terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uma vida melhor


" A better life", de Chris Weitz (2011)

Carlos Galindo ( Damien Bichir) é um imigrante mexicano, que mora em los Angeles com seu filho de 14 anos, Luis (Jose Julian). Carlos trabalha como jardineiro, e conta com a ajuda de outros mexcicanos para conseguir trabalhos periódicos. Pobre, ele sonha em ter uma nova vida para ele e seu filho, e para isso, se dedica o dia inteiro para trabalhar. Um amigo de trabalho lhe oferece uma caminhonete para Carlos comprar, mas ele diz que não tem como, pois reserva dinheiro para a vida escolar do filho. Porém, acaba comprando uma caminhonete, com dinheiro emprestado de sua irmã, que por sua vez, tomou de seu marido, sem que ele saiba. Ao mesmo tempo, Carlos se preocupa com a educação de seu filho, evitando que ele se misture as gangues locais e se envolva com drogas. Um dia, a camihonete e as ferramentas de Carlos são roubadas por um conhecido, e Carlos tenta procurar o paradeiro da caminhonete roubada.
Bom drama, que exagera nas doses de melodrama, através do sofrimento interminável de seu protagonista, um homem de bom coração que vive sendo ludibriado pelas pessoas. É muito clara a influência do filme no clássico " Ladrões de bicicleta", inclusive porque o filme procura construir uma narativa naturalista de seus personagens. Os atores estão ótimos, e Damien Bichir foi indicado ao Oscar de melhor ator de 2012 pelo filme.
O filme tem um ritmo um pouco lento, as situações lá pelo meio da história se arrastam, mas no geral é uma bela história, mesmo que não traga muitas novidades, com performance irretocável de seu protagonista.

Nota: 7

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A perseguição


" The grey", de Joe Carnhahan (2012)

Ottway (Lian Neeson) é um caçador contratado por um grupo de extratores de petróleo para matar os lobos que insitem em atacar os empregados na região gélida aonde trabalham. Ottway escreve uma carta de despedida para sua esposa, com a intenção de se matar. Mas o chamado de um lobo o faz desistir da idéia. O dia passa, e o grupo inteiro embarca em um avião, para passar as férias com a família. Mas uma terrível nevasca faz com que o avião sofra umm acidente e caia no Alaska, numa região infestada de lobos e muito frio. Ottway sobrevive junto com outros 7 passageiros, e o que precisam fazer é sobreviver perante a morte iminente, na figura dos lobos e do frio congelante. O grupo resolve sgeuir estrada afora, e aos poucos, vão sendo eliminados um a um pelos lobos.
Tensa e emocionante aventura dramatica, traz o mesmo tom de tristeza de " Mar aberto", aquele filme do casal que fica refém de tubarões no mar. A situação do ser humano testando os seus limites perante a natureza é algo assustador. Contando apenas com a coragem e determinação, os homens não possuem nem armas. As cenas de ação são fantásticas, com destaque para a cena da travessia pela corda e a cena do rio. Aliás, a cena que Ottway tenta salvar seu companheiro do rio é muito dramática e triste.
O elenco está ótimo, e Lian Nesson, que substitui Bradley Copper no papel principal, traz a malencolia certa para o papel.
O desfecho é incrível, por mais que muitos espectadores irão reclamar. O elenco deve ter sofrido muito nas filmagens, filmadas em locação no Canadá. A cena que Ottway sai do rio totalmente molhado, e enfrenta uma temperatura gélida, deve ter sido muito foda para ele. E a presença de lobos reais dá muita creddibilidade à produção.
me lembrei o tempo todo também de " Enigma do outro mundo", clássico de John Carpenter. Um elenco totalmente masculino lutando contra seres assassinos e enfrentando também a solidão e o isolamento na região gélida.

Nota: 8

J. Edgar


de Clint Eastwood (2012)

Comentários em breve

Nota: 6

domingo, 29 de janeiro de 2012

Millenium- Os homens que não amavam as mulheres


" The girl with dragon tattoo", de David Fincher (2012)

