sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O gato do rabino

"Le chat du rabbin", de Antoine Delesvaux, Joann Sfar (2011)
Comentarios em breve Nota: 7

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Elefante branco

"Elefante blanco", de Pablo Trapero (2012)
Padre Julian (Ricardo Darin) e Padre francês Nicholas(Jeremie Renier) trabalham para uma comunidade da periferia de Buenos Aires, assistindo aos moradores favelados. Junto deles, a assistente social Luciana (Martina Gusman) procura alertar os moradores do perigo das drogas,principalmente os jovens, e trazendo conforto espiritual. Porém, o controle dos traficantes , que dividiram a comunidade em duas fcções rivais, e a insistente investida policial que procura prender os bandidos, fazem com que os padres procurem proteger os moradores. Julian procura a Igreja e o apoio do Bispo para a causa social, mas a Igreja evita se meter nos assuntos e provoca a ira de Julian. Ao mesmo tempo, Padre Nicholas se culpa por ter fugido quando a milícia invadiu a comunidade que ele trabalhava em outrora e foi dizimada, e ele nada fez. Ótimo filme do argentino Pablo Trapero, com um roteiro poderoso que faz críticas aos setores da sociedade, que cruzam os braços quando na verdade teriam que abarçar a população e ajudá-los em suas causas sociais. Tecnicamente, o filme é um primor: vários planossequnências d eencher os okhos, como o do inicio, na apresentação do prédio Elefante Branco, através dos 2 personagens, ou em outro momento poderoso, quando Nicholas e Luciana andam pela favela de noite e de repente começa um tiroteio entre as 2 facções. Tudo muito bem orquestrado, aliado a uma excelente fotografia que mostra uma Buenos Aires poucas vezes vista em filmes. O grande poder do filme, no entanto, fica na mão da dupla principal: os excelentes Ricardo Darin e o francês Jeremie Renier, fetiche dos belgas Irmãos Dardenne, estão formidáveis, trazendo a angustia de seus personagens. Como é bom ver filme com atores tão sensacionais. Nota:8

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um divã para dois

"Hope Springs", de David Franckel (2012)
Kay (Meryl Streep) e Arnold (Tommy lee Jones) são casados a mais de 35 anos. Poré, o casamento a anos está naquela fase de indiferença. Apesar dos apelos de Kay para tentarem redescobrir a chama do amor, Arnold se recusa, e se isola, dormindo em quarto separado e evitando contatos fisicos com sua esposa. Frustrada e tentando uma última cartada, Kay se inscreve em um curso de terapia de casais, com o especialista Dr Blaine (Steve Carrel), que ministra o curso na cidade de Maine. Kay chantageia Arnold, que se recusa a ir, e resolve ir sozinha, mas logo ele a alcança e viajam juntos. Porém, Kar não poderia imaginar a dificuldade de Arnold para expressar sentimentos, e a relação do casal fica por um fio. Esse filme dirigido pelo mesmo cineasta de "O diabo veste Prada", está mais para drama do que propriemente uma comédia romântica. Sim, o filme tem alguns poucos e ótimos momentos de humor, alguns até pastelão (a cena do sexo oral no cinema, por ex). Inclusive, uma cena de Kay tentando aprender a fazer boquete em uma banana lembra por demais a cena de Judy Davis em "Celebridades", de Woody Allen. Mas o que prevalece é uma sensação de melancolia e de profunda tristeza, muito por conta da personagem vivida magistralmente por Meryl Streep. Ela passa uma tristeza, uma rotina que o espectador se simpatiza e sente a dor da personagem. Tommy Lee Jones também está ótimo no papel do marido insensível. O filme tem problemas de ritmo: em boa parte da narrativa, é tedioso. O que segura a onda do filme é a performance dos atores, e a trilha sonora, composta de clássicos românticos que trazem uma nostalgia gostosa. No mais, um filme corriqueiro, que se baseia 100% nos atores. O roteiro é clichê e o desfecho, apesar de otimista, sôa muito falso, pois fica dificil aceitar que um personagem turrao como Arnold venha a mudar de atitude tao assim em cima do segundo tempo. Mas todos querem final feliz com Meryl Streep, não é mesmo? Nota: 7

