domingo, 29 de julho de 2012

Lena

"Lena", de Christophe Van Rompaey (2011)
Lena é uma jovem de 17 anos, que mora com a sua mãe opressora. A mãe é uma motorista de onibus, que vive tendo relacões com varios homens. Ela humilha sua Lena, por ela ser gorda e a responsabiliza por sua vida de merda. Lena trabalha numa creche com sua amiga HAnneke, e de noite, elas frequentam uma ala de danca. Lena tem baixa auto-estima e se entrega para odos os garotos, apenas para se sentir desejada, mas ninguém quer envolvimento emocional com ela. Um dia, ela conhece Daan por acaso. Ele é conhecido por seu envolvimento com roubos e venda de drogas. Daan se diz apaixonado por la, e por conta de sua carencia, Lena se entrega para Daan, e acaba indo morar com ele. O pai de Daan mora também na casa, e também se diz apaixonado por Lena. Bom drama holandês, com ótima interpretacão do casal principal: Emma Levie (lena) parece uma versão mais gordinha de Bjork, e Niels Gomberts (Daan) lembra um John Travolta adolescente. O filme reúne todos os clichës do tema da adolescência, falando de sexo, baixa auto-estima, drogas, roubos, crises familiares. A personagem a mãe irrrta pela sua obviedade. Ela passa o tempo todo escurracando a filha, xingando, maltratando. Chega a ser falso de tão insistente. A fotografia do filme é bonita, aproveitando os tons escuros do outuno holandês. A câmera é envolvente, com movimentos suaves de planos na mão, conferindo um olhar documental. Um problema é a longa duracão: quase 2 horas de filme. A narrativa tem várias barrigas, perdendo ritmo. Mas vale como curiosidade, uma vez que o cinema holandês tem surgido com forca ttal, com dramas intimistas. Nota: 7

sábado, 28 de julho de 2012

Despertar

"Schemer/Dusk", de Hanro Smitsman (2010)
Em uma cidade da Holanda, 6 amigos inseparavéis comecam a se desentender, por conta de uma dos integrantes do grupo. Jessie, uma jovem perturbada e emocionalmente insegura, deseja o namorado (Rico) de sua amiga Frauk. Rico correndende as investidas, mas depois se arrepende. Ao mesmo tempo, Ilse, a melhor amiga de Jessie, ama Ceasar, um rapaz revoltado com a vida, pois dedica boa parte do dia cuidando de sua mãe inválida. Caesar sente atracao fetichista por Jessie, que não quer nada com ele. Mick é um gay enrustido, apaixonado por Caesar. Um dia, os 5 integrantes resolvem bolar um plano para eliminar Jessie. Só não imaginariam que Caesar estivesse falando sério. Drama baseado em fatos reais, sobre uma jovem encontrada morta na beira do rio. O filme logo de cara mostra o corpo de Jessie, e o que a narrativa propõe é: O que aconteceu para que isso acontecesse? Com uma bela montagem, que comeca apresentando cada um dos personagens e depois, mostrando o ponto de vista de cada um sobre a situacão, misturando passado e presente. É inegável a inspiracão em "Elephant"e no cinema de Gus Van Sant na comcepcão desse filme. O elenco de jovens atores está excelente, principalmente a atriz que interpreta Jessie e o rapaz que faz Caesar. A cena do crime é uma das mais cruéis que vi recentemente, pela seu realismo e frieza. Assustador. No mais, um belo exemplo do cinema Holandês, que vem se vislumbrando como um sopro no cinema Europeu, com temas que falam de crises emocionais e enconomicas lapidando o destino das pessoas. Nota: 8

Ao abismo

"Into the abyss", de Werner Herzog (2011)
"Ao abismo", de Werner Herzog. Herozg tem se especializado em documentários e nesse aqui, ele faz uma dissertacão sobre a pena de morte, mais precisamente na história de 2 jovens adolescentes do Texas, acusados de triplo homicídio. Entervistando os jovens ( um deles a 8 dias de ser executado), familiares dos acusados e das vítimas, e policiais envolvidos, Herzog produz um filme de forte carga emocional. Aterrorizante sobre o poder, tanto de criminosos quanto do Estado, de tirar vida das pessoas. E como a vida de tantas pessoas envolvidas pode estar associadas a uma falta de convivio familiar e apoio assistencial. (mais em breve) Nota: 9

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O linchamento

"Lincz", de Krzysztof Lukaszewicz (2010)
Zaranek é um homem de 62 anos violento. Ele mora num vilarejo no interior da Polônia. Constantemente, ele agride e ameaca sua ex-mulher e familiares, querendo dinheiro. Um dia, cansados de tanta barbaridade, vizinhos e marido dafilha da vítima resolvem dar um susto em Zaranek, mas ele acaba morrendo. Os homens, sem antecedentes criminais, são presos e sofrem violência dentro da cadeia. Paralelo, discute-se a legitimidade da prisão dops homens, uma vez que eles estavam defendendo as vítimas de novos ataques. Interessante filme polonês que quer discutir o código penal na Polônia, que não defende atos feitos em legítima defesa, e defendendo a todos, mesmo que a vítima tenha sido um criminoso. O filme é bastante violento e algumas cenas, como o espancamento da ex-esposa, beira a sadismo. O crimioso é visto quase como um serial killer. O roteiro é curioso, mas me irritou bastante, porquê aposta no clich6e da inficiencia da polícia e do servico hospitalar para dar voz ao tema proposto pelo roteirista. As situacões são forcadas, como por ex, toda vez que alguém busca ajuda, seja da polícia ou de um medico, são ricidularizados. A atuacão do ator Wieslaw Komasa impressiona, pelo seu ralismo e crueza. Realmente sentimos ódio de seu personagem.O restante do elenco está bem, mas a passividade dos personagens causa certa estranheza no inicio. A vantagem do filme é que é de curta duracão, 78 minutos. Tecnicamente, o filme tem boa fotografia e uso constante do steadicam, causando dinamismo nas cenas. Nota: 6