Refilmagem americana do filme sueco homônimo, por sua vez baseada em um livro best seller, " Millenium".
Mikael (Daniel Craig) é um jornalista, que trabalha para uma editora, Millenium, comandada por Erika (Robin Wright), também sua amante. Mikael é processado por um político corrupto, que o acusa de difamação. Mikael não tem provas para incriminar Wageningen e cai em desgraça. Afundado em dívidas e na depressão, ele é contratado por um milionário, Henrik (Christopher Plummer), que quer saber do paradeiro de sua sobrinha, Harriet, que sumiu a 40 anos. Em troca, Henrik diz que dará a Mikael provas que possam incriminar Wigenengen. Mikael aceita o trabalho, e se muda para uma cidade distante de Estocolmo, para uma casa situadaa nas terras de Henrik. Aos poucos, Mikael descobre que o sumiço de Harriet pode envolver familiares dela. Paralelo, ele acaba pedindo auxílio a uma hacker, Lisbeth (Roney Mara), uma jovem violenta e anti-social, que entre várias reviravoltas na vida pessoal, se dedica a descobrir com Mikael o assassino de Harriet e de outras mulheres.
Brilhante adaptação de Ficher, que conseguir a proeza de fazer uma adaptação ainda melhor que o original, que já era ótimo. O filme é logngo, ma svai seduzindo o espectador lentamente. A fotografia é um deslumbre, favorecendo o branco e cinza da região gélida. Os atores , composto de grandes nomes, estão todos fabulosos, com destaque absoluto para Roney Mara, que foi indicada ao Oscar 2012, e que até então, tinha papéis em produções de terror B, como a refilmagem de " A hora do pesadelo", e um pequeno papel em " A rede social".
A trilha sonora é foda, dando um clima de constante tensão. A edição de som, inteligente, suja o filme com sons estranhos.
A parte técnica é impressionante: montagem, direção de arte, figurino. Tudo remete a um filme noir, maldito. assustador.
O filme remete a outros clássicos do gênero suspense, como " O silencio dos Inocentes" e " Seven", do próprio Fincher. A cena final dentro da casa é tensa, e provoca arrepios.
Vale notar a homenagem que os produtores fizeram a Daniel Craig, fazendo uma paródia de James Bond nos créditos iniciais.

Nota: 9

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sentidos do amor


" Perfect sense", de David Mackenzie (2011)

Michael (Ewan Macgregor) é um chefe de cozinha de um restaurante refinado. Susan (Eva Green) é uma epidemiologista. Ambos se conhecem e vivem um namoro sem maiors envolvimentos emcoionais, especialmente por parte de Michael, que não quer se prender a ninguém. Vivendo a rotina diária, um dia, eles se deparam com um evento que muda a vida das pessoas. Do nada, a humanidade perdem o sentido do olfato. Temerosos de início, todo mundo vai aos poucos se acostumando com a idéia de não sentirem mais cheiro. Porém, na sequencia, outras perdas de sentidos vão ocorrendo, trazendo o desespero e a necessidade das pessoas se aproximarem e esquecerem o seu egocentrismo e independência.
Belo filme, em tom de parábola, e que me lembrou bastante o recente " Não me abandone jamais", por conta do tema do amor não consumado devido a chegada eminente da tragédia. Um filme em tom apocalíptico, que fala sobre o desamor, sobre a falta do encantamento. O roteiro mescla fantasia e ficção: por conta do tom fantástico, não fiquei tão incomodado assim quando as pessoas vão perdendo os seus sentidos. Na vida real, rolaria muito desespero, por isso acho engraçado quando, ao perderem a audição, as pessoas começarem a se comunicar através da linguagem dos surdo-mudos, numa boa.
O filme vai em um crescendo de evetos trágicos, e a sua fotografia escura, em tons cinzas, vai reforçando a idéia de fim de mundo. Curioso notar que tudo isso vem embalado por uma história de amor.
Ewan Macgregor está bem, e a surpresa vem da parte de Eva Green : me lembro dela ainda fresca e virginal em " OS sonhadores", e vê-la aqui, já uma mulher madura, é curioso.
A direção de arte é excepcional, pensando que o filme não deve ter tido muito orçamento. A cena das pessoas comendo tudo o que encontram pela frente chega a ser patética, chegando ao limite do tosco.
O ritmo do filme é lento, e a trama, de certa forma, previsível.
Mas vale pela curiosidade de assistir a um filme apocalíptico sem mortes e sem sangue.
Interessante notar que o diretor David Mackenzie, que também dirigiu " Jogando com o prazer", com Ashton Kutcher , adora o tema do amor impossível, incomum, a falta de comunicação entre as pessoas.


