sábado, 31 de março de 2012

sexta-feira, 30 de março de 2012

Heleno


de José Henrique Fonseca (2012)

Cinebiografia do jogador Heleno de Freitas, que durante anos jogou pelo Botafogo, sua grande paixão, além de mulheres, cadillacs e luxo.
Heleno (Rodrigo Santoro) é um jogador temperamental, estourado, que acedita que apenas ele leva o time adiante, e considera que os seus colegas de time são todos ons frouxos e que não se dedicam intensamente ao clube. Bon vivant, Heleno é uma celebridade, mas gasta todo o seu dinheiro com mulheres e luxo. Os médicos suspeitam que ele está com sífilis, mas ele pede para que ninguém anuncie a sua doença, porque ele não quer ser dispensado. Heleno conhece Silvia (Aline Moraes), por quem se apaixona e se casa, mas mesmo asism, continua mantendo relação com uma cantora, (Angie Cepeda). O presidente do Botafogo acaba vendendo o seu passe para o Boca Juniors da Argentina, mas o frio e a solidão o deixam mal. Heleno retorna ao Brasil, mas continua o mesmo terror de sempre. O seu estado de saúde vai piorando, até que a sífilis ataca o seu sistema nervoso, deixando-o com sequelas. Heleno acaba sendo internado numa casa psiquiátrica em Barbacena, até vir a falecer , em 1959, aos 39 anos de idade.
O filme se sustenta basicamente por 2 itens irrepreensíveis: A fotografia de Walter Carvalho, e a interpretação de Rodrigo Santoro. São os dois que elevam o filme a um patamar de qualidade artística, que o distancia de um filme comercial. O elenco de apoio é bom, com destaque para Alinne Moraes, Erom Cordeiro e Angie Cepeda. O que estranhei é terem escalado Marcelo Adnet e Gregorio Duvivier para interpretar os locutores de uma partida. O filme vai para um caminho que não condiz com o drama pesado que estamos assistindo. Apesar de tanta pirotecnia estilística no visual, o filme tem um problema de narrativa: ele não tem emoção. O filme se passa friamente, distanciado. Acompanhei o filme, mas não consegui me aproximar muito da história. Tecnicamente, o filme é impecável: direção de arte, figurino, trilha sonora. O som na sala Artplex, aonde eu assisti, estava bem baixo, e quase não consegui ouvir a narração em OFF do personagem de Santoro. Mas elogio bastante a iniciativa do diretor José Henrique Fonseca, que peitou lançar comercialmente o filme em preto e branco, e sem apelar ao melodrama que seria um caminho fácil para o drama. Mesmo com as minhas observações, o filme vale super a pena.


Nota: 7

quinta-feira, 29 de março de 2012

A dançarina e o ladrão


" El baile de la victoria", de Fernando Trueba (2009)

Com o fim da Ditadura de Pinochet no Chile, o Governo concede anistia aos presos que não tiveram envolvimento com crimes relacionados a mortes. Assim, Vergara Grey (Ricardo Darin), famoso ladrão de carros-fortes, e Angel Santiago (Abel Ayala) são libertos e retornam para as suas vidas. Porém, as intenções de ambos são opostas: Vergara quer voltar para a sua mulher e filho, e desistir da carreira de crimes. Angel quer se vingar do Diretor do presídio, que comandou uma ordem de estupro contra Angel na prisão. Para concretizar essa vingança, Angel quer se juntar a Vergara e comandar um assalto ao cofre-forte do tesouro do Governo. Porém, Angel conhece por um acaso Victoria (Miranda Bodenhöfer), uma jovem bailarina, que ficou muda, após presenciar o assassinato dos pais durante a ditadura militar. Angel se apaixona por Victoria, e faz de tudo para ela ser aceita na Academia de ballet, do Teatro Municipal, que rejeitam bailarinas pobres.
Baseado em livro de Antonio Skarmeta, o filme, dirigido pelo espanhol Fernando trueba, foi indicado pela Espanha para o Oscar de filme estrangeiro em 2010, mas não chegou a ser finalista.
O filme tem um estranha mistura de drama político, romance, fantasia e comédia, em doses mais ou menos mal dosadas. Ricardo Darin está no piloto automático, e não parece se entrosar na história. O jovem Abel Ayala é simpático, mas o seu personagem é muito inverossímel, assim como a personagem de Victoria, que até agora, não entendi porquê frequenta os cinema pornôs e os usa como válvula de escape para suas fugas emocionais. A fotografa é bonita, as cenas de efeito são poéticas. Porém, o filme tem um ritmo muito arrastado, chato mesmo de acompanhar. E é muito longo também, mais de 2 horas de duração.
Uma cena merece destaque: o casal namorando debaixo de um casaco, durante uma chuva, sentados na praça.
O desfecho deixa a desejar, e recorre a um mega clichê de final feliz e romantico. Fiquei na dúvida se era real ou alguma projeção de fantasia da protagonista.