terça-feira, 24 de julho de 2012

Batman- O cavaleiro das trevas ressurge

"Batman- The Dark Knight rises", de Cristopher Nolan (2012)
Batman ( Christian Bale ) está ausente por 8 anos de Gothan. A cidade está tranquila. Porém, um novo vilão surge a orbiga Batman a sair de seu período de reclusão. Bruce Wayne retorna o contato com os seus fiéis escudeiros, entre eles, Lucius (Morgan Freeman), mas Alfred (Michael Caine) , temeroso por Wayne, se rebela e vai embora. Surge em cena a vilã Mulher-gato (Anne Hathaway) e Bane (Tom Hardy), um poderoso fugitivo de uma prisão que resolve tomar conta da cidade. Pra isso, vários personagens se unem para livrar a cidade dos vilões: entre eles, Gordon (Gary Oldman), um policial vivido por Joseph Gordon Lewitt. Super mega-producão que tem um desfechos mais empolgantes vistos no cinema. A direcão de Cristopher Nolan é impressionante, criando cenas de acão impactantes, e tirando o melhor proveito de seus atores, sensacionais em suas composicões. O filme é muito longo ( uma reclamacão de boa parte da platéia), 2:45 hrs, e sim, tem vários momentos de "barriga" no filme, principalmente na primeira parte do filme. Outro problema é o excesso de personagns que surgem. A gente fica confuso até entender a relacão entre eles. O roteiro, mesmo com excessos, tem uma virada muito boa, com a revelacão de 2 personagens e suas reais intencões. As cenas de acão são foda, muito fodas, ainda mais no terco final, quando realmente o filme se entrega para os efeitos e perseguicões. No mais tudo já foi dito sobre o filme. Espero que o gancho final do filme se revele num próximo projeto com o novo personagem que surge, seria bom pra caramba! E a cena final, que se passa em Florenca, é muito emocionante. Um filme adulto, que ao contrário de "Amazing spider man", não faz consessões a piadas e auto-paródias. Nota: 9

domingo, 22 de julho de 2012

Anonymous

de Todd Verow (2004)
"Anonymous", de Todd Verow. Esse filme de 2004 é uma versão temática gay de "Shame" e com baixíssimo orcamento. Todd Verow atua, dirige, produz e escreve esse drama sobre um gay que divide seu apto com o namorado, mas que não conseue controlar a sua compulsão por sexo e sai em busca de aventuras em banheiros públicos e na internet. Um filme sujo, maldito, underground, nos moldes dos filmes de Paul Morrisey e Andy Warhol dos anos 70. Os diálogos são uma bobagem, as atuacões, péssimas. Vale como curiosidade do udigrudi Nova Yorquino. Nota:4

31 minutos, o filme

"31 minutos, la película", de Alvaro Dias e Pedro Peraio (2012)
Cachirulla (voz de Mariana Ximenes) é uma milionária mimada que mora numa ilha. Lá, ela faz colecão de todos os animais do mundo para suprir a sua carência da falta de amigos. Porém, para que sua colecao se complete, fica faltando o especime raro JUANIN, um ser branco peludo.Tio Pelado resolve ir até a cidade e sequestrar Juanin Harry (voz de Daniel de Oliveira), assistente do apresentador de tv Tulio (voz de Marcio Garcia). Tio Pelado cria uma situacão, que provocará a demissão de Juanin do programa. Assim, ele chantageia emocionalmente Juanin, e o leva até a ilha. Tulio e seus amigos, após descobrirem a verdade, resolvem ir em busca de Juanine salvá-lo das mãos de Cachirulla. Divertida animacão infantil, toda constituída de bonecos manipuláveis, no estilo "Muppets". O filme é baseado na série de sucesso chilena. Voltada para os pequenos, o longa diverte os adultos nostálgicos, inclusive com várias piadas e citacões que as criancas não entenderão, como por ex, sobre o mensalão. Os personagens são muito simpáticos, com destaque para Juanin. A dublagem brasileira está sensacional. A cena dos bonecos musculosos é antológica: uma citacao adulta, que brinca com referencia de seriados vagabundos dos anos 70 de acão. O filme é curto e nem chega a cansar. Boa noticia para criancas cada vez mais exigentes com a dinamica dos filmes infantis, infestadas de producoes 3D e efeitos especiais. A parte técnica é muito boa: trilha de Guto Graca Mello, a edicão dinâmica e a fotografia, em tons mais escuros, dando um ar de filme de arte. Nota: 8

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mega Shark vs Giant octopus

de Jack Perez (2009)
Comentarios em breve Nota:

Rugas

"Arrugas/Wrinkles", de Ignacio Ferreras( 2011)
Emílio é um idoso que já não encontra espaco na casa de seu filho e de sua nora. Juan resolve então coloca-lo em um Asilo. Emilio não faz nenhuma resistência, sabe que é um estorvo pra seu filho. Chegando lá, Emilio conhece outros idosos, alguns doentes, outros lunáticos, outros portadores de Alzheimer. Miguel, seu companheiro de quarto, é um divertido tipo que vive se aproveitando das pessoas e criando nelas uma expectativa de um dia, almejarem os seus objetivos. Emilio e Miguel travam uma bela amizade, que culminará na descoberta do Alzheimer em Emilio. Visto no Festival Anima Mundi 2012, essa fabulosa animacão espanhola merece ser visto por todo mundo. Lírico, comovente, dramática, é um filme que ensina a importância da amizade e do carinho, para que consigamos viver com um minimo de dignidade. A descoberta do Alzheimer é assustadora para Emilio e para os espectadores, sobam as lágrimas. A animacão em si é bem simples, em algusn momentos chega a ser simplória, considerando hoje em dia os recursos de computacão gráfica. Algumas cenas são realmente antológicas, como a lembranca do namoro de Dolores e de Modesto, quando criancas, e a cena da piscina, com Miguel e Emilio.O filme não é perfeito, mas no geral é tao bonito, e fiquei imaginando como seria esse filme com atores. Nota: 10

A velha dos fundos

"La vieja de atras", de Pablo Jose Meza (2010)
Rosa ( Adriana Aizenberg) é uma idosa que mora sozinha em um prédio de classe média baixa. O elevador do prédio vive com defeito, e Rosa reclama de absolutamente tudo, sempre de mal com a vida. Como companheiro, ela possui um canário dentro de uma gaiola. Ela tem como vizinho um jovem estudante de medicina, Marcelo (Martín Piroyansky), que veio do interior. os pais de Marcelo querem que ele volte pro interior e os ajude no trabalho do campo, mas Marcelo é decisivo na sua opc!ao de estudar e resolve continuar na grande cidade. Porém, ele ganha muito pouco nos bicos que faz, e está com o aluguel atrasado. Um dia, recebe uma carta exigindo que saia do pr;edio. Rosa toma conhecimento e propõe um acordo com Marcelo: Ela o sustenta, dá casa e comida, com a condicão dele conversar com ela toda noite. O problema é que MArcelo é um rapaz introspectivo e d epoucas palavras. Belo filme argentino, de baixo orcamento e que tem um ritmo extremamente lento, e um olhar quase documental sobre a vida desses dois personagens. A cena inciial, que mostra a rotina de Rosa, é muito bem filmada, em closes que revelam Rosa aos poucos. A fotografia ajuda a manter o tom de melancolia e depressão dos personagens, em planos caustofóbicos, que reforcam o pouco espaco que eles possuem. Os personagens não são nada simpáticos, pelo contrário, eu pelo menos senti um pavor dos dois, mas entendo que a solidao é algo que destrói qualquer tipo de humanidade em uma pessoa. O trabalho da attriz Adriana Aizemberg, hanitueé dos filmes de Daniel Burman, faz um trabalho sensacional. A sua Rosa é algu;em desprezível e digno de piedade. Talvez a falta de umas situacoes mais invasivas dos personagens, que nos mostrassem mais deles, fizeram falta ao filme. Nota: 7