Nota: 7

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Os descendentes


" The descendants", de Alexander Payne (2012)

Matt King (George Clooney) é um advogado que trabalha com corretagem de terras e imóveis. Ele mora no Hawaii e possui 2 filhas, uma adolescente de 17 anos e outra menor. A tempos separado de sua esposa, ele retorna ao lar após um acidente envolvendo a mulher, quando ela esquiava numa lancha. A mulher fica em coma e em estado vegetativo, e nessa reaproximação com as filhas Matt percebe o quanto foi um pai ausente, A filha de 17 anos, Alexandra, conta ao pai que a mãe estava tendo um caso extra-conjugal, o que deixa Matt revoltado e se sentindo um idiota. Isso faz com que perceba que o seu trabalho durante toda a sua vida o obrigou a se afastar de sua família,e agora, ele está tendo a chance de recuperar o amor das filhas. Ao mesmo tempo, Matt é usado pelos parentes como mediador da venda de terras pertencentes aos ancestrais, na costa do Hawaii, e Matt precisa se decidir se vende ou não as terras.
Bom drama dirigido e escrito pelo cineasta de " Sideways", Alexander Payne. Payne mantém aquele mesmo clima de produção independente, alternando comédia e drama e discutindo as relações, aqui no caso, familiar. É um bom roteiro, simples, mas bem narrado. O elenco está ótimo, mas Clooney está ok, nada de excepcional, apenas fazendo um bom trabalho. Acho exagero a mídia alardear que é a melhor performance dele no cinema. A trilha sonora é divertida, usando musicas e temas do imaginário de filmes do Hawaii, remetendo a um mundo de Ilha de fantasia.
O filme é longo e cansativo, quase 2 horas, mas mantém seu interesse pelos personagens bem aproveitados das duas filhas de Matt, e também por trazer certa dose de melancolia, que sempre é bem-vinda, ao se discutir as relações entre parentes.

Nota: 7

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

2 coelhos


de Afonso Poyart (2011)

Edgar (Fernando Alves Pinto) é um jovem que um dia, ao ser assaltado num engarrafamento, tem a idéia de praticar um assalto milionário. No restaurante de seu pai, ele ouviu a conversa de um político que está fazendo uma transação com um perigoso bandido, Maicon (Marat Descartes). Maicon é defendido por um casal, um advogado e uma promotora da Justiça, Julia(Alessandra Negrini). AMbos são metidos com a bandidagem. Walter (Caco Ciocler) é um professor universitário que trabalha como caixa no restaurante do pai de Edgar. Ele tem um passado tragico: Sua esposa e filho foram mortos em um acidente de trânsito. Todas essas histórias se entrecruzam, e outros personagens surgem, e tudo gira em torno do assalto aos dois milhôes de dólares.
Filme de estreia do cineasta e roteirista Afonso Poyart, que fez aqui um cinema de referências aos filmes de Guy Ritchie, Tarantino e outros que s eutilizam da cultura pop como mola mestre de suas obras. O filme mescla em sua linguagem animação, efeitos, câmera lenta, maneirismos estilísticos e de linguagem que, se por um momento impressionam em uma produção brasileira, por outra, criam um excesso que cansa o espectador.
Nos primeiros vinte minutos, existe tanto exagero o visual e edição do filme, que me afastei imediatamente do filme, e daí em diante tentei acompanhà-lo visando apenas o conteúdo da históra, uma vez que o visual já se tornou um fardo. Além do que, a estética utilizada já é bem batida. E por eu ter me atido mais à história, que percebi muitos furos e pontos em aberto na trama, que se tentam trazer sempre surpresas ao espectador, se utilizando da linguagem de voltar ao tempo para explicar o porquê de tal situação estar ocorrendo, tornam tudo muito confuso. Por ex, o personagem do Walter é inexplicável. Ele começa de um jeito, e termina de uma forma completamente incoerente e forçada. O desfecho é muito histérico, e ficamos sem entender alguns pontos.
O elenco está bem, acompanhando o delírio pop do cineasta. A atriz Alessandra Negrini, no entanto, está feia no filme: está com rosto bolachudo, pele brilhante e olheiras. E isso com ceretza não fi proposital.
Destaque para o sempre excelente Marat descartes.

Nota: 6

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A hora da escuridão


" The darkest hour", de Chris Gorak (2011)

Sean (Emile Hirsch) e Ben (Max Minghella) são dois amigos que vão para Moscou fechar um contrato de trabalho. Porém, chegando lá, eles descobrem que foram enganados por Skyler, um amigo americano que mora atualmente em Moscow. Desolados, os dois vão encher acara em uma boite, e conhecem Natalie e Anne. O que era para ser apenas diversão, acaba se transformando em apocalipse, com a chegada de aliens sugadores de energia e minerais, que matam todo o ser vivo existente, se alimentando de suas energias. O grupo de amigos tenta se salvar e ao mesmo tempo, procurar ajuda na Embaixada americana.
Durante a exibição do filme, procurei imaginar o que um ator tao talentoso como Emile Hirsch estava fazendo em uma bomba cinematográfica como essa. Como alguém, que fez a obra-prima " Na natureza selvagem", com uma atuação tão arrasadora, pode fazer esse filme, a resposta, é clara demais: dinheiro. Porquê mesmo lendo o roteiro, seria óbvio demais saber que o filme seria ruim. Tudo é muito fraco no filme: o roteiro, simplo´rio e ridículo; 0s efeitos ((toscos); as atuações, o nacionalismo exagerado e irritante dos russos. Todos os clichês de jovens burros e metidos a espertos estão aqui. Os personagens, assim, do nada, desvendam a trama, descobrindo a real intenção dos aliens. As frases são hilárias de tãp toscas, no nível de " temos Moscou para salvar". E pior, nao aguento, alguns personagens fundamentais morrem, e passam-se segundos, parece que eles não fizeram diferença nenhuma na trama.
Nada no filme segura a atenção do espectador. Não há suspense, não torcemos pelos protagonistas, simplesmente porquê eles não são apaixonantes. Restam as imagens de Moscou, que mesmo destruida, continua linda.


