike, se apaixonando por Brooke, que rejeita a forma de ganhar a vida de Mike e Adam. Uma espécie de versão masculina de "Showgirls", de Paul Verhoeven, "Magic Mike"é prejudicado pelo roteiro e pelo ritmo. O filme é entediante do inicio ao fim. Longo, sem surpresas, e com diálogos rasos que se baseiam em clichës e muita, muita xaropada. A curiosidade fica por conta de Channing Tatum, que foi stripper de verdade antes de seguir carreira artística. Os números coreografados são insossos, sem criatividade, e fica aquela sensação de "Caramba, como Soderbergh foi se meter a fazr esse filme?"> D qualquer forma, foi um sucesso nas bilheterias. Custou U$ 7 miloões, e rendeu mais de U$ 113 milhões. Pelo visto, a mulherada realmente foi em peso checar os atríbutos físicos do elenco, composto de massas musculares como Joe Mangianello e outros. Cérebro dessa vez ficou em casa. Os atores, vale dizer, estão ok, e fizeram direitinho as coreografias de stripper. Nota: 4

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Assédio

"The green", de Steven Williford (2011)
Michael e Daniel se mudam de Nova York para Connecticut, em busca de vida saudável e tranquilidade. Michael é professor, e escreve um livro. Daniel traalha em um restaurante. Ambos estão casados a 15 anos. Tudo vai bem até que um dia, um aluno problemático acusa Michael de assediá-lo. A polícia é acionada e daí em diante, o mundo de Michael desmorona. Seus amigos o abandonam, ele é mal visto por toda a cidade e até mesmo Daniel descobre algo em seu passado, o que provoca sua ira. Michael resolve procurar uma advogada, KAren (Julia Ormond), que procura assisti-lo enquanto a desvastação moral vai destruindo Michael aos poucos. Bom drama, em muito semelhante ao clássico "Infâmia", de Willian Wyller, com Audrey Hepburn e Shirley Maclaine. Curioso é que os dois filmes retratam a questão do assédio sexual com menores e partindo de homossexuais. Porém, no filme de Steven Williford, o filme busca falar também sobre a aceitação do casal gay. Michale evita de se expor, enquanto Daniel é assumido. A forma como a sociedade acusa e maltrata as minorias sexuais é apontada aqui como algo violento e cruel. Mas o roteiro, apesar de interessante, derrapa, ao tentar no desfecho falar também sobre violência sexual doméstica. Esse tema parece jogado para poder solucionar a conclusão do filme. Sao tantos os temas que infelzimente o filme não procura discutir melhor nenhum dos assuntos retratados. Acaba ficando tudo no meio do caminho. O filme tem boas atuações, tanto de Jason Butler Harner, no dificil papel de Michael, quanto a de Karen, no papel da advogada liberal e um tat saidinha. Outra boa presença é a de Ileana Douglas, no papel de Trish,a melhor amiga de Michael, portadora de câncer. O filme exagera no tom do melodrama, mas pelo menos, discute e joga no ar a questão da infâmia, da acusação sem provas. Nota: 7

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Piranha 2 / Piranha 3DD

de John Gulager (2012)
1 ano após a chacina em Lake Victoria, provocada pelo ataque de piranhas pré-históricas, o local fica completamente abandonado. Em uma cidade próxima, Maddy, uma estudante de biologia, retorna, e encontra o seu padrasto inaugurando um parque aquatico para adultos, chamado "Big wet", onde strippers se apresentam e os adultos são liberados a fazer o que quizerem. Maddy se irrita com seu padrasto, uma vez que ela é co-proprietária. O parque será inaugurado em breve, e muitos turistas estarão a caminho. Um grupo de amigos de MAddy, entre eles alguns funcionarios do parque, logo descobrem que as piranhas estão atacando o local, só que agora mais vorazes e pior, voadoras. Maddy tenta convencer o seu padrato de não inaugurar o parque, sem sucesso. Divertida sátira aos filmes de "Tubarão" e da série "Piranha", essa comédia de humor negro sacaneia tudo e a todos, e mais parece uma paródia do que filme de terror. Para se gostar desse filme, não se pode levar nada a 'serio. Desde o primeiro até o último minuto, o que temos, sao gagas e piadas que ridicularizam a cultura pop. Um exemplo disse são os personagens de Christopher Looyd e de David Husselhof. O primeiro, claro, interpreta um cientista louco, uma marca de Looyd desde que ele interpretou a série "de volta para o futuro". David Husselhof interpreta o persinagem na famosa s;erie "Baywatch", agora, um salva-vidas no ostracismo e desacreditado. Os outros personagens, claro, são jovens desmiolados que só pensam em sexo. E o filme tem muitas cenas de nudez frontal, muita baboseira, citações pop, tudo feito para a geração nerd que se diverte com referências. Vendo dessa forma, o filme pode ser sim, muio bacana. Agora, para quem quizer ver um filme sério, de terror: melhor esquecer, pois essa não é a proposta do filme. Nota: 6