sábado, 25 de agosto de 2012

Uma garrafa no mar de Gaza

"Une boteille a la mer", de Thierry Binisti (2011)
Tal (Agathe Bonitzer) é uma jovem francesa de 17 anos que mora em Jerusalém. Sua família se mudou a pouco para Israel, vindo da França, e Tal ainda procura se acostumar com os horrores dos atentados contra judeus. Após a explosão de uma bomba em um café próximo a sua casa, Tal resolve externar a sua angustia, tentando entender o porquê de tanto ódio entre os povos judeu e palestino, escrevendo um bilhete para um Palestino imaginário. Ela coloca o bilhete em uma garrafa e pede para que sue irmão, militar, jogue a garrafa no Mar de Gaza. Um grupo de palestinos encontra a garrafa , entre eles o jovem Naïm (Mahmud Shalaby).Naim tem 20 anos e ao contrário de Tal, é pobre e mora com a sua mãe (Hiam Abbass). 60 kilometros separam Tal e Naim, Jerusalem e Gaza. Os dois passam a escrever emails e a discutir a questão dos dois povos, e acam travando uma amizade virtual. Mas Naim é ameaçado pelos terroristas e precisa parar de escrever os emails. Belíssimo drama, como uma dose de otimismo e utopia que merecem destaque. Quase que como uma fábula realista, essa bela história de amizade e amor entre 2 jovens de culturas distintas, mas que possuem o ódio dos dois povos como unidade, provoca encantamento e emoção por parte dos espectadores. Impossível não se emocionar com a trajetória principalemnte de Naim, um personagem realmente vitorioso. O elenco é fantástico. os dois jovens atores são sensacionais, e a gente torce por eles o tempo todo. Outro personagem encantador é o da mãe de Naim, interpretado pela super atriz Haim Abbass, que tambem protagonizou o excelente "Lemon tree". Saó do cinema com uma energia muito boa, apesar do filme apresnetar cenas fortes e que mostra a insanidade dos países do Oriente médio, qque resolvem tudo na base de "Olho por olho, dente por dente". Nota: 10

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A filha do pai

"La fille du puisatier", de Daniel Auteuil (2012)
No período de pré-2a Guerra Mundial, um furador de poços, Pascal Amoretti (Daniel Auteuil), viuvo, mora com suas 6 filhas. Patricia é a sua filha preferida: ela estudou em Paris, e é a única que tem formação escolar. Todas ajudam nas tarefas domésticas. Felipe, funcionário de Pascal (Ked Merat) é um homem platônicamente apaixonado por Patricia. Um dia, ao levar o almoço para seu pai, Patricia conhece Jacques Mazel, filho de um dono de uma loja, Mazel (Jean-Pierre Darroussin). De família rica, Jacques sente interesse por Patricia, que retribui. Mas Patricia teme que a pobreza de sua familia o afaste dele. Jacques é convocado para lutar no front, e Patricia se descobre grávida dele. Desgraçada moralmente e repudiada pelo pai, Patricia vai morar com sua tia. Até que Jacques desaparece, e os pais de Jacques tentam uma aproximação para poder ter o neto por perto, após terem rechaádo a família de Pascal Amoretti. Bom drama romântico, baseado em obra escrita e filmada por Marcel Pagnol em 1940. Daniel Auteuil, excelente ator francês, se mostra também ótimo diretor. Auteuil se revela muitpo bom em dirigir atores, e mais, em mesclar momentos dramáticos com humor, através do excelente personagem de Felipe, merecedor de simpatia pelo espectador. O tipo durão de Pascal também comove, e nossa, como é bom ver bons atores atuando. O filme é gostoso de se ver, apesar de parecer anacrônico hoje em dia fazer um filme de época e discutir valores como virgindade e discussão moral entre a classe rica e a dos pobres. Linda fotografia e trilha sonora, resgatando filmes clássicos franceses, como "O castelo de minha mãe", " Manon", e outras obras literárias. Se fosse um filme inglês, certamente diríamos que seria um filme com direção de James Ivory. Nota: 8

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Paris Manhattan

de Sophie Lellouch (2012)
Alice é uma jovem farmacêutica. De família judia, seus pais e sua irmá insistem em arranjar um namorado para ela. Introspectiva, ela se refugia nos filmes de Woody Allen, e fala com ele, em seus pensamentos, dando-lhe conselhos. Ela conhece Victor, um homem que fabrica alarmes, e que se apaixona por ela. A diretora e roteirista Sophie Lellouch procurou em seu filme mostrar a sua paixão pelo mito Woody Allen. Obviamente, tal tema atrai a atenção de todo o cin;efilo que se preze. Afinal de contas, quem nunca sonhou em ter um encontro com o mestre? Mas infelizmente o roteiro se trai, e acaba fugindo para sub-tramas totalmente desisnteressantes, como o do menage a trois de sua irm;a, ou mesmo,a de um assaltante que se regenera após ver filme de Woody Allen. O principal foco, o de Alice e sua paixão cinéfila, desaparcee, dando lugar a um romance chato, óbvio. Algumas boas piadas seguram a onda do filme,que tem problemas de montagem e ritmo, e até mesmo de fotografia, que oscila bastante em termos de qualidade. A grande surpresa fica por conta do aparecimento de Allen lá pelos 10 minutos finais. Fora isso, não existe muito interesse no filme. O que é uma pena, pois apenas o tema já valeria uma ida ao cinema. Nota: 6