Nota: 3

As aventuras de Tin Tin 3D


" The adventures of Tin Tin ", de Steven Spielberg (2012)

Em Paris, o repórter Tin Tin (Voz de Jamie Bell) compra em uma feira livre, uma pequena réplica de um navio, chamado " Unicórnio". Na sequência, um homem misterioso, Sakharine (Voz de Daniel Craig) decide comprar o navio de Ton Tin, mas esse se recusa. Mais tarde, o apto de Tin Tin é invadido, e Ton Tin descobre que estão atrás do navio. Tin Tin resolve sair em busca do mistério da réplica do navio. Ele acaba sendo sequestrado,e vai parar em um navio comandado pelo Capitão Haddock (Andy Serkis), mas que na verdade encontra-se em motim. Todos os tripulantes estão sendo comandados por Sakharine, e Haddock encontra-se preso. Tin Tin consegue fugir, junto com Haddock e seu cão Milu, e vão parar em Marrocos. Logo Tin Tin descobre que existem 3 réplicas do navio, e que, juntos, podem revelar o local onde o ancestral de Haddock enterrou um tesouro.
Deliciosa aventura dirigida por Spielberg, que ele mesmo diz, o influenciou bastante na elaboração do personagem Indiana Jones. O filme é recheado de ótimas cenas de ação, complementados pelo bom uso do 3d. Alguns cenários são realmente incríveis e parecem ser reais, tal a precisão dos traços. É muito dificil imaginar esse filme sendo realizado em película. As cenas de ação são complexas, e exigiria um orçamento monstro.
Divertida são as referências que Spielberg faz ao seu cinema: Quanto Tin Tin mergulha na água, existe uma brincadeira com o filme " Tubarão". E a própria imagem do vilão Sakharin, é a cara do cineasta.
O filme tem uns momentos entediantes e longos, mas de uma forma geral, deve agradar bastante aos fãs de sessão da tarde. A trilha sonora,a cargo de John Willias, reforça a impressão de estarmos vendo um filme do Indiana Jones, a quem o filme presta várias homenagens.



Nota: 8

O artista


The artist", de Michel Hazanavicious (2011)

Em 1922, George Valentin ( Jean Dujardin) é o maior astro do Cinema mudo. Adorado pelos fãs e paparicado pelo seu Produtor (John Goodman), George é a receita do sucesso. Um dia, ele conhece uma figurante, Peppy Miller (Berenice Bejo), por quem se apaixona platonicamente, uma vez que ele é casado. George ajuda Peppy no início de sua carreira. Chega o ano de 1927, e com o advento do cinema sonoro, George, por conta de seu orgulho, se recusa a participar da nova tecnologia. Peppy, ao mesmo tempo, vai se alçando a posto de estrela do cinema sonoro. George acaba ficando sem trabalho e cai no ostracismo. Peppy, cada vez mais famosa e rica, se sente penalizada por George, porém o orgulho dele não permite que ninguém o ajude. COma chegada da crise de 1929, George perde toda a sua fortuna, e cai de vez na bancarrota.
Excelente hino de amor ao cinema, " O artista" tem em sua mensagem sua grande força. O advento da tecnologia, que faz sucumbir a verdadeira alma do cinema, é o tema utilizado pelo diretor francês Michael Hazanavicious. Michael já havia dirigido o ator francês Jean Dujardin na dupla de filmes paródicos sobre James Bond, que alcanaram sucesso mundial e trouxeram Michael a Hollywood.
Aqui, a reconstituição de época é perfeita. Cada detlahe do filme é impressionante. A ambientação dos anos 20 na tela é majestosa, e os efeitos são brilhantes.
É um filme extremamente arriscado em termos de mercado: imagina, lançar um filme mudo e em preto e branco nos dias parece total suciídio, uma vez que é notório que os jovens espectadores não curtem esse tipo de linguagem. Só por isso, Michael já merecia levar o prêmio de melhor filme.
A película presta justa homenagem a pelo menos 3 clássicos do cinema: " Cantando na chuva", " Crepúsculo dos deuses" e " Nasce uma estrela".
É impressionante a semelhança de Jean Dujardin com Gene Kelly. Seu sorriso é idêntico, e é óbvia a inspiração. Berenice Bejo tmbém tem um visual inspirado em Debbie Reynolds.
O filme reserva muitas cenas antológicas. Sim, o filme é um pouco longo, e já no meio da projeção a estéica de cinema mudo cansa um pouco. Mas no cômputo geral, é um filme obrigatório para qualquer cinéfilo.
Ah, e um ponto a mais pela participação do cachorrinho, uma simpatia em cena.