Nota: 6

terça-feira, 27 de março de 2012

Verão em L.A.


" August", de Eldar Rapaport (2011)

Troy retorna para Los Angeles, após anos morando na Espanha. Jovem, bonito e bem-sucedido, ele na verdade, tenta se reaproximar de Jonathan, seu ex-namorado, com quem namorou anos a fio. O sentimento de dor e perda o aflige e tortura. Troy acaba ligando para Jonathan e combinam de se encontrar. Para sua surpresa, Jonathan revela que está namorando um espanhol, Raul, e que vivem na mesma casa. Raul trabalha como barman e está de casamento marcado com uma amiga de Jonathan, apenas para ter direito ao Green card. Mas a paixão dos dois continua intensa, e sem jeito, Jonathan aceita um pedido de Troy para um menage a trois. O que não imaginavam, é que Troy e Jonathan se envolvem adrentemente, e Raul fica de fora.
Refilmagem do curta do mesmo diretor e com o mesmo elenco, chamado " Postmorten", de 2005. O curta fez um certo sucesso. Porém, o que funcionava em 16 minutos, torna-se enfadonho e muito chato em 100 minutos. O que sustenta e chama a atenção do espectador é a beleza do elenco, a paisagem magistral de Los Angeles e a bela footgrafia. de resto, apenas exposição de corpos e muito erotismo light. Falta dramaturgia, tudo é muito raso. O elenco está ok, sem grandes performances.
A trilha sonora é curiosa, com arranjos orientais, dando um clima meio exótico pra narrativa.

Nota: 5

domingo, 25 de março de 2012

L´Apollonide - Os amores na Casa da tolerãncia


" L´Apollonide, Souvenirs de la Maison Close , de Bertrand Bonello (2011)

Comentários em breve

Nota: 7

As mulheres do 6o andar


" Les femmes du 6e étage", de Philipe le Guay (2011)


Nos anos 60 em Paris, Monsieur Joubert (Fabrice Luchini) é um corretor de ações, que mora com sua esposa (Sandrine Kimberlain)em um prédio de classe média. Com uma vida aparentemente realizada, pai de dois filhos adolescentes, Joubert se vê repensando a sua trejetória de vida após conhecer a empregada Maria (Natalia Verbeke), que vem trabalhar em sua casa. Maria é espanhola, e assim como outras empregadas que rabalham no prédio, moram em minúsculos quartos no 6o andar. Apesar de viverem em situação precária, elas são felizes e animadas. Todas elas fugiram do governo de Franco, e de certa forma, possuem uma história triste. Aos poucos, Joubert vai se afeiçoando com Maria, provocando ciúmes em suua esposa, que acredita que ele está tendo um caso com uma cliente.
Deliciosa comédia de costumes, com um elenco excepcional, que inclui um time de damas espanholas, entre elas, Carmen Maura. Com um elenco desses, fica fácil o espectador ganhar a simpatia do filme. O roteiro é gostoso, e faz críticas à liberdade de expressão, à luta de classes, à questão familiar. Com um leve tempero nostálgico, que evoca boas lembranças, tanto no visual quanto na trilha sonora, o filme tem em seu mérito uma ótima fotografia e uma ambientação valorizada pelos figurinos e direção de arte. O roteiro pode ser ingênuo e até mesmo simplório, mas é inegável o seu charme. Natalia Verbeke, atriz argentina que mora na Espanha, é muito parecida com Cleo Pires, e é linda e talentosa. Uma bela surpresa.