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Hasta la vista: venha como você é

"Hasta la vista", de Geoffrey Enthoven (2011)
Philip (o paraplégico), Lars ( O cadeirante com tumor terminal)e Josef ( o quase cego) são três deficientes que moram na Bélgica, totalmente dependentes de seus ppais, que vivem para eles. Nesse universo tão sem privacidade, os amigos teem um desejo: de visitar um puteiro em uma cidade da Espanha, para poderem perder a virgindade. O que parecia apenas uma fantasia assume ares de realidade quando os 3 juntam dinheiro e fogem, alugando uma van clandestina, comandada por uma motorista de poucas palavras. Os pais, desesperados, correm atrás dos fujões, enquanto a história se desenvolve em relacão ä amizade e conflitos dos 3 amigos e a motorista. Comovente filme belga, que através de uma história que parecia tão bizarra, faz acreditar na amizade e nos limites da convivencia humana, amparada por questões da dependencia fisica e emocional. O grande trunfo do filme é a atuacão do elenco, principalmente dos 3 amigos e da motorista, todos soberbos e altamente criveis. Se não fosse uma cena lúdica, que mostra os 3 atores sem as suas deficienias, eu teria acreditado que todos eles são ttealmente deficientes. É impressionante a performance. Mesma coisa a atriz Isabelle de Hertogh, que interpreta a motorista. Ela s emostra totalmente sme vaidades, fazendo um personagem dif;icil, que sofre bullying constantemente de Philip e Lars, que a xingam, pelo fato dela teoricamente não entender a lingua local. O filme é quase um road movie, e claro, nessa viagem, tinha que haver a famosa transformacao dos personagens. Filme de estrada é isso, é o divã de todo cineasta. A trilha sonora, a cargo do grupo Melvis and Papermouth, e claro, da musica romantica "Et si tu n'existais pas", de Joseph Dassin, que toca exuastivamente no filme. Nota: 8

Rec 3 - Genese

" Rec 3- genesis", de Paco Plaza (2012)
Koldo e Clara são noivos e estão celebrando a cerimônia de casamento junto de familiares e amigos. O primo de Lodo, Adrian, grava toda a cerimônia. Uma equipe de filmagem também grava o evento. De repente, o tip de Adrian, que foi mordido por um cachorro antes de chegar no casamento, comeca a passal mal e vomita. Em seguida, comeca a morder as pessoas. A partir daí, as pessoas mordidas se tranformam em zumbis, e o pandemônio é geral. Koldo acaba se separando de Clara na confusão e um precisa descobrir o paradeiro do outro, enquanto tentam lutar pela sua sobrevivência. Ao contrário do que muitos pensam, esse filme não acontece depois de "Rec 2", e sim, acontece paralelo ao evento do prédio cercado no centro de Madri.Paco Plaza, c-diretor dos utros filmes da série, junto com seu amigo Jaume Balagueró, assume sozinho a direcão. O estilo narrativo continua o memso, com o diferencial que nem sempre as imagens são sbjetivas. Aqui, ele mistura com imagens objetivas, sem ser ponto de vista de uma câmera. Além disso, ele trouxe humor, mesclando momentos de suspense com puro humor negro, e referencias a vários filmes B. O elenco está ok, se bem que, por conta dessa mescla maluca de com'dia e drama, alguns personagens soem toscos e até mesmo trash. A cena da heroína Clara tomando posse de uma serra elétrica brinca com "O massacre da serra elétrica", com a personagem empunhando insanamente o quipamento e mandando ver nos cortes de cabeca. A cena do Padre rezando missa e parando todos os zumbis também é bem duvidosa. Muito, muito estranha. O desfecho brinca até mesmo com um filme de gangster, "Bonnye e Clyde". Sim, diverte, mas também causa aquela inevitável sensacão d ejá ter visto esse filme milhares e vezes. Depois do seriado "The walking dead", fica muito dificil descobrir origininalidade nesse tema dos humanos raivosos. Nota: 5

Elles

"Elles", de Malgorzata Szumowska (2011)
Anne (Juliette Binoche)é uma jornalista bem-sucedida, casada e com 2 filhos. Anne trabalha para a revista ELLE e escreve uma matéria sobre jovens protitutas em Paris. Anne entra em contato com 2 garotas: Charlotte, que mora em um conjunto habitacional e tem pavor da pobreza, e Alicja, uma polonesa que para se virar em Paris, entrou para o ramo da prostituicão. A cada entrevista, Anne vai se envolvendo cada vez mais nesse mundo sórdido e fetichista, e as revelacoes das jovens, que narram as frustracões dos maridos, a fazem enxergar para o próprio umbigo e para a sua relacão familiar. A principal e talvez a única boa razão de assistir a esse filme seja Juliette Binoche. O filme tem fortes cenas de sexo, não explicito, mas fetichista, que pode incomodar alguns. A temática não é nova, e abusando dos clichës, o filme não acrescenta muito. Binoche arraza no papel , mas a sua personagem merecia um desfecho mais surpreendente do que uma releitura do final de " Marcas da violência", de Cronemberg. As outras duas jovens atrizes atuam bem e defendem os seus papéis como podem: Anais Demostire, no papel de Charlotte, e Joanna Kulig, como ALicja, a polonesa.É um filme delicado, com bela fotografia e atmosfera climática. Mas algumas cenas, como por ex, o jantar final, onde Anne imagina todos os homens presentes, é de qualidade duvidosa: o homem nú tocando violão é simplesmente ridículo. Not: 6