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A vida vai melhorar

"Une vie meilleure", de Cedric Kahn (2011)
Yann (Guillaume Canet)é um cozinheiro e sonha em abrir oseu próprio negócio. Um dia, ele conhece Nadia (Leïla Bekhti), uma garçonete de um restaurante. Logo, se apaixonam. Nadia é libanesa e mãe solteira. Seu filho Slimane (Slimane Khettabi) tem 9 anos. Tanto Yann e Nadia resolvem pedir vários empréstimos para poder bancar um restaurante, mas acabam caindo em d;ividas antes mesmo de abrir o negócio. Desesperados, procuram todo o tipo de solução. Acabam brigando e Nadia resolve ir para Montreal, para poder juntar dinheiro. Ela confia seu filho a Yann, contra a vontade dele. A partir dái, o filme mostra a difícil relação entre os dois, até que recebem a notícia que Nadia desapareceu. Bom drama, que em termos de narrativa lembra bastante os filmes dos irmãos Dardenne, que sempre voltam a sua câmera para os desassistidos. Aqui, o filme segue uma linha melodramática na linha de "Dançando no escuro". Ou seja, quando a gente acha que nada mais de pior pode acontecer, ai acontece. É um drama bastante angustiante. Carregando no melodrama, o filme tem no seu elenco o equilíbrio perfeito [para não tornar o projeto algo torturate para o espectador. Os três atores estáo formidáveis, tendo Guillaume Canet ganho um prêmio de melhor ator no Festival de Roma. Canet é diretor também, e em seu curriçulo tem o excelente suspense "Nao conte a ninguém". Ele também trabalha em váraos filmes americanos, entre eles, "A praia", com Leonardo di Caprio. Nota: 8

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

My way- O mito além da música

"My way", de Florent Emilio Siri (2012)
Cinebiografia do cantor pop francês Claude François, que atingiu o auge da carreira artística nos anos 70, vindo a falecer em 1978, eletrocutado enquanto tomava banho em casa. Claude François nasceu em 1939 no Egito. Após a tomada do País por um regime ditatorial, e perdendo toda a sua fortuna, a família toda se muda para Mônaco. O pai de Claude o renega, por não concordar que ele se torne um músico. A máe de Claude é viciada em jogo, e perde todo o dinheiro e contrai dívidas. Após muita batalha e fracassos, e com obstinção em querer fazer sucesso, Claude finalmente consegue fama e sucesso, já quase no final dos anos 60. Muitas mulheres, entre elas a cantora teen pop France Gall, se encantam pela sua pessoa. Mas Claude se mostra um mulherengo, e se afunda em drogas, bebidas, e seu temperamento vai piorando, tratando todos os que o cercam com muita rispidez. Belíssima versão cinematográfica, nos moldes de "Piaf": Cinemão de primeira qualidade, requintada em todos os detalhes de produção. Fotografia, direção de arte, figurino, maquiagem, figuração...tudo é um luxo e glamour que a tempos eu não via em tela grande. O roteiro é ambicioso, abrangendo todas as épocas da vida de Claude François. Muitas cenas empolgantes, grandiosas e caras. Além disso, o diretor apresenta vários planos-sequências tecnicamente maravilhosos. Destaque para uma cena que Claude sai de casa de carro e vemos no percurso várias garotas correndo atrás dele, inclusive as vemos pelo espelho retrovisor. Outra cena espetacular é a da festa em sua casa, toda em plano-sequência. Os números musicais são impressionantes. O clip em que Claude dança com as dançarinas negras é bom demais, o auge da cultura pop. A cena em que ele recebe o disco com a gravaçào de "My way" também é emocionante. Idem para a sua apresentaçáo cantando "My way" em uma casa de espetáculos. Jeremie Renier, ator-fetiche dos irmáos Dardenne, faz aqui uma performance digna de ganhar prêmios. Ele está simplesmnete formidável, irrepreensível. Perfeccinista em cada detalhe, Renier assombra com a sua semelhança física com o cantor. As musicas apresentadas no filme são uma delícia de se ouvir, e aqui, confesso minha ignorância musical: não fazia idéia de que "My way" foi gravada originalmente por Claude. E que ele possui tantas músicas famossas. O único senão fica por conta da longa duração do filme, 2:30 hrs. Podia com certeza pelo menos meia hora a menos. Mas a sua beleza visual é tão grande, que qualquer desculpa é válida para se assistir a essa jóia do cinema francês. Nota: 8