Nota: 10

sábado, 21 de janeiro de 2012

Violeta foi para o céu


" Violeta se fue a los cielos", de André Wood (2011)

Comentários em breve

Nota: 7

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Tomboy


de Celine Sciamma (2010)

Laura (Zoé Herán) é uma menina de 10 anos, que se muda para uma nova vizinhança com sua família, composta pelos pais e uma irmazinha de 5 anos. Sua mãe está grávida, e o clima familiar é harmonioso. Laura é introspectiva,e nçao curte as brincadeiras de menina de sua irmã. Um dia, olhando pela janela, ela observa as crianças da vizinhança. Desce para a rua e decide e inteirar. Porém, ela se faz passar por um menino, e cria a identidade de Michael. De cara, Michael é aceito pelo grupo, e tem a atenção tomada por Jeanne (Malon Levanna), uma menina da mesma idade que se apaixona por Michael. Laura leva essa sua nova personalidade até as últimas consequências.
belo drama, com impressionante atuação da menina Zoé Herán, que parece realmente vivenciar a crise de identidade de sua personagem. Zoé tem uma figura andrógina, e seu físico favorece muito o papel. É comovente a sua entrega. Mesma situação vemos em Malon Levanna, também emocionante com a sua Jeanne.
O roteiro é bem simplório, e me causou espanto o fato dos pais nunca terem percebeido nenhuma atitude suspeita de Laura. É tão evidente a masculinidade dela...que achei pouco crível a reação deles depois, ao tomarem conhecimento da existencia de Michael.
De qualquer forma, a temática do fiilme é corajosa, mesmo que já ecorrente. Um filme muito semelhante é o também francês " Minha vida em cor de rosa".
O filme tem um ritmo lento, e um olhar de documentarista. As cenas são bastante espontaneas e improvisadas, visando a naturalidade das crianças.


Nota: 7

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

As aventuras de Agamenon, o repórter


de Victor Lopes

Documentário fake sobre a vida do repórter do jornal "O globo", Agamenon Mendes Pedreira, que faz muito sucesso com a sua coluna dominical no caderno de cultura.
O filme transpõe o humor chulo do jronal para as telas, mas infelizmente, a inteligência do texto, muitas vezes traduzidas em humor negro, que discorre sobre problemas que estamos vivendo atualmente, se resume a piadas chulas e sem graça , em sua versão de cinema.
É uma pena ver um comediante de talento como Marcelo Adnet, se limitando a fazer caras e bocas, em uma interpretação canastrona, que força o humor barato, mas só traz na verdade, constrangimento.
O filme reproduz a vida do repórter, desde sua infância até os dias atuais, e assim como o personagem ZELLIG, de Woody Allen, transita entre fatos históricos importantes, como estemi=unha viva, e sem respeitar temporalidade e bom senso. Pode ser um fato do início do século, quanto um fato atual.
Vemos então vários figurantes que se passam por dubês de atores e celebridades de outras áreas. Para se ter uam idéia do humor do filme, tem uma cena que Agamenon está no Titanic, que óbvio, sobre acidente. Ele está se afogando no mar, mas consegue segurar em um " pau". Quando abre o quadro, vemos que o " pau" que ele segura é pênis do personagem moribundo de Leonardo Di Caprio. Se era para rir, não fez efeito.
Fernanda Montenegro narra o filme, e o texto também acompanha as piadas de mau-gosto. Surtiu um efeito estranho, ouvir a voz da grande dama da interpretação falando um monte de barbaridades.
Os efeitos do filme até funcionam, considerando o baixo orçamento do filme. Mas o maior problema do filme reside em seu roteiro. Não existe uma história, e sim, fatos isolados, que em forma fragmentada, narram pequenos fatos. É tudo solto, e as participações de alguns atores renomados e de artistas dando depoimentos sobre o homenageado, como por ex, Jô SOares, Nelson Motta, caetano velloso, causa um erto desconforto. Fiquei o tempo todo pensando se as pessoas participaram porque eram amigos do produtor ou se porquê queriam debochar de si mesmos.