Nota: 8

Hunger


" Hunger", de Steve Macqueen (2008)

Filme baseado em fatos reais, no caso a greve de fome implementada por Bobby Sands (Michael Fassbender) na Inglaterra do Governo de Margareth Tatcher, 1981.
Sands e outros revolcuionários exigiam que os presos do IRA fossem considerados presos policitos, o que não aconteceu. Tatcher implementou a linga dura contra os terroristas. Maltratados e torturados na prisão, os presos se rebelam. Enquanto isos, policias são assassinados a sangue frio pela ruas, a mando do IRA. Nesse clima de completo caos, Bobby Sands, em uma conversa com o Padre Don (Liam Cunningham), decide começar uma greve de fome. A partir daí, em seus 66 dias de calvário da fome, Sands ganha adeptos e seguidores entre os presos, até sua morte. Outros 9 presos também acabaram morrendo.
Forte e visceral drama, brilhantemente interpretado por Fassbender e outros atores desconhecidos. É impressionante a entrega de Fassbender ao personagem, em sua fase greve de fome, ele chegou a amagrecer mais de 30 kilos, ficando carne e osso, inclusive com costelas aparentes.
A fotografia é densa, a trilha sonora discreta e sensível. O roteiro, co-escrito por Macqueen (mesmo diretor de " Shame"), é forte, sem cair no didático. O filme tem uma cena corajosa, em termos de narrativa. O diálogo entre Bobby Sands e o adre Dom se consiste em um plano-sequência, câmera fica, com mais de 10 minutos de duração, com ambos os atores filmados de perfil. Uma ousadia, uma vez que numa cena densa dessas, o que se espera é ver os atores de frente. Mas a cena ficou ótima.
Um filme imperdível, e incrível que não tenha sido lançado aqui no Brasil. Ganhou o prêmio " camera d`or" no Festival de Cannes em 2008.

Nota: 9

sábado, 24 de março de 2012

Jogos vorazes


" The hunger games", de Gary Ross ((2012)

Comentários em breve

Nota: 7

12 horas


" Gone", de Heitor Dhalia (2012)

Jill (Amanda Seyfried) mora com sua irmã Molly em Portland. Ela trabalha em um restaurante de noite, e sua imrã está passando um tempo em sua casa, se recuperando do alccolismo. Jill passa seus dias na Floresta, em busca da caverna aonde ela, a dois anos atrás, foi sequestrada por um serial killer. Jill conseguiu fugir do seu algoz, mas a polícia não acredita em sua história, achando que tudo é fruto de sua imaginação. Jill tem um histórico de tratamento psiquiátrico e internação em clínica, o que favorece a desconfianã por parte dos policiais. Uma noite, ao voltar do seu trabalho, Jill não encontra a sua irmã, e desconfia que o serial killer veio para pegá-la, mas como ela não estava em casa, acabou sequestrando sua irmã. Jill vai até a polícia, mas novamente, ninguém acredita em sua historia, achando que Molly deve estar com o namorado em algum lugar. Jill resolve então ela mesma descobrir o paradeiro da irma, seguindo todos os passos do possível serial killer.
A estréia do cineasta Heitor Dhalia repete a trajetória de walter salles: ambos enveredaram por um filme de suspense, e com forte relação com o produtor, ou seja, pouco poderam fazer para mexer no filme. O grande problema do filme é o roteiro, ruim demais. É implausível, fica o tempo todo jogando pistas falsas, afzendo o espectador acreditar que tudo seria uma alucinação de Jill. Em determinado momento, ela mostra umas pílulas que estaria tomando,mas isso não leva a nada. Suspeitos surgem o tempo todo, também sem muita ênfase. Botar no elenco Wes Bentley interpretando um policial meio suspeito é de uma ingenuidade atroz, uma vez que ele tem essa imagem do bad boy.
O desfecho até tem um certo suspense, mas tudo culmina numa imensa bobagem, sem qualquer tipo de credibilidade. Afinal, qual a motivação do serial killer, porquê a polícia age de forma tão severa com Jill, porquê Jill é essa mulher tão corajosa e desbravada. As cenas que ela treina luta e empunha a arma soam muito falsas.
Enfim, uma pena que o filme não tenha tido um esforço maior para dar mais plausibilidade para a história. E mesmo Amanda Seyfried não parece estar muito a vontade.