Um cara que mata pessoas

"Some guy who kills people", de Jack Perez (2011)
Ken é um homem de 34 anos que na Universidade, sofreu bullying de seus amigos do time de futebol. Após tentar o suicídio, ken foi internado em uma clínica para pessoas probleáticas. 10 anos depois, ele é liberado para convívio, mas continua em estado de profunda depressão. Acaba conseguindo um emprego como attendente de uma lanchonete da cidadezinha. O seu amigo Irv trabalha com ele, e Ken tenta uma reaproximacão com sua filha Amy de 11 anos, que mora com sua ex-esposa. Porém, crimes vão acontecendo, envolvendo os integrantes do time que vão morrendo um a um, e claro, ken é considerado o principal suspeito. Divertido filme dirigido ppor Jack Lopez, um insano cineasta que dirigiu o clássico do tras "megashark vc Octopus", e que, aqui, mistura vários gêneros em um mesmo filme: suspense, comedia de humor negro, drama familiar e romance. E acreditem a mistura até funciona, apesar da comedia muitas vezes errar no tom e atingir o pastelão. Mas as ótimas atuacões de Kevin Corrigan e Ariel Grade, além da presenca de Karen Black, atriz famosa por participacões em Filme B, no papel da dominadora mãe de Ken, fazem o filme ter pontos acima. Sim, é clichê, mas tem uma boa reviravolta na história, e as cenas de morte, violentas, nem assustam, pois chegam a ser toscas. Valeu como curiosidade e para provar que nem todo filme B e que parodia o terror precisa ser trash. Nota: 6

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Á beira do caminho

de Breno Silveira, (2012)
"Á beira do caminho", de Breno Silveira. 2 palavras resumem o filme : Perdão e perda. Dentro desse conceito, Breno Silveira constrói um filme voltado 100% para a emocão, para tocar no espectador fragilizado por dramas humanos de encontros e desencontros. Emoldurado pelas cancões de Roberto Carlos, que inclusive narram a história emocionalmente falando, o filme encontra na interpretacão do elenco principal uma forca que impregna a tela de humanidade: João Miguel, Vinicius Nascimento e Dira Paes. Muito difícil não comparar o filme a "Central do Brasil". O tema da busca pelo pai que abandonou a crianca, o road movie, a relacão de 2 pessoas estranhas, um adulto e uma crianca que transforma os dois. A convivência como rito de passagem e descoberta. A fotografia e cämera de Lula Buarque são belas, um lugar comum para os filmes de Breno Silveira, que adora um por do sol. O filme suscitou polëmicas ao final da sessão. Houve quem o achasse maniqueísta, manipulador, óbvio. Eu me achei nesse road movie e admirei cada fotograma e melodia. Amo melodrama, e Breno Silveira não esconde que a sua intencão era pegar o espectador pela alma e coracão. Nota: 8

domingo, 15 de julho de 2012

A casa silenciosa

"Silent house", de Chris Kentis e Laura Lau (2012)
Sarah ( Elizabeth Olsen) e seu pai, John, retornam para uma casa aonde eles passaram a infância de Sarah. Lá, eles pretendem reformar a casa para poder vendê-la. O irmão de John, Peter, também os ajuda. Peter no entanto, resolve pegar o carro e ie até a cidade. Assim, Sarah e John entram em casa e comecam os preparativos da mudanca. Porém, Sarah comeca a estranhar os ruídos e situacoes bizarras vão acontecendo, fazendo com que ela ache que uma pessoa estranha os espreita. Ela pede ajuda ao seu pai, mas ele é atacado e fica desmaiado. O tio Peter retorna, e juntos, tentam desvendas os segredos da casa. Ótima refilmagem do filme uruguaio, "A casa muda", de Gustavo Hernandez. Assim como o seu original, os diretores da nova versão ( a dupla Chris Kentis e Laura Lau , que também dirigiram "mar aberto", um angustiante suspense sobre um casal imerso no mar infestado de tubarões)também fazem aqui o mesmo exercício estilístico: um único plano sequência, revelando o pavor dos personagens em tempo real. Porém, foi revelado que o filme se consiste em 10 planos, unidos para dar a sensacão de ser um unico. Mas é praticamente imperceptível ver aonde estão esses cortes. Aqui nessa versão, nao tem como eu não citar 2 itens fundamentais para que o filme tenha me agradado tanto: Em primeiro lugar, o absolutamente extreordinário trabalho de Elizabeth Olsen. Eu já a havia visto também no ótimo "Martha Marcy May Marlene", que infelizmente nunca entrou em circuito. Aliás, os personagens são bem próximos, não posso falar muito para nao configurar spoiler. Ela está incrível, e suas expressões de pavor são altamente críveis. Todo ator que fosse fazer um filme de terror deveria ver a sua performance. Outro item é o impressionante trabalho de câmera, a cargo de Igor Martinovic. tem horas que você não sabe como foi feito movimento. Assim como o original,o nível de adrenalina aqui é altíssimo, vai num crescendo de deixar o espectador aos pulos. Pode ser que a resolucão final desagrade a muita gente, mas isso eu relevo, dado o preciosismo do filme em querer manter a sua premissa, o do filme em tempo real. Valeu super a pena. Nota: 9

sábado, 14 de julho de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Na estrada

"On the road", de Walter Salles (2012)
Dean Moriarty (Garret Hudlund) e Sal Paradise ( Sam Riley) são dois amigos que se encontram em Nova York dos anos 40 e resolvem seguir estrada para poder se inspirar e escreverem os seus livros. Após a morte do pai de Sal, esse impulso de seguir rumo ao desconhecido toma rumo. Sem dinheiro e sem planejamento, eles vão de cidade em cidade, em busca de inspiracão. Junto deles, segue Maryllou (Kristen Stewart), uma amalucada de Denver que namora Dean, e por quem Sal tem uma paixão platonica. Dean busca por seu pai, que o abandonou, e Maryllou deseja ter algo sério com Dean. Porém, dean engravida e se relaciona com Camiile (Kirsten Durnst), provocando ciumes em Maryllou. Mas Sal e Dean não nasceram para ficar fixos em um lugar, e pelo caminho, conhecem muitos outros tipos estranhos, amigos literarios e solitarios, que buscam através do sexo e das drogas, um alento para as suas vidas sem perspectiva. Belissimo filme de Walter Salles, co-produzido por Coppola nos Eua, e na Franca, por Martin Karmitz,um dos poderosos da cinematografia local. O filme, como em outras obras de Salles, tem uma fotografia estraordinaria, a cargo de Eric Gaultier, que tambem fotografou "Na natureza selvagem", de Sean Penn, e "Diarios da motocicleta", do proprio Walter Salles. As locacoes, dificeis de se encontrar, foram meticulosamente descobertas atraves de uma pesquisa ardua, posi Salles quera mostrar locais virgens. A trilha sonora composta popr Gustavo Santaolalla é pereada por tons jazzisticos, que evocam o clima dos Estados Unidos dos anos 40 e 50. O mega-elenco, além do trio principal, é composto por Viggo Mortensen, que interpreta oi alter ego de Willian Burroughs, além de Amy Adams, ALice Braga, Steve Buscemi ( em participacao hilaria)e em excelente elenco de apoio. Tudo isso parecia ser a receita de um bolo formidavel. Porem, o filme resulta longo ( 140 minutos), o que compromete bastante o ritmo. Nessa intermiável odisseia, a narrativa flui muitas vezes fria, e as cenas de sexo e uso de drogas, que pela evocacao do livro e da geracão beat, deveriam ser mais realistas e cruas, na tela ficam assépticas, sem tesao. O que é uma pena, porque o filme merece ser visto, mesmo com tantas observacoes. A qualidade do produto final é de se encher os olhos, pis a direcao de arte, os figurinos, tudo impressiona pela qualidade. Salles fez um filme tecnicamente brilhante, mas infelizmente sem ser 100% emotivo, que provoque um sintoma de "que doidiera", a grande motivacao da geracao dos poetas beats. Vale também pelo ótimo trabalho do trio formado por Sam Riley, Garret Hedlund e Kristen Stewart, formidáveis em suas performances. Nota: 7