Nota: 4

sábado, 14 de janeiro de 2012

Sherlock Holmes- O jogo das sombras


" Sherlock Holmes- a game of shadows", de Guy Ritchie (2012)

O filme começa exatamente aonde termina o primeiro. Sherlock Holmes (Robert Downey Jr) e seu parceiro, o médico Dr Watson (Jude Law), procuram evitar que o vilão, Professor Moriarth, se aposse de armas poderosas, e que ele defragle uma guerra de grandes proporções entre as nações. Para isso, eles contam com a ajuda de uma cigana, Zim, e do irmão de Holmes ,(Stephen Fry).
Essa elogiada continuação do longa de Guy Ritchie (O crítico Roger Ebert o considera um dos best filmes de 2011)tem um resultado muito irregular. A primeira parte do filme é muito chata, e entediante. Pouca ação acontece. Mas de repente,a partir da cena do trem, onde o personagem de Dr Watson segue em lua de mel, o filme segue em ritmo de montanha russa. A sequencia em si do trem, e principalmente, a sequencia da fuga na floresta, reservam momentos antológicos de direção, efeitos e montagem. A da floresta posso dizer sem erro que é uma pequena obra-prima, uma aula de cinema e de bom uso de computação gráfica. O roteiro do filme ganha forças lá pela metade da projeção, e a cena final também é muito divertida e engenhosa, fechando para uma possivel terceira parte.
O elenco está afiado, apesar do excesso de caretas de Downey Jr, e o filme reserva muitas referências a outros filme,s principalmente " Pulp Fiction".
A parte técnica é perfeita: a fotografia ( que ás vezes exagera no escuro), a direção de arte, o figurino, a edição, a trabalho sonoro.
As crianças provavelmente se aborrecerão com o filme, pois além de tudo, ele parece ser muito mais longo do que é: tive a impressão de que o filme não terminava nunca, e quando vc acha que vai acabar, ele continua. O filme tem 129 minutos, que parecem 3 horas.

Nota: 7

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A outra Terra


" Another earth", de Mike Cahill (2010)

Rhoda é uma jovem de 17 anos, estudante de astronomia. Durante uma festa para comemorar a entrada numa Instituição de astronomia, muito considerada na cidade, ela bebe e se diverte. Ao voltar para casa, ela escuta no rádio que houve a descoberta de um novo Planeta, semelhante à Terra, e que está próximo. Ao olhar para o céu, ela se distrai,e bate em um carro que estava parado no sinal, matando a esposa e o filho de um Professor de música. 4 anos se passam, Rhoda é solta, e descobre que o professor sobreviveu e está enclausurado em sua casa, vivendo em constante depressão. Rhoda se emprega como faxineira na Universidade, e tenta, aos poucos, se aproximar do professor, sem revelar a sua verdadeira identidade. Ao mesmo tempo, ela se inscreve em um concurso que sorteará uma passagem de ida para o novo Planeta.
Interesantíssima mistura de drama e uma temática de ficção científica, " Uma outra Terra" foi bem elogiado no Festival de Sundance em 2011. A trama é um pouco confusa às vezes, e o final em aberto deixa essa sensação no espectador. Porém, a excelente atuaçao do casal de atores, mais a direção precisa, e o belo uso da trilha sonora, envolvem de tal forma, que nos deixamos levar pela melancolia absurda da narrativa. Um filme muito triste, que fala sobre a falta de perspectiva, o desamor, a solidão, a violência do mundo atual. Incrível a semelhança em alguns aspectos do filme com " Melancolia", de Lars Von Triers. Além da obsessão do tema da morte e falta de comunicação entre parentes, o visual do outro Planeta se aproximando da terra, sempre pairando no céu, é idêntico.
O filme é lento, ritmo bem arrastado, e poderia ter uns 15 minutos a menos. Mas é bonita a entrega dos 2 atores aos seus personagens sofridos. Vale assistir a essa comovente fábula, mesmo que você se incomode com o final em aberto.