Nota: 5

domingo, 18 de março de 2012

Ataque ao prédio


" Attack the block", de Joe Cornish (2011)

Numa noite qualquer, a enfermeira Sam está voltando para casa a pe, quando é atacada por uma gangue juvenil, liderada por Moses, um negro agressivo. Sam entrega todos os seus pertences e sai em disparada. Nesse momento, um objeto não identificado cai do céu e atinge um carro. QUando Moses vai ver o que é, descobre que é um alienígena. A gangue acaba matando o alien e o leva para o prédio aonde moram, como um prêmio. O que eles não imaginam é que a morte do alien provoca sentimento de vinganla de outros aliens, que resolvem atacar o prédio aonde a gangue e Sam moram. Todos precisam então se defender , esquecendo as diferenãs.
Comédia de humor negro, que mistura também o gênero ficção científica. O filme poderia ser muito mais divertido e engraçado do que é, mas faltou um senso maior de humor e talvez um roteiro que apostasse em personagens mais simpáticos e bizarros. O que mais me incomodou foi que o film acontece inteiro em um prédio com mais de 160 apartamentos, e as pessoas simplesmente não aparecem para ver o que está acontecendo. O prédio até parece estar abandonado! Com tantas explosões, gritarias, cadê todo mundo! Seria mais trash e cômico se as pessoas fossem surgindo assim do nada, e cria-se mais gags envolvendo essas pessoas, do que focando o filme todo na gangue. A atriz que faz Sam, Jodie Witthaker, que também esteve em " Venus" e " Um dia", está bem, mas parece não se divertir o suficiente. Os efeitos são ok, mas a caracterização dos aliens é pobre, se limitando a uns bichos peludos com boca fosforecente, uma versão mas animalesca dos Grenlins.
O filme tem seus defensores que o consideram um dos melhores filmes de 2011. Mas filme B é assim memso, ameo-o ou deixe-o.


Nota : 6

Caminho para o nada


" Road to nowhere", de Monte Hellman (2010)

Mitchell Haven (Tygh Runyan) é um cineasta independente que possui um projeto de filmar a história de Vera Dulman, uma mulher envolvida com suicidios e roubo de 100 milhoes de dólares. Com o projeto aprovado pelos produtores, Mitchell toca a sua produção, formando equipe e casting. Desprezando grandes estrelas do cinema, como Leonardo di Caprio e Scarlett Johanson, Mitchell se vê obcecado por Laurel Grahan (Shannyn Sossamon), uma não atriz, que até então, só havia feito um filme de terror vagabundo. Mitchell vai buscar Laurel em Roma, e a trás até Holylwood. A eles se juntam a blogueira Natalie, que produz matérias sobre o acontecimento (Dominique Swan), o roteirista, com quem Mitchell tem umas rusgas, e finalmente o investigador de seguros, Bruno. O filme começa a ser rodado, e a partir dái, realidade e ficção na tela se misturam, deixando o espectador confuso e intrigado com o que passa a assistir.
O cineasta Monte Hellman ficou 20 anos sem filmar, até encarar a produção de " Caminho para o nada". Tudo o que vemos na tela, podemos encarar como a forma que Hellman encara o cinema de hoje em dia: dificuldade de levantar dinheiro, a necessidade de ter estrelas no elenco, a rivalidade com o roteirista, e o envolvimento da equipe de filmagem com o cineasta. Hellman elogia a facilidade que câmeras como a 5D da Canon permitiram a realização de filmes até então impensáveis com uma estrutura normal de filmagem.
Discute-se também o conceito sobre o que é real ou não no processo de se ver e fazer cinema. Nada é o que parece ser. Na última cena do filme, vemos o cineasta Mitchell apontando sua 5D para um canto da sala, e vmos a equipe real de Monte Helmann filmando!!! Fora isso, a polícia confunde a câmera com uma arma, e pede para Mitchell abaixar a "arma". Ou seja, a cãmera do cineasta vira uma arma, nessa alegoria sobre o domínio de imagens confundida com algum tipo de extorsão.
Sim, o filme é bastante confuso, algumas sub-tramas não ficaram claras para mim. O filme, como alguns críticos já andaram dizendo, tem um clima de mistério e estranheza típicos dos filmes de David Lynch, especialmente " Cidade dos sonhos" e " Estrada perdida", onde não ficam claras as intenções de várias cenas. O filme é um prato cheio para quem curte um quebra-cabeças, e não se incomoda com finais em abertos. Sim, o filme é extremamente lento, cansativo, mas talvez por seu clima noir que homenageia o cinema, vale a pena ser conferido.