domingo, 19 de agosto de 2012

Intocáveis

"Intouchables", de Olivier Nakache e Eric Toledano (2011)
Philippe (François Cluzet) é um milionário francês, herdeiro de duas familias tradicionais. Durante uma seleção para seu enfermeiro particular, ele conhece Driss (Omar Sy), um imigrante africano, que mora miseravelmente com sua família na periferia de Paris. Philippe decide escolher Driss, pelo fato dele não expressar nenhum tipo de auto-comiseração, nem sentir piedadde de Philippe por sua condição de tetraplégico. Philippe odeia que as pessoas sintam pena dele,e é essa indiferença e a atitude semre subversiva de Driss que o faz ficar atraído. A partir daí, o filme relata essa difícil relação e acomodação de Driss em um mundo estranho a ele, de fartura e luxo, ao mesmo tempo que ambos vão nutrindo uma forte e bela amizade, improvável, mas sempre subversiva. Baseado em fatos reais ( na verdade, na história real, Driss era um imigrante árabe), o filme percorre o caminho da fábula moralista, para agradar ao grande público. E deu certo: o filme foi a segunda maior bilheteria de um filme francês, atingindo a marca de 20 milhoes de espectadores, e 9 indicações ao Prêmio Cesar, tendo recebido a de melhor ator para Omar Sy. Aliás, tanto Omar quanto François Cluzet estão formidáveis, dando carinho e muita simpatia para os seus personagens. Impossível não se emocionar com a trajetória desses dois personagens, que vão se descobrindo durante a dificil convivência. Algumas cenas são realmente divertidas, como a do scort policial, e o desfecho é emocionante. Sim, o filme é melodramático, abusa de clichës, e faz do mundo um Universo cor-de rosa, onde tudo funciona e da certo, e onde as pessoas são reazoáveis e aceitam qualquer tipo de problema. Ainda bem que Philippe é milionario né, facilitou 1000 % tudo em sua vida. O elenco de apoio, pricnipalmente os que interpretam o staff de Philippe, são ótimos. Bela utilização de trilha sonora, com alguns clássicos do Kool e the Gang e de Earth Wind and fire. Nota: 8

sábado, 18 de agosto de 2012

Um evento feliz

"Un Heureux Événement", de Remi Bezançon (2011)
Barbara (Louise Burgouin) e Nico (Pio Marmai)se conhecem por um acaso. Ele, trabalha em uma locadora de dvds. Logo juntam os trapos e moram juntos. Após momentos de extrema felicidade, Nico confessa a Barbara que quer um filho. 9 meses depois, desejo atendido. O que Barbara não esperava, é que a chegada de um filho fosse trazer tantos conflitos em sua vida pessoal e profissional. Deliciosa comédia romantica, que em vários momentos lembra a delicadeza e a fantasia de "Amelie Poulain". Com uma soberba fotografia e direção de arte, o filme aposta no romantismo para dar ar ao drama da jovem inexperiente que do nada, tem a sua vida tumultuada com a chegada do filho. Os dois atores principais estão ótimos: bonitos, bons comediantes e dando total naturalismoe simpatia para os seus personagens, a gente torce o tempo todo pela felicidade do casal que realmente se ama, mas tem a estrutura emocional abalada. Mesmo apelando em alguns momentos para uma comédia mais para o pastelao, o filme tenta trazer a simplicidade de um romance pós adolescente e a descoberta de novos caminhos. Uma bela surpresa é o retorno da comediante Josiane Balasko, no papel da mãe maluquinha e feminista de Barbara. Sim, o filme trabalha com muitos estereótipos da mulher moderna que tenta ser independente: a visita ao sex shop, as reuniões de maes corujas, etc. Mas o todo é tão bacana que a gente até abstrai a longa duração do filme, quase 2 horas, um suicídio para comédias. Um filme que não traz nada de novo ao tema, mas apenas faz a gente sorrir e achar bacana tudo aquilo que presenciamos de um casal tão gente boa. O marido , nerd e cinéfilo, é uma diversão a parte. As cenas de sexo até que são ousadas para um filme família. Nota: 8

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

E agora, para onde vamos?