Nota:8

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O espião que sabia demais


" Tinker Tailor Soldier Spy", de Tom Alfredson (2011)

Baseado em livro de John le Carré, famoso autor francês que escreveu muitos best sellers sobre o mundo da espionagem na década de 70 ( inclusive, ele é um dos produtores do filme), "O espião que sabia demais" é ambientado em 1973 , durante o período da GGuerra Fria. A tensão política entre União Soviética e o Ocidente estava no auge.
George Smiley (Gary oldman) é um agente do serviço secreto britãnico, prestes a se aposentar. Porém, um incidente com um dos agentes na Hungria faz com que George volte à ativa. Ele precisa descobrir, entre os agentes que servem o CIRCO, uma alta patente do serviço secreto, que está traindo a corporação. Entre os suuspeitos, encontra-se Bill (Collin Firth).
Para isso, George precisa empreender viagens e em ir em busca da verdade, enquanto mortes vão acontecendo.
Dirigido por Tomas Alfredson, mesmo diretor da obra-prima " Deixa ela entrar", o filme tem como principal obstáculo o seu confuso roteiro. O espectador fica boiando praticamente o filme todo: uma profusão de personagens, que o espectador leva tempo atté assimilar a relação entre todos, e o nome de cada um. A montagem , não linear, também ajuda a criar essa complexidade.
A direção de Tomas é boa, mas infelizmente o filme não tem ritmo, tornando o filme um exercício de paciência. A parte técnica do filme é excelente: Fotografia, Direção de arte, figurino, trilha sonora, a cargo de Alberto Iglesias, mesmo autor de " A pele que habito".
O elenco é uma questão á parte. Gary Oldman, envelhecido pro papel, confere dignidade ao personagem. John Hurt aparece pouco , e o restante do elenco de apoio funciona a contento. Minha consideração fica por conta de Collin Firth. Até as 2 primeiras metades da história, ele praticamente faz figuração, sem ter importância alguma na trama. De repente, seu personagem cresce, e fica claro que o roteiro construiu dessa forma para manipular o espectador.
Várias referências óbvias ao cinema de Hitchcock.
Um filme que eu adoraria ter amado: amo " Deixa ela entrar", amo filmes de espionagem. Mas esse ficou devendo.

Nota: 6

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

Cavalo de guerra


" War horse", de Steven Spielberg (2011)

Albert (Jeremy Levine) é um jovem fazendeiro, que mora com os seus pais. O pai é um ex-combatente de guerra que ficou aleijado,e a mãe, Rose (Emily Watson), é uma corajosa Dona de casa. Um dia, o pai compra um cavalo, batizado de Joey, e o traz para a fazenda, com a esperança de que ele vá ajudá-lo a arar as terras improdutivas. Mas o senhorio (David Thewlis) lhe cobra o aluguel, e mediante a recusa do cavalo de fazer o serviço , o pai decide matá-lo. Mas Albert se interpõe, e promete fazer o cavalo arrar toda a terra para que possam cultivá-la. Assim, nasce uma grande amizade entre Albert e Joey. Mas uma tragédia irá fazer com que o pai venda o cavalo para a cavalaria do exército inglês, durante a 1a guerra mundial. Desesperado, Albert tenta ir atrás de Joey, sem sucesso. Joey vai assim, passando de dono em dono, e serve ao exército inglês e alemão.
Espetaculoso filme de Spielberg, que aqui, mais uma vez, exercita o seu caráter humanista. O filme é muito bem dirigido, e toda a parte técnica é impecável. Spielberg quiz homenagear os grandes clássicos americanos das décadas de 30 e 40, principalmente " E o vento levou", de onde ele tira várias referências, incusive fotográficas.
O elenco todo está perfeito, dando o tom exato do melodrama, principalmente Emily Watson, que brilha em todos os momentos.
O filme é emocionante, apesar de longo. O roteiro exagera na tentatica de emocionar o público, e algumas passagens são bem previsíveis e outras, pouco críveis. Outro item péssimo: todos os personagens falam inglês: os ingleses, os franceses, os alemães. Daí confunde o espectador o tempo todo. Mas como o objetivo de Spielberg é forçar a emoção, tudo acaba funcionando a contento.
Nota especial para a cena de Joey em catarse, se debelando até culminar na cerca de arame farpado.

Nota: 7

Pumpkinhead


de Stan Winston (1988)

Ed Harley (Lance Henriksen)é um pacato proprietário de um pequeno armazém de estrada, numa pequena cidade do interior. Um dia, um grupo de jovens chega, e acidentalmente, um deles mata seu filho atropelado. Cego de vingança, Ed procura uma velha bruxa do local, para trazer {a tona Pumpkinhead, um anjo vingador que irá trazer a morte dos jovens. Mas Ed se arrrepende, depois de sofrer alucinações e se sentor culpado por tantas mortes, mas já é tarde demais.
Filme obscuro dos anos 80, tem em Lance Heniksen seu chamariz. Ele é mais conhecido por seu papel em "Alien", mas acabou ganhando destaque em produções B. O filme aqui é extremamente datado, os efeitos pobres ou inexistentes. A história em si demora a acontecer, e ainda te um prólogo bem longo de início. Fica apenas a curiosidade de ver um filme de terror com efeitos bem modestos e atuações frágeis.