Nota: 7

segunda-feira, 12 de março de 2012

Reine sobre mim


"Reign over me", de Mike Binder (2007)

Alan(Don Cheadle) é um dentista de sucesso em Nova York. Ele tem uma agenda lotada, principalmente de mulheres mal-amadas que tentam seduzi-lo no consultorio, contra a sua vontade. Ele é casado com Janeane (Jada Pinkett) e tem 2 filhas, que reclamam da falta de atenção do marido e pai em casa. Alan é introspectivo e mal conversa com elas. Um dia, no meio de um engarrafamento, ele vê de longe Charlie (Adam Sandler),um ex-colega de faculdade, com quem ele dividia o quarto. Eles eram muito próximos, mas desde a morte da esposa e 3 filhas de Charlie no atentado de 11 de setembro que eles não se vêem mais. Alan se aproxima de Charlie e descobre que ele se fechou para o mundo, evitando contatos com as pessoas e se tornando agressivo. Alan tenta ajudá-lo, mas Charlie alterna momentos de carinho com agressividade, prejudicando o dia a dia de Alan com sua família e trabalho. Mas Alan pretend elevar adiante sua missão de ajudar Charlie.
Drama com pequenas doses de comédia, mas que no resultado final, não combinam muito bem. Adam Sandler foi uma escolha arriscada para o personagem. Na minha opinião, a caracterização dele é um erro, aquele cabelo encaracolado soa muito falso. Além do mais, Sandler, que já provou ser bom ator dramático em " Punch drunk love", de Paul Thomas Anderson, aqui surge careteiro, rendendo alguns bons momentos, e outros que parece que vai pregar alguma pegadinha. Chandler é ótimo, e leva adiante o seu difícil papel. O roteiro me incomoda pela indecisão do personagem de Charlie, que me causou mais irritação do que piedade e simpatia, mesmo pronblema do recente " Tão forte tão perto", que aliás trata de tema parecido, sobre a consequência do atentado na vida de pssoas comuns.
O filme é bem longo, e poderia ter tido uns 20 minutos a menos. Fica a curiosidade, vários amigos me disseram que choraram vendo o filme, eu sinceramente não me emcoionei em momento algum.

Nota: 6

In the land of blood and honey


de Angelina Jolie (2011)

Comentários em breve

Nota: 6

Dark Tide


de John Stockwell (2012)