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Era do gelo 4

"Ice age 4- Continental drift", de Steve MArtino e Mike Turmeier (2012)
Comentarios em breve Nota: 7

Os 3 patetas

"The 3 stooges", de Bobby e Peter Farrelly (2012)
Baseado na famosa série cômica dos anos 50, "Os 3 patetas" conta a história de Moe (Chris Diamantopoulos) , Moe (Sean Hays) e Curly (Will Sasso), trés amigos que foram abandonados bebês na porta de um orfanato. Totalmente sem nocão, os três crescem, tocando todo o tipo de terror e azucrinando as freiras que comandam o local. As freiras fazem de tudo para se livrar deles, sem sucesso. Os anos se passam e os treês patetas continuam morando lá, inclusive ajudando na manutencão do local. Um dia, as freiras recebem uma notificacão do dono do imóvel, que deseja a casa de volta. Desesperadas , a sfreiras ficam entristecidas, e emcoionaos, os três patetas resolvem seguir pra cidade e tentar conseguir dinheiro para salvar a instituicão. Acabam reencontrando um ex-interno do orfanato, Teddy, hoje milionário. A Noiva de Teddy, Lydia, planeja um golpe com o seu amante, para matar Teddy e ficar coma fortuna. Os três patetas, sem querer, acabam ajudando Teddy a lutar contra os bandidos. Divertida comédia, dirigida pelos politicamente incorretos Irmãos Farrely, os mesmos de "Quem vai ficar com Mary". Eu era fã do seriado desde crianca. Mas alguns amigos odiaram essa versão cinematográfica, o acharam bobo. Bom, o filme é muito fiel ao seriado, as gagas viauais e principalemnte, a violência dos personagens, que vivem se batendo, se espancando. Talvez essa seja a razão do filme ter sido um fracasso nos Eatados Unidos e mundialmente. A violência gratuita, os personages resolvendo tudo na base da pancada. Mas temos que lembrar que o filme tem um quê de cartoon, que por sua vez, também são violentos. Inclusive, no final, 2 atores surgem, no lugar dos irmãos Farrely, dando dicas de seguranca e mostrado que toda a violência exibida no filme era trucada, evitando que as criancas o repitam em casa. Os 3 atores que interpretam Moe, Larry e Curly estão ótimos, perfeitos em suas composicões. O elenco de apoio, com Jennifer Hudson e Jane Lynch (a treinadora Sue Sylvester de "Glee" estão bem em seus pequenos papéis. A trama é dividida em episódios, e sim, é ingênua, mas como falei, é bem fiel ao seriado. As piadas em sua maioria são hilárias. O ritmo tem um ritmo irregular,e isso compromete a dinâmica da comédia. Mas como é um filme dos irmãos Farrely, eles tentam criticar tudo: Reallity shows, programas de assistências sociais, etc. Infelizmente vai ser um filme que poucos irão gostar, pois fazer um filme sobre os três patetas sôa anacrönico para os dias de hoje. Para os fãs, fica-se a nostalgia. Matei as saudades, e por conta disso, fiquei satisfeito, mesmo o filme não sendo perfeito. Um ponto alto é a trilha sonora, recheada de cancões pop. Nota: 7

terça-feira, 10 de julho de 2012

Hemel

"Hemel", de Sasha Polak (2012)
Hemel(Hsnnah Hoekstra) e' uma jovem de 20 e poucos anos, que passa as suas noites procurando por diversao e sexo nos bares e boites da cidade em que mora, na Holanda. Ela nao prcura amor, apenas sexo. Em uma de suas investidas, um argelino faz carinho apos a relacao, mas ela o despreza e o manda emora. Os pais de Hemel sao divorciados, e ela matem contato com o pai, um leiloeiro conceituado. Assim como Hemel, Gijs tambem e' promiscuo. Porem, um dia, ele anuncia um namoro firm com a sua assistente, o que desestabiliza emocionalmente Hermel. Belo drama com fortes cenas de erotismo, favorecido pela sua magnifica fotografia, uso de camera e claro, pela performance sensacional da atriz Hannah Hoekstra. Ela confere verdade ao personagem, se entregando de corpo e alma, se expondo por completo e demonstrando todas as variacoes de personalidade que o personagem exige. Muitas das cenas noturnas posssuem elegancia e estilo, e a trilha sonora, que pontua quase que o filme inteiro, da um clima de melancolia necessarios para a historia. A critica em sua maior parte faz uma analogia ao filme a " Shame", dizendo ser uma versao feminina do mesmo. Faz sentido: estao la' a busca desesperada por sexo, a questao do incesto, a solidao, o caos emocional, a ideia do suicidio. Um filme que vale a pena ser visto, um produto para um publico adulto e que faz pensar. Nota:8