"Et maïntenant, on vas ou?, de Nadine Labaki (2012)
Numa aldeia no Líbano, Cristãos e muçulmanos convivem em constante conflito, até que um dia, um incidente provoca a morte de um muçulmano, o que gera revolta entre os habitates, que decidem declarar uma guerra. Porém, as mulheres, cansadas de perderem seus filhos assassinados pela estupidez da guerra, resolvem unir forças e evitar que os homens se matem. Belo filme de Nadine Labaki, mesma cineasta do otimo "Caramelo". Aqui, ela mistura musical, comédia, drama para poder colocar o seu olhar feminino criticando a decisão de homens em declarar guerra sem nem ao menos tentarem uma solução verbal. A belíssima cena inicial, mostrando as mulheres em luto pela morte de um morador, e a coreografia genial, provoam encantamento. Os personagens são muito cativantes, e em muitos momentos,me remeteu ao cinema de Emir Kusturika. Uma fantasia que muitos comparam, acertadamente, ao recente "A fonte das mulheres". Nadine protagoniza e dirige, e seu marido compôs a trilha sonora. Nota: 8

O Vingador do futuro

"Total recall", de Len Wiseman (2012)
Comentarios em breve Nota: 7

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

360

de Fernando Meirelles (2012)
Inspirado no livro de Arthur Schnitzler " La ronde", o filme apresenta várias histórias, que se passam em países distintos, e que tem como liga o tema sobre o amor. Na 1a história,ambientada em Viena, uma prostituta eslovena tira fotos para um site pornográfioco, Sua irmã a acompanha sempre em todos os atendimentos, aguardando do lado de fora, geralmente na rua. O sonho da prostituta é ficar rica, e de sua irmã, de dar um rumo para sua vida. Na 2a história, acompanhamos um empresário, Michael (Jude Law), inglês, que está em crise no casamento com Rose (Rachel Weiz), dona de uma galeria de arte. Nessa 3a história, acompanhamos Rose e seu namoro com o seu amante brasileiro, Rui (Juliano Cazarré), um fotografo, que por sua vez,é casado com Laura (maria Flor). Laura descobre o/a traicão de seu marido e o abandona. No aeroporto, Laura conhece um senhor, (Anthony Hopkins), que segue para denver para tentar identificar o corpo de sua filha, desaparecida. Chegando em Denver, Laura conhece Tyler (Ben Foster), um ex-detento que cumpre pena por assédio sexual, e que acaba de ser liberado. Fernando Meirelles propões um imenso painel humano que se passa em vários países, entre eles, Austria, Eua, Inglaterra, Franca. A fotografia de Adriano Goldman e a montagem de Daniel Rezemde são formidaveis,apesar de maneiristas, sempre a favor de uma linguagem narrativa que costure as histórias de forma homogênea. Os atores estão bem, tendo destaque absoluto para Ben Foster, magnifico em seu papel de adicto sexual.Porém, infelizmente, o filme escorrega no que deveria ser o seu melhor: o roteiro. Em sua maioria, são totalmente desprovidas de interesse. Apenas acompanhamos uma breve apresentacão de personagens, que dão um start em suas trajetórias, e depois, simplesmente, as historias se pulverizam. Inclusive, o desfecho da história da prostiututa eslovena toma um rumo que foge do tema do amor, enveredando para um policial no estilo Irmãos Cohen. Ficou estranho e não combina com a proposta do filme, que é falar sobre amores desprovidos de verdade e de afeto. Resta o estilo, e faltou o conteúdo. Segundo alguns críticos e espectadores, vazio e frio. Ume pena. Nota: 6

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

1666

"Knock Knock 2", de Chris Sheng (2011)
2 casais de amigos resolvem faezr um tour em Los Angeles de uma forma inusitada: percorrer casas e mansões ond ecrimes hediondos aconteceram. Quando chegam no numero 1666 de um certo endereço, eles resolvem invadir a casa, e descobrem que ela guarda terríveis segredos. Nossa, nem vou perder muito tempo falando sobre esse filme, que desde já, é um dos piores que já vi. Péssimos atores, um roteiro ridículo, que não explica nada dos acontecimentos que ocorrem na casa, e pior: fazendo uso da narrativa do "found footage", o filme começa exatamente igual ao filme de terror "A filha do mal". Uma ligacão para o serviço de emergencia, quando alguem relata um crime. As cenas são extremamente longas, ond epouca coisa acontece: metade do filme mostra os amigos percorrendo ruas de carro. A outra metade, não acontece muita coisa também: eles invadem a casa, e de repente ficam presos nela. O filme é muito triste mesmo, e se pelo menos fosse apenas ruim, teria sido mais divertido. Mas não se presta nem como comédia involuntaria. Nada de sangue, gore, suspense, zero total. Nota: 0