Kate (Halle Berry) e Jeff (Olivier Martinez) foram um casal dedicado aos estudos do tubarão branco, na costa de cape Town, Africa do Sul. Grandes admiradores do predador marinho, eles fazem um mergulho junto com um amigo mergulhador. O que era para ser uma rotina de estudos e contato com os tubarões, acaba virando tragédia: um dos tubarões ataca o amigo do casal, e o mata. 1 ano depois, separados, Kate tenta manter sua vida, através de uma agência de passeio marítimo, nada a ver com passeios de tubarões. Mas o negócio é um fracasso, e ela está cheia de contas para pagar. Jeff chega com uma proposta: um milionário e seu filho querem fazer passeio junto com os tubarões, na costa dos tubarões. Em princípio relutante, Kate aceita, por conta de suas dívidas. Mas como era de se esperar, o passeio não dá certo, pois uma tempestade vira o barco e eles estão á merc~e dos tubarões no mar.
Passei o filme todo tentando entender o que Halle Berry estava fazendo nesse filme. Não existe nenhuma explicação, a não ser o dinheiro. O roteiro é sofrivel, clichê e absolutamente idiota. Os atores estão em seu pior momento, inclusive o ator Olivier Martinez, que outrora já havia feito bons filmes. Halle Berry está canastrona, uma pena. O que se salva no filme são as boas cenas submarinas, mais os efeitos da tempestade e do ataque dos tubarões.
O filme é longo demais, quase 2 horas: na primeira hora, o filme parece um documentário sobre a vida no mar. Na segunda parte, mais dinâmica, o filme chega ao seu momento óbvio: o espectador sabe extamente quem são as pessoas que irão morrer.
O diretor John Stockwell é especialista em cenas no mar. Boa parrte de sua filmografia é ambientada dentro dágua.

Nota: 4

domingo, 11 de março de 2012

Weekend


de Andrew Haigh (2011)

Russel (Tom Cullen), é um jovem salva-vidas, que trabalha em uma escola pública. Solitário, ele vive sozinho em seu apartamento. Um dia, depois de sair de uma festa de amigos heteros, ele resolve ir até uma balada gay. Lá ele conhece Glenn (Chris New). No dia seguinte, após uma noite de transa , Glenn acorda no apartamento de Russel. Conversam, e Glenn resolve gravar em um pequeno gravador, impressões de Russel sobre a noite de sexo deles. Russel descobre que Glenn é um artista, e que irá fazer um curso de artes fora, passando 2 anos longe. Os dois resolvem aproveitar ao máximo o momento especial, embora Gleen deixe claro que não quer um namorado. O final de semana de ambos será de muitas revelações, drogas, bebidas e amor.
Belo drama inglês, de baixo orçamento, que participou de vários festivais, ganhando prêmios. Impossível assistir ao filme e não se lembrar de filmes como " ntes do por do sol" e " Antes do amanhecer", ambos de Richard Linklater. São filmes que misturam amor e melancolia, em doses extremas, revelando um relacionamento impossível, e que tem prazo para durar.
Os dois atores estão excelentes, e a performance realista de ambos traz verdade aos personagens. As cenas de sexo são quase reais, e parece que a gente está de voyeur, acompanhando alguma cãmera ligada que registar o cotidiano dos dois. O filme tem um ar de forte improviso, e isso é bom para o filme, o torna mais próximo do espectador. Os dialogos são bem sinceros, e o desfecho, romântico e triste.
Um bom exemplar de filme de baixo orçamento realizado com muita competencia.

Nota: 8

John Carter- Entre dois mundos


" John Carter", de Andrew Stanton (2012)

Comentários em breve

Nota: 8

sábado, 10 de março de 2012

A saga molusco- Anoitecer


" Breaking wind", de Craig Moss (2011)

Nem vou perder muito tempo comentando esse filme, um dos piores exemplares de paródia do cinema americano. Estranho, porquê por pior que seja, esse gênero sempre produz umas piadas boas. Mas aqui nada, absolutamente nada funciona: elenco é pavoroso, os diálogos absurdamente ruins, as gags sem graça. O filme se baseia mais nos episódios 3 e 4 da saga " Crepúsculo". Tudo se baseia em piadas chulas, o filme não tem ritmo. Em uma cena, o filme resolve sacanear Jonny Depp, e simplesmnete surgem 4 vilões, que na verdade são 4 personagens famosos de Depp no cinema, entre eles, Edward mãos de tesoura, Piratas do Caribe e Fantástica fábrica de chocolates. Não entendi o porquê do rancor com Depp, e o que isso tem q ver com o filme.
O filme nem se presta a ser tosco, se fosse, seria divertido.