HeadHunters

"Hodejegerne", de Morten Tyldum (2011)
Na Noruega vive Roger Brown (Aksel Hennie), um headhunter (recrutador) de uma grande empresa de sucesso. Porém, para manter a sua vida de alto luxo, e satisfazer os caprichos de sua bela esposa, Roger mantém uma vida dupla como ladrão e falsário. Ele rouba quadros famosos e os troca por cópias. Como parceiro do crime, temos um policial que entra no sistema anti-roubos das casas incvadidas e as destrava. Um dia, Roger entrevista Clas Greve (Nikolaj Coster-Waldau, o Jaime de "Game of thrones"). Roger descobre que Clas possui uma obra raríssima em casa, e resolve ir lá roubar. Porém, Clas reserva a ele outras surpresas, o que fará Roger se meter em muitas enrascadas e um jogo de gato e rato. Divertido filme de acão e suspense, nos moldes de "Identidade Bourne", e que vai surpreeendendo sempre pelo seu roteiro imprevisível e cheio de reviravoltas. Um ponto alto é a atuacão de Aksel Hennie, incrível como o anti-herói Roger. O seu personagem é daqueles que comecam odiosos, e depois vamos torcendo a favor. Muitas cenas antológicas, principalmente a que Roger precisa se esconder debaixo de um monte de merda. Sim, o roteiro tem muitos furos, muitas , mas muitas mentiras das brabas. Mas liguei o foda-se e resolvi entrar na brincadeira narrativa que o filme proporciona, e saí satisfeito. A montagem, fotografia, trilha sonora, tudo funciona a contento. Um ótimo trabalho de direcão. Um filme divertido que logo vai virar cult. Nota: 8

domingo, 8 de julho de 2012

Agonia de uma vida

"Thunder on a hill", d Douglas Sirk (1951)
Comentarios em breve Nota: 8

Mega Shark vs Crocosaurus

"Mega Shark vs Crococaurus ", de Christopher Ray (2010)
No Congo, durante uma expedicao em busca de diamantes, o Crocosaurus, uma especie de crocodilo gigante e' liberado. Ele dizima quase todo o grupo. Paralelo, um navio de guerra, chamado de USS Gibson, faz uma rona pelos mares do Oceano Pacifico, em busca do Mega Shark, um super tubarao que ataca tudo o que enconra pela frente. Cabe a um grupo de militares e a um cacador de aventuras a missao de liquidar os monstros pre-historicos. Essa e' a continuacao do inacreditavel "Mega Shark vs Giant Octopus". Nem precisa dizer que os dois filmes sao podreira total. A Global Asylum e' uma produtora de filmes trash, mas que se utilizam de efeitos digitais e que, por incrivel que pareca, tem orcamento o suficiente para dar uma cara mais digna aos seus filmes. Ao assistir ao filme, fiquei o tempo todo pensando" Caramba, mas eles gastaram uma grana nisso aqui!". O filme tinha tudo para ser um classico do genero. Fico imaginando que a garotada deve se divertir bastante, principalmente nas pessima scenas onde o Mega Shark aparece. Os efeitos sao os piores possiveis, inclusive a escala do tamanaho do bicho toda hora muda, tem horas que parece gigantesco, outras que parece menor. Mesma coisa o crocosaurus, divertidissimo. A cena que ele devora uma exploradora 'e tao mal feita, que foi impossivel nao rir. O problema e' que o filme as vezes tenta ser serio,e ai estraga o prazer. Mas mesmo assim, da pra se divertir bastante com esse nonsense todo. A cena final 'e antologica de tao ruim hehehe. Eu ja escrevo essas linhas me lembrando das cenas e rindo comigo mesmo. Nota: 5

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Bem amadas

"Les bien aimés", de Christophe Honoré (2011)
Em 1967, Madeleine (Ludivine Saigner) [e uma jovem que trabalha em uma sapataria. Sonhadora e romäntica, Madeleine deseja tem uma compulsáo sexual, que faz com que ela se prostitua para satisfazer os seus desejos. Um dia, ela conhece o medico Jeromil, um jovem Tcheco que mora em Paris mas que quer voltar para a Tchekoslovaquia. Apaisonados, ela segue em viagem com ele. Eles tem um filho, Vera. Mas a chegada dos russos em Praga, a revolucão de Praga e o comunismo, mas a trao;ão de Jeromil,fazem com que Madaleine volte para Paris levando sua filha. Os anos se passam, Madeleine se casa com um guarda do Governo, Francois. Mas Jeromil, agora comunista, retorna para rever o grande amor de sua vida. Assim, os anos se passam mais uma vez, e Madeleine, dividida entre o amor de dois homens. Vera (Chiara Mastroiani), já adulta, nos anos 90, conhece o músico Henderson (Paul Schneider), mas ele se revela gay. Vera não esconde jamais a sua paixão por ele, que confidencia para ela ser portador do virus da AIDS. Ao mesmo tempo, Vera esnoba o amor que Clemente (Louis Garrel) , seu colega na escola, sente por ela. Belo drama musicado de Honoré, que já havia experimentado o gênero no excelente "As cancões de amor". Aqui, Honoré faz uma explícita homenagem ao cinema de Jacques Demy, com referências a 'Os guarda-chuvas do amor". O amor dolorido, as trai;ões, a melancolia, a depressão amorosa, tudo isso aliado ao contexto político dos anos 60, mais o advento da chegada do vírus da AIDS. Ambicioso em sua temática e na estrutura, o filme viaja por vários países (Tchecoslovaquia, Inglaterra) para dar vazão aos seus ideais de liberdade. O filme é longo, 135 minutos, e poderia ter sem dó 30 minutos a menos. O elenco é o grande trunfo do filme: Além da mãe e filha na vida real, Catherine Deneuve e Chiara Mastroiani, temos o enfant terrible Louis garrel , mais uma vez interpretando aquele seu tipo blasé, e o coneasta Milos Formna, que dá vida a Jeromil idoso. Paul Schneider, na pele de Henderson, está excelente, e a surpresa fica por conta do ator Radivoje Bukvic, que interpreta Jeromil jovem. Ele é ótima presen;a em cena e sedutor na medida certa. De uma forma geral, é um filme nostálgico, em sua estrutura musicada. Para o espectador que se delicia com os filmes de Demy, será um prazer. Para quem não suporta os personagens que saem cantando por aí, o filme pode ser uma tragedia. Nota: 7