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A tentação

"The ledge", de Michael Chapman (2011)
Gavin Nichols (Charles Hunna ) é gerente de um Hotel. Gavin tem um passado trágico? dirigindo um carro, bateu em um caminhão, causando a morte de sua filha. Traumatizado, Gavin se deprime, sua esposa o abandona, seu mundo se fecha. Anos depois, ele consegue se reeguer por conta do trabalho no Hotel. Ateu, ele divide um apartmento com um amigo gay. Um dia, um casal se muda para o apartamento do lado. Shana (Liv Tyler) e Joe (Patrick Wilson) são bastante reservados. Joe é cristão protestante radical, Shana uma ex-viciada salva de um futuro pior graças a ajuda de Joe. Por;em, Joe a trata de uma forma possessiva. Shana vai trabalhar como arrumadeira no hotel de Gavn, e ele acaba se apaixonando por ela. Os dois viram amantes, Joe descobre, e ameaça matar Shana, caso Joe não se jogue do alto de um prédio. Um policial, Hollis (Terrence Howard) entra em jogo e procura dissuadir Gavin de se jogar, enquanto procura desesperadamente pelo paradeiro de Joe e Shana. Bom drama dirigido por Michael Chapman, mais conhecido do público brasileiro por ser casado coma atriz brasileira Denise Dumont. Chapman fez um filme nos anos 80, "Jogos de adultos", e depois se especializou em escrever roteiros. Nesse seu retorno, Chapman trouxe de volta o gênero "noir", com direito a mulher fatal, traições, sub-trama policial, suspense e muito clima.Os 3 atores estão ótimos, e é bom descobrir novos talentos,como o ator inglës Charles Hunnam, boa presençá em cena. O roteiro é previsível, e pior, e várias cenas, a gente se pergunta: "Caralho, esses amantes não poderiam ter sido mais cuidadosos?". Ta muito na cara que a traição será descoberta. A sub-trama sobre a tarição da esposa do policial também acaba ficando redundante. Fazer um paralelo entre as traiçoes ficou muito óbvia. O filme acaba ficando apenas em cima das atuações. O que já é muito. A fotografia também é boa, e o filme se pelo menos não empolga, tampouco irrita. Fica como um bom passatempo. Nota: 6

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

V / H / S

de Adam Wingard, David Bruckner, Ti West, Glenn McQuaid, Joe Swanberg (2012)
Um grupo de delinquentes, que praticam roubos, violência sexual e outras bandidagens, é incumbido de uma missão: entrar em uma casa e resgatar uma fita em VHS que se encontra no depósito. Ao chegarem ao local abandonado, eles se deparam com um homem morto em frente a uma tv. O grupo se separa: uma parte vai até o sótão, onde existe uma prateleira com inúmeras fitas em Vhs, enquanto um outro assiste um Vhs na televisão. A partir daí, o filme se divide em 5 episódios, cada um correspondente a uma fita Vhs. 1- Noite amadora: 3 amigos resolvem curtir a noite em busca de sexo. Acabam levando duas garotas para o quarto onde estão hospedados. O que eles não imaginavam, é que uma das garotas possui um terrível secgredo: ela é uma vampira alienígena. 2- Segunda lua de mel: Um casal resolve passar a segunda lua de mel em uma cidadezinha no Oeste. Chegando num parque de diversões, a garota resolve jogar num adivinho, que prediz que a garota irá conhecer alguém que mudará o rumo de sua vida. 3- 5a feira 17- Uma homenagem a "Jason", o filme conta a história de 2 casais amigos, que passam um dia em um campo. Lá, eles descobrem que um serial killer está a solta, e atrás de todos. 4- A coisa estranha que aconteceu a Emily quando ela era mais jovem- Um casal conversa via skype. Ela diz que tem ouvido sons estranhos no apartamento, e que acredita que o local está mal assombrado. 5- 10/31/98- 4 amigos recebem um convite para ir numa festa de Halloween em um determinado enredeço.Chegdando lá, eles testemunham um ritual de exorcismo. Eles acreditam que tudo passa de uma brincadeira, mas depois descobrem que aquilo é real. Curioso filme de suspense, todo narrado em estilo "found footage", tão comum nos dias de hoje. Casa episódio tem a sua lingauegm: usam webcam, cameras indiscretas, etc. Mas nem todos tem o formato do ponto de vista. Dirigido por 8 diretores, o filme é muito interessante como projeto, mas como resultado, infelizmente, deixoua desejar. Como todo filme em episódios, alguns se sobressaem. Eles são bem irregulares. O episódio 1 e 3 são os mais interessantes. Principalmente o 1, que tem um excelente uso de camera ponto de vista e um desfecho bizarro e surpreendente. Quanto ao 3, ele é uma espécie de paródia de "Sexta feira 13". e tem um ótimo recurso de jamais mostrar a cara do assassino, sempre desfocado. Quanto ao episodio 2, ele é longo, e não causa tanta surpresa, apesar da violência gore. O episódio 4 é o mais fraco de todos, e até sem explicaçao. Fiquei sem entender a motivaçao dos personagens. O episódio tem um ótimo desfecho, se utilizando de ótimos efeitos, principalmente na cena da fuga da casa. Mas faltou mais história. Ficou assim meio frouxo. Há uma irregularidade nas atuações, variando de fracas, caricatos a bons. De qualquer forma, é um projeto muito interessante, que homenageia os filmes com o tema do"found footage". Os créditos finais são bárbaros, imitando os letreiros vagabundos tão comuns na época. Nota: 7