Nota: 2

O porto


" Le havre", de Aki Kaurismaki (2010)

Marcel Marx é um ex-escritor literário, que abandona a carreira e decide se mudar para a cidade de La Havre, na Normândia. Lá, ele conhece Arletty, uma estranegira, que se apaixonda por ele, apesar da vida de mendicãncia que eles vivem. Marcel vive de fazer serviços de engraxate nas ruas, e Arletty é dona de casa. Marcel também passa suas noites no bar local, onde é amigo da dona. Um dia, Arlety fica doente e precisa ficar internada por um período no hospital. Nesse interim, Marcel conhece um jovem negro refugiado da Africa, que se esconde da polícia. Marcel se afeiçoa ao garoto e resove ajudá-lo na sua missao de ir até Londres e reencontrar sua mãe.
Interessantíssima comédia dramática do Finlandês Aki Kaurismaki, vencedor do grande prêmio da crítica em Cannes 2011. O filme tem uma linguagem estranha, quase bizarra. os atores interpretam como se estivessem posando para uma foto. A edição também estica o tempo da reação, é curioso. A narrativa parece a de um filme de Jim Jarmush dos anos 80. A trilha sonora é interessante, e o filme tem cenas antologicas, como o show no final.
O elenco está perfeito, cumprindo com satisfação o desejo de kaurismaki de fazer uma fábula atemporal.


Nota: 8

sexta-feira, 9 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Enquanto você dorme


" Mientras duermes", de Jaume Balagueró (2011)

César é um zelador de um prédio, recém-contratado. Ele toma conta da portaria e faz serviços nos apartamentos dos moradores. Cesar, no entanto, é obcecado pela felicidade de Clara, uma das moradoras do prédio. Ele sente ódio pela alegria da jovem, mesmo sabendo que ela está em dificuldades com o namorado. César resolve então passar as noites na casa de Clara, escondido, e observar o comportamento dela, planejando algo macabro.
Suspense do mesmo cineasta de " Rec" e " A sétima vítima", dois bons exemplares do gênero na Espanha. Mas aqui Balaguero falha, ao exagerar na trama, criando situações que beiram o implausível, e que me irritaram profundamente, como na cena que cesar tenta se esconder no apartamento, quando é flagrado por Clara e seu namorado. Outra personagem irritante e não muito crível é o da menina vizinha. É óbvio o que acontecerá com ela depois, mas o filme é assim, óbvio do início ao fim. Apesar de tudo, a parte técnica é boa: fotografia, trilha sonora e mesmo efeitos especiais.
O elenco está ok, mesmo que em vários momentos exagerem, mas a culpa é do roteiro, e não dos atores.

Nota: 5

domingo, 4 de março de 2012

Jovens adultos


" Young adult", de Jason Reitman (2012)

Mavis Gary (Charlize Theron), é uma ghost writer que escreve uma série para jovens adultos, e também co-assina livros infantis. A série está para ter sua temporada cancelada, e ela é pressionada pelo Produtor pare escrever o último episódio. Ela mora em Minneapolis, Minesotta, e cresceu em Mercuru, uma cidade interiorana. No meio de uma crise criativa e emocional, Mavis revebe um email, vindo de seu ex-namorado Buddy (Patrick Wilson), mandando fotos de seu bebê recém-nascido para todo os conhecidos. Recém-divorciada, Mavis fica tentada em recuperar o amor de Buddy. Para isso, ela faz as malas e volta para sua cidade natal, sem nem avisar aos seus pais, apenas com a intenção de te-lo de volta, mesmo que ele esteja casado e com bebê.
Divertida comédia amarga, com doses de drama e melancolia, roteirizado por Diablo Cody, a mesma roteirista de " Juno". Algusn temas em comum aproximam esses dois filmes: gravidez, casamentos infelizes, frustração, depressão e a tentativa urgente de querer mudar de vida. Charlize Theron está ótima no papel da depressiva e alcóolatra Mavis. Patrick Wilson também está muito bem, assim como a atriz que interpreta a esposa dele , Elisabeth Reaser. Mas o filme tem um problema sério, que me incomodou bastante: não consegui simpatizar coma protagonista. O personagem de Mavis é amarga demais, revoltada demais, chata demais. Tecnicamente o filme é muito bom: fotografia, edição, trilha sonora, recheada de canções doa nos 90. Mas foi difícil me envolver com o filme. Enfim, vale a pena de repente eu dar uma reavaliada futuramente. Quem sabe fico com melhor impressão.