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A cidade das almas perdidas

" The hazard city- City of lost souls", de Takashi Miike (2000)
Em Tokyo, Mario, um brasileiro mestiço, metade japonês, metade negro, resgata kei, uma chinesa, de ser deportada para a China. Apaixonados, ambos resolvem fugir para a Austrália. Porém, um mafioso chinês, Ko, que sempre amou Kei, resolve tentar pegá-la de volta. Mario e Kei , junto de dois amigos brasileiros, resolvem roubar uma maleta cheia de dinheiro, pertencente à mafia, mas roubam uma carga de cocaína por engano. Decidem vender a droga para um radialista brasileiro, mas os mafiosos descobrem e sequestram Clara, a filha adotiva de uma brasileira , Lucia, ex-namorada de Mario e prostituta. Mario decide se vingar e resgatar Clara. Sou um grande fã dos filmes de takashi Miike, que já filmou mais de 60 longas em pouco tempo , rendendo a incrível média de 3 filmes por ano! Miike nunca teve um filme lançado comercialmente no Brasil, mas por aqui, ele é considerado cult, ainda mais depois que tarantino ter dito ser um grande fã de seus filmes. Autoral, Miike trabalha com todos os êbrosÇ comédia, musical, terror, drama, infantil e até mesmo tem utilizado muita computação e feitos em seus filmes. Aqui em " Cidade das almas perdidas", Miike resolveu apelar e msiturou quase tudo num único produto. O resultado: um legítimo " samba do crioulo doido", um filme que pode agradar ou criar um ódio eterno entre os seus espectadores. Metade dos ersonagens fala um português ridiculo, dublados , além de Miike ter extrapolado nos clichês da cultura brasileira: o bar ponto de encontro se chama " BArquinho", todo mundo samba, todos são malandros. O filme está no limite entre o trash e um produto de entretenimento. Miike abusa das referências de cartoon. Por ex, numa cena, Kei e Mario pulam de helicóptero e ao cairem no chão, nada sofrem. parece uma cena de " pernalonga". Se o espetcador estiver num momento em que vai achar tudo divertido, o filme pode se transformar em um cult instantaneo. Dependendo do ponto de vista, ele é realmente hilário. Tivesse uns 20 minutos a menos, o filme seria muito melhor. Ele tem uma enorme barriga lá pelo meio. De qualquer forma, fico imaginando o quanto tarantino deve gostar desse filme. A destacar, a presença do ator brasileiro Marcio Rosario, no divertido papel do radialista traficante. Nota: 6

Adeus, primeiro amor

" Une amour de jeunesse", de Mia Hansen-Love (2011)
Camille e Sullivan são 2 adolescentes de 15 anos, e vivem na Paris de 1998. Apaixonados e com muitos planos pela frente, ambos vão levando a vida de namorados perfeitos. Um dia, Sullivan diz a Camille que deseja seguir com os seus amigos numa viagem pela America do Sul, uma viagem de descoberta e de aventura. Camille se opõe, diz que não conseguirá sobreviver 8 meses distante do namorado. Mas Sullivan é irredutível, e promete a Camille que sempre pensará nela e que não se relacionará com outras jovens. Camille entra em estado de profunda depressão, apesar dos apelos de sua mãe em dizer que esse amor adolescente logo se apagará, e que ela deve procurar outro namorado. Mas o amor de Camille é incondicional, e ela decide aguardar pelo retorno de Sullivan. Mas os anos se passam, e chegamos no ano de 2007, quando Sullivan surge de volta ä vida de Camille. Mia Hansen-Love, dirigiu esse filme após o excelente "O pai de minhas filhas", infelizmente nunca lancado aqui no Brasil. Em "Adeus, meu primeiro amor", Hansen-love experimenta falar sobre um amor para toda a vida, aquele que deixa as pessoas doentes e deprimidas. CAmille dá voz a essa personagem atormentada e sofredora, provando que esse tipo de paixäo avassaladora ainda persiste nos dias de hoje. A fotografia do filme é muito bonita, assim como o uso de músicas romänticas indies, que reforcam a jovialidade dos personagens e da história a que se pretende narra. Curiosamente, a diretora manteve o mesmo visual dos atores pincipais, que em 10 anos de história, mantem a mesma aparência, sem envelhecer. Talvez para dar a idéia de que, para Camille, o tempo não passou. A segunda parte da história, que se segue anos depois da partida de Sullivan, é a menos interessante. A impressão que se deu é que a diretora encheu muita, mas muita linguica, porquê chega uma hora que a narrativa não avanca. Surgem muitas cenas de passagens de tempo, muitas cenas descritivas de Camille em seus estudos, trabalho, seu relacionamento com o seu professor de arquitetura. E só muito depois, Sullivan ressurge. O filme torna-se arrastado e cansativo. 30 minutos na história teriam sido cruciais para manter o interesse. Vale pelo trabalho da dupla principal, bons atores, e pelas belas locacões em Berlin e outros países da Europa que surgem na trama. Nota: 6

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Siberia, Meu amor

"Sibir, monamur" de Salav ross (2011)
Ivan e seu neto Leisha moram em um vilarejo afastado da cidade, no meio de uma floresta, na cidade de Taiga, Sibéria. O vilarejo é rodeado por cães selvagens, que atacam e devoram tudo o que encontram pela frente. Leisha aguarda ansioso o retorno de seu pai, um soldado que estã no campo de batalha. Nesse ambiente hostil, avô e neto tentam sobreviver, â base de pequenas caças e da comida que o Tio de Leisha, Yuri, traz da cidade, contra a vontade da esposa de Yuri, que acha que o alimento não é suficiente nem para alimentar a sua própria família. Mas Yuri é um homem de bom coração e resolve trazer a comida sssim mesmo. Porém, no retorno para casa, ele é atacado pelos cães e nao resiste aos ferimentos. Paralelamente, temos a história de dois soldados russos, que vão até a cidade na missão de trazer uma prostituta para legar a vida do comandante. E também, uma outra história sobre 2 malandros que vivem de pequenos furtos. Todas essas histórias convergirão para um final dramático. Curioso como dois dos filmes que vi recentemente que mais me impactaram são russos. O primeiro, se chama " Minha felicidade". "Siberia meu amor" tem muitas semelhanças com o outro filme citadoÇ ambos se passam na Russia rural; ambos são estruturados em pequenas histórias que se convergem para um desfecho dramático; ambos falam sobre medo, tensão, violência, traição, instinto de sobrevivencia. O elenco está excelente, com destaque para Pyotr Zaychenko e Mikhail Protsko,que interpretam respectivamente avô e neto. Um dos pontos altos do filme é a fotografia: caraca, que imagens impressionantes. Me lembram o melhor das imagens de Tarkovsky, de onde o filme tira referências. O clima de constante desolação, da natureza bela e sufocante, os closes desamparados dos seus personagens. As cenas com os cães são muito bem dirigidas, e fiquei impressionado com a naturalidade, parecia até que os ataques eram reais. É um filme de fortes emoções, para corações duros. Mostra uma Russia desencantada, sem perspectivas. Durante o filme, me senti angustiado, e pensava o tempo todo: esse diretor rwalmente deve odiar os seus personagens. Mas acreditem, vale a pena assistir. Para quem curte um bom filme de arte, e que não se incomodem com cenas de violência, essa é a pedida. Nota: 9