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Área Q

de Gerson Sanginitto (2012)
Em 1979, em Quizadá, interior do Ceará, o humilde camponês João Batista (Murilo Rosa)desaparece, sem deixar vestígios. Em 2009, um jornalista americano, Thomas Mathews (Isaiah Washington), deprimido pelo sumico de seu filho, é incumbido pela empresa onde trabalha de seguir até Quixadá, no Brasil, e desmistificar a informacão de que a cidade recebe visita de Ovnis, que provocam demanda de turistas para desvendar o mistério do sumico de habitantes locais. O filme, dirigido pelo brasileiro radicado em Los Angeles Gerson Sanginitto, por pouco não desbanca os clássicos "Cinderela baiana", "Federal" e " Novela das oito" do pódio de cults nacionais, por se tornarem um gênero diferente do que se propunham. Ou seja, comédia involuntária. Colocar Murilo Rosa como um jagunco falando como um peão do interior, e depois, vemos o mesmo personagem falando em inglês, provoca risos. Outros personagens do elenco de apoio, como o jovem tradutor, e principalmente, a Valquiria de Tania Khalil, são tão superficiais e falsos em suas intencões, que resolvi tirar qualquer seriedade do projeto e ver o filme como um produto de humor. Dessa forma, me diverti bastante. OS tão propalados efeitos especiais na verdade, se resumem a um estouro de luz na cara dos personagens, algo já usado nos anos 70 por Spielberg em "Contatos imediatos". O filme procura criar situacões de suspense, quando na verdade não o há. O ator americano Isaish Washington não tem carisma nem força para protagonizar o projeto. O filme é longo, e tem uma mensagem até bem intencionada: a de que os extraterrestres estão preocupados com a natureza, e que se o ser humano não se preocupar em proteger o mundo em que vive, só encontrará destruicão no seu futuro. O cineasta tem o mérito de fazer um filme de g6enero, no caso uma ficão cientiífica mixada ao tema do espiritismo, mas faltou uma história mais consistente. Nota: 4

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Código azul

"Code blue", de Urzsula Antoniak ( 2011)
Marian é uma enfermeira de meia -idade, que trabalha em um Hospital com pacientes de terceira idade. Devota aos seus pacientes, ela muitas vezes resolve acabar com o sofrimento deles injetando um remédio mortal. Marian é uma mulher solteira, poucos amigos e solitária. Uma noite, de sua janela, ela presencia um etsupro, e se excita. Percebe que no prédio da frente, o seu vizinho também observa interessado no estupro. Convidada por uma colega de trabalho, Marian vai para uma festa e conhece Konrad, o seu vizinho. Enre eles, cresce um sentimento que envolve práticas sadomasoquistas. Bom drama com alto potencial erótico, incluindo uma cena de masturbação masculina explícita. Mais um da leva de bons filme sholandeses, e de novo, com o tema do fetiche sexual. A excelente atuacão dos dois atores, Blen de Moor, como Marian, e Lars Eldinger, como Konrad, garantem qualidade ao filme, que contém cenas até mesmo polêmicas, como a cena que a protagonista encontra uma camisinha usada e o usa nela mesmo. O ritmo é bem lento, mas a fotorafia é excelente, realçando a melancolia e a depressão do local. O filme usa em sua narrativa uma mistura de realismo e fantasia, através de pensamentos da pesonagem, que delira. Não é para todos os gostos, mas com ceretza, um belo entretenimento adulto. Nota: 7