Nota: 7

Dead Space Downfall


de Chuck Patton (2008)

Comentários em breve

Nota: 7

Billi Pig


de José Eduardo Belmonte (2012)

Marivalda (Grazi Massafera) é casada com Wanderley (Selton Mello). Ele é um corretor de seguros falido, e mantém a duras pernas uma seguradora, onde trabalham 2 secretárias malucas. Ambos moram numa casa simples no subúrbio carioca. Ela sonha em ser atriz,e se esforça para tanto, fazendo testes de elenco. Marivalda possui um porco de borracha, Billi Pig, que ela tem desde criança. Um dia, conversando com o porquinho, ele começa a falar, e diz para Marivalda largar Wanderley, pois ele jamais dará para ela o luxo que ela merece. MArivalda pressiona Wanderley, que se sente acuado. Wnaderley presencia na rua um suposto caso de milagre do Padre local, Roberval (Milton Gonçalves), e tem uma idéia de propor a ele que realizem falsos milagres. Até que um dia, o traficante Boca (Otavio Mueller) o procura, pedindo que realize um milagre:tirar sua filha do coma.
Suposta homenagem as chanchadas nacionais, proposto pelo cineasta José Eduardo Belmonte, mais íntimo de filmes cults e de baixo orçamento. Aqui, a homenagem fica apenas na intenção. O tom de comédia é um erro, todo o elenco está caricato e fraco. Muitas cenas constrangedoras, especialmente as que envolvem o porco, além de uma número musical fraquíssimo, onde todos dançam sem ritmo e sintonia. O roteiro é um desacerto total: cenas montadas em forma de sketches, personagens de apoio ( a da Preta Gil e das duas secretárias são um exemplo do que existe de pior em termos de humor), além de uma trilha sonora e monatgem fracas. A fotografia não tem brilho, nem a cor exata para uma comédia alegre e colorida. Uma pena, porquê a idéia de fazer uma comédia maluca e alegórica infelizmente não funcionou.

Nota: 3

quinta-feira, 1 de março de 2012

Para sempre


"The vow" de Michael Sucsy(2012)

Paige (Rachel MacAdams) e Leo (Channing Tatun) formam um casal feliz. Apaixonados, cheios de amigos, adorados por todos. Uma noite, na volta de carro, saindo de um cinema, eles sofrem um acidente, que deixa Paige em coma. 6 semanas depois, Paige acorda de seu come,a porém não se lembra de mais nada. Para desespero de Leo, ela não lembra dele e nem sabe que foi casada com ele. Os pais de Paige (Jessica Lange e Sam Neill) se aproveitam dessa perda de memória, e reaproxima da filha, isolando-a de Leo. Mesmo assim, leo tenta de tudo para fazer com que Paige se apaixone por ele de novo, mesmo contra a vontade dela, que tem como meta recuperar sua memória sem pressão de ninguém.
Romance baseado em história real, que foi adaptada para um livro. Apesar de baseado em fatos reais, fiquei com a impresão que o filme ficcionou demais a história, para açucarar mais as situações pelos quais Leo, em seu desespero, passa. O ritmo é meio lento, e achei o filme bem chato. Tudo é meio óbvio, e a força do filme reside no talento dos veteranos, principalmente Jessica Lange, que tem uma bela cena dramática com Rachel MacAdams. Channing Tatun, apesar de bonito, é um ator fraco,sem vigor, e o personagem Leo merecia um ator mais forte em cena. Uma pena.
Outro ponto postivo é a cena do acidente de carro, bem bolada e bem realizada. Parabéns.
No mais, é achar que esse filme deva fazer sucesso com o público feminino, que adora uma quase impossível história de amor.

Nota: 5