terça-feira, 3 de julho de 2012

O espetacular Homem-aranha

" The amazing spider man", de Marc Webb (2012)
Peter Parker (Andrew Garfield) é um adolescente nerd que mora em Nova York. Parker mora com seu tio Ben (Martin Sheen) e Tia May (Sally Field)desde criança, quando os seus pais o largaram lá e foram embora. O pai de Parker era um cientista que trabalhava em conjunto com o Dr Curt Connors (Rhys Ifans), mas acabou morrendo com sua esposa em um acidente de avião. Parker tem uma paixão platônica por Gwe Stacy (Emma Stone), uma brilhante estudante, que trabalha como coordenadora no laboratório onde se encontra o DR Connors. Ao se inscrever em um programa de estagiários, Parker toma conhecimento da pesquisa que Connors está organizando, sobre a fusão genética entre seres distintos. Acidentalmente, Parker é picado por uma aranha e passa a sentir sensação estranha e o aparecimento de poderes fora do comum, se tornando, em breve, em o Homem-aranha. . Por outro lado, Dr Connors se faz de cobaia de seus experimentos, ajudado por Parker, e se tranforma no Lagarto. Impossível não fazer comparações com o filme de Sam Raimi, ainda tão presente em nossas mentes. O filme de Raimi era mais fiel aos quadrinhos, uma vez que até a escalação do elenco tinham traços mais convincentes. Sally Field está muito jovem para interpretar a Tia May, e Emma Stone, muito velha para interpretar uma adolescente de 17 anos. Andrew garfield está ótimo, ele tem o physic de role pro personagem. Simpático, o personagem de Garfield transmite ingenuidade e timidez o suficiente para fazer de seu Parker um cara muito bacana, assim como era o de Tobey Maguire. Um ponto fraco é o roteiro: cresci lendo gibis da Marvel, e nunca me passou pela cabela não existir o personagem de J. Jonah, o arrogante chefe de Parker na redação do jornal. O que eu achava divertido era a relação do patrão e do emoragado, no caso, o Parker fotógrafo, que conseguia uns trocados vendendo fotos exclusivas do Homem-0aranha, que somente ele conseguia. Essa dupla rendia ótimas piadas, e inclusive no filme de Sam Raimi, o ator que interpretava J.Jonah, J.K Simmons, era sensacional. Ainda falando de roteiro, no filme existem muitas situações que os roteiristas driblaram de uma forma muito simplesÇ ignoraram a lógica. Por ex, na cena que Homem-aranha é feito prisioneiro pelos policias, ele estava algemado, com as mãos nas costas. E d erepente, essas algemas sumiram! A cena também que os manobristas de guindastes resolvem ajudar o Homem-aranha..hum, sei nçao...meio estranho, né. ISso sem falar nas inúmeras cenas de treinamento de Parker para virar o Homem-aranhaÇ gente, nçao existe uma única alma viva nas ruas de New York, que veja Parker treinando!!!!! Mas tudo bem, pipoca é pipoca, e eu não sei que não devemos ser tao chatos assim. Por isso, divirtam-se, sei que muitos preferem essa versão, mas eu que vos falo, fico com a anterior. Nota: 7

domingo, 1 de julho de 2012

E o noivo voltou

" No room for the groom", de Douglas Sirk (1952)
Alvah (Tony Curtis) é um soldado em serviço, que dã uma espacada de suas obrigações militares e se casa ás pressas com Lee (Piper Laurie). Porém, na noite de lua de mel, uma catapora o deixa doente, adiando a noite de núpcias. Alvah volta para o exercito, e, 10 meses depois, ao voltar para casa, descobre que ela foi tomada pelos parentes de lee, incluindo sua mãe dominadora e manipuladora. Os desejos da mãe de Lee são que ela se case com um dono de uma empresa de cimento na cidade local. Mas a purea de Alvah, que planta uvas em suas terras, convencem Lee de que o melhor caminho é o amor verdadeiro, e não a gana pelo dinheiro. Simpática e ingenua comédia de Douglas Sirk, mais famoso por seus melodramas do que por suas comédias. Aqui, o filme tem um ritmo lento, as piadas, salvo uma ou outra, são pouco inspiradas. A presença de Tony Curtis dã uma luz ao filme, que tem até um tema adulto para a época em que foi lançado, que é a do homem que deseja transar com sua noiva de qualquer jeito. O filme dá uma boa driblada na censura, provocando gags que substituem um provável tom apimentado, mas não sai muito disso. Fia a curiosidade de se assistir a um filme menor do mestre. Nota: 7

Juan dos mortos

" Juan de los muertos", de Alejandro Burgues (2011)
Juan é um quarentão que vive em Havana, sem fazer absolutamente nada, vivendo de pequenos bicos, ao lado de seu amigo Lazaro, outro vagabundo. Um dia, numa pesca, dão de cara com um zumbi nadando, e o matam. Porem, não dão muita importância ao fato. Ao retornarem para a cidade, percebem que a mesma se encontra infestada de zumbis. O governo cubano acredita que os mortos-vivos são dissidentes do Governo americano e que vieram para Havana para acabar com o Governo de Fidel Castro. Juan vai matando os zumbis e acaba montando uma empresa, junto do filho de lazaro e de sua filha, Camila, que odeia seu pai Juan. O solgan da empresa: "Juan dos mortos, matamos seus entes queridos". Divertida e insana comédia de humor negro, dirigida por Alejandro Burgues. Mostrando uma Havana devastada pelo Governo socialista, com seus elevadores quebrados, os orelhões em mal-funcionamento, a pobreza extrema da população, o filme dã um as cutucadas no sistema, mas por ser financiado em parte pelo Governo Cubano, acaba que o herõi do filme é um patriota que desiste de fugir de seu Pais, e resolve ficar em terras cubanas para lutar contra o inimigo. O filme investe pesado em gagas visuais, em trapalhadas fisicas, sim, bem no estilo de " Os trapalhoes", e que, pasmem, acabam ficando toscamente deliciosos. Os diálogos são os piores possiveis, e por isso mesmo, caí a gargalhada. O que mais me chocou é que, para um filme de baixo orçamento, investiram muito em figuração e até mesmo alguns efeitos, como a visão do herõi vendo o fundo do mar infestado de zumbis, são bem-feitos. A trilha sonora ~e muito boa, com tipicos acordes latinos, e a cena final, incluindo os creditos, ao som de " My way", é antologico. Um filme que merece ser visto, mesmo que os seus 100 minutos sejam exagerados. Deveria ter uns 20 minutos a menos para poder ser melhor apreciado. Nota: 7