domingo, 5 de agosto de 2012

Vou rifar meu coracão

de Ana Riper (2012)
O filme faz um apanhado sobre a influência da música brega na vida de pessoas comuns. Em seu documentário, Ana Rieper quer provar que as letras das músicas, em sua maioria falando sobre traicões, amores desfeitos, a famosa "dor de corno", são expressões reais de seus cantores, que se inspiraram em episodios de suas vidas afetivas e as traduziram nas letras. O filme entrevista ícones do brega, como Wando, Angaldo Timóteo, Nelson Ned, Lindomar Castilho, Amado Batista e outros, que relatam fatos curiosos de suas vidas, e como esses relatos se assemelham aos depoimentos das pessoas comuns, da classe média baixa. Atravessando cidades do Nordeste, principalmenre do interior, Ana Rieper induz ao espectador que os ambientes como bares, puteiros, jamais sobreviveriam seu a trilha sonora brega embalando as noites rom6anticas. O documentário é divertido, e conta com pelo menos dois depoimentos antológicos: o do prefeito e as suas duas mulheres, e a de uma mulher que diz que jamais se apaixonará de novo, sendo contestadas por sua comadre, que diz que ela deve separar sexo de amor. A fotografia, muito bonita, ficou a cargo de Manuel Águas. As locacões também são muito inspiradoras. A montagem deixa planos longos que incomodam. Por ex, a cena de uma mulher andando pelas ruas de uma cidade, ficou longa e sem sentido. A diretora deveria ter entrevistado também um público elitizado para dar depoimentos, pois ficou apena sfocado em pessoas humildes, o que contraria o depoimento de um dos cantores entrevistados, que diz que as pessoas de todas as classes sociais adoram a música brega. Entre os cantores entrevistados, o foco maior ficou em Agnaldo Timóteo. Inclusive o filme termina sem um desfecho, apenas com o depoimento de Timóteo e acaba abruptamente. Senti falta de mais músicas no filme, e a diretora tamb;em perdeu uma ótima chance de invadir a vida pessoal de Lindomar Castilho, que matou a sua namorada a tiros, após encontra-la na cama com um amante, levando na prática o que ele pregava nas letras de suas músicas. Após ter assistido ao excelente "As cancões", de Eduardo Coutinho, "Vou rifar meu coracão" perde o ineditismo, mas ganha em beleza pela sua fotografia. Nota: 8

Movimento Browniano

"Brownian movement", de Nanouk Leopold (2010)
Charlotte e Max vivem felizes em Bruxelas, com o filho pequeno do casal. Ele é engenheiro bem-sucedido, bonito. Ela, uma jovem médica, igualmente bela, que divide o seu turno entre dar aulas na faculdade e clinicar no Hospital, cuidando de pacientes. Charlotte , um dia, resolve alugar um apartamento, sem o conhecimento do marido. para lá, ela leva pacientes, e transa com eles. os pacientes são doentes terminais,idosos, gordos, pessoas desprovidas de sex appeal. Não se sabe o porquê dessa atitude de Charlotte, e nem o flme procura explicar o motivo. Max, no entanto, após um acidente com Charlotte, toma ciência desses encontros da esposa, mas, apaixonado por ela, a perdôa. O tempo passa, eles agora moram na Índia, com mais dois bebês. Mas apesar da aparentetranquilidade, Max desconfia que Charlotte voltou a traí-lo. Um filme que se resume em uma palavra: tédio. Tédio da personagem com a sua vida, tédio do espectador com o filme. As cenas são esticadas até o limite da paciência, provocando verdadeira apatia por parte do espectador. Planos completamente sem sentido: minutos focando uma parede, um quarto, no rosto do personagem, sem que nada aconteça. Ozu, que usava do mesmo recurso de filmar naturezas mortas, tinha uma razão para isso: apresnetar ao espectador o sentimento do personagem. Aqui, não havia a mínima necessidade disso. A história fala por si. Aliás, jamais saberemos porqu6e uma mulher bonita, bem-sucedida, casada com um homem bonito, jovem, bem realizado, com filho audável, resolve levar pacientes escolhidos a dedo, totalmente desprovidos de sex appeal, para um apartamento e trrnsa com eles. Em nenhum momento do filme podemos entender a psicologia dessa personagem. Louca? Fetichista? Como entender isso? E porque o marido aceita a condição de marido traído? Tudo bem, o novo cinema holandês volta as suas portas para esse universo do fetiche, do bizarro, das anomalias sexuais. Mas aqui, há um exagero na forma e na fórmula. O filme provoca canseira, apatia e descaso. A atriz Sandra Hullen segura a onda de sua personagem difícil. Mas isso é pouco. Muito dificil a gente se sensibiliar com o seu drama. Resta ao espectador apreciar a boa fotografia. Nota: 4

Ato de coragem

"Act of valor", de Mike McCoy, Scott Waugh (2011)
Comentário em breve Nota: 7