Nota: 5

sábado, 7 de janeiro de 2012

A guerra está declarada


" La guerre est declaré", de Valerie Dinzelli

Juliette ((Valerie Donzelli) e Romeo ( Jeremie Alkaim) são dois jovens que se conhecem numa balada. Se apaixonam, vçao morrar juntos, e logo ttêm um filho, Adam. A felicidade do casal é rompida pela convivencia com Adam, que chora o tempo todo. Após vários exams, o casal descobre que Adam possui um raro tipo de tumor no cérebro. A partir daí,o périplo do casal se divide entre buscar um bom atendimento em hhospital público, manter a sanidade e o mais importante, a união do casal.
Belo e emocionante filme, o mais curioso é que o casal Valerie e Jeremie são os verdadeiros pais de Adam, na verdade Gabriel, que aparece no filme já na idade de 8 anos. Valerie resolveu filmar a sua história, e foi corajosa ao se expor por inteiro. A grande força do filme é evitar a pieguice que seria óbvia nessa tematica. Ela traz o filme ao universo pop, aos aos 80, a juventude que quer dar um grito e mostrar o seu valor. Me lembrei em vários momentos dos filmes de Xavier Dolan e Leos Carax. Não são filmes perfeitos, mas possuem cenas com muita energia e vibração,que compensam o filme como um todo. Valeria mistura váris linguagens, e procura criar estilo narrrativo. Acerta algumas vezes. Em determinado mometo, o filme até vira um musical.
O filme, claro, tem a mensagem edificante sobre a superação do ser humano perante uma tragédia que se assola de repente na vida de um casal feliz. O final é lindo, sem ser piegas. A cena que o filho segue para a mesa de operação também é emocionante.

Nota: 8

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os pecados de meu pai


"Pecados de mi padre" , de Nicolas Entel ( 2010)

Ótimo documentário, com um maravilhoso crédito inicial, feito em animação, mostrando toda a fase de cultivo e processamento da cocaína.
O filme é todo conduzido pelo filho de Escobar, Juan, que viu seu pai morrer quando tinha a idade de 16 anos.

Nota: 8

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Albert Nobbs


" The singular life of Albert Nobbs", de Rodrigo Garcia (2011)

Baseado em uma história real, se passa na Irlanda do Sex XIX, numa época onde as mulheres não encontravam trabalho e somente possuíam trabalhos serviçais, sem expressão. Albert Nobbs (Glenn Close) é um garçon que trabalha no Hotel de Mrs Baker (Pauline Collins), uma frívola e oportunista comerciante, que explora os seus empregados. Entre eles, está Helen (Mia Wasikowska), uma jovem que sonha em se casar com um homem por quem ela se apaixone. Nobbs, que tem um quarto somente para ele,enonomiza seu dinheiro, com o desejo de abrir futuramete um negócio. Na verdade, Nobbs é uma mulher, com um passado trágico, que se disfarça sobre a personalidade masculina para poder sobreviver. Um dia, Mrs Baker obriga Nobbs a dividir o quarto por uma noite com Mr Page (Janet Mactte), um serviçal que faz serviços de pintura. Page descobre a identidade secreta de Nobbs, que se apavora. Mas logo Page a tranquiliza: descobrimos que Page também é uma mulher, e mais, é casada com outra mulher. Nobbs logo se entusiasma com a ideia de se casar com outra mulher, e resolve investir em Helen, que por sua vez, é apaixonada pelo trambiqueiro Joe (Aaron Johnson), que obriga Helen a seduzir e obter objetos luxuosos de Nobbs.
Filme produzido e co-escrito por Glenn Close, que levou anos captando recursos para o filme. Ela convidou seu amigo, o cineasta Rodrigo garcia para essa empreitada. O esforço é válido, apesar do academicismo e caretice do filme, que merecia um tratamento mais ousado . O tema é polêmico, e poderia ter sido melhor explorado.
O grande trunfo do filme é justamente a performance do elenco. Glenn Close e Janet Mactee estão soberbas, se entregando a papéis dificilimos. O elenco de apoio também está muito bem: Pauline Collins, a eterna " Shirley Valentine", Mia Wasikowaska, Aaron Johnson, etc. O roteiro é interessante, mas o tom trágico torna o filme muito previsível. A parte técnica do filme é primorosa. O ritmo é lento, às vezes cansativo e dando um clima de filme televisivo. Mas como falei, o filme vale e muito pelas atuações, e somente o fato de Glenn Close ter se dedicado anos pelo projeto, já compensa a empreitada.


Nota: 7

domingo, 1 de janeiro de 2012

O cavalo de Turim


" A Torinói Ló- The Turim Horse", de Béla Tarr (2011)

No dia 3 de janeiro de 1889, em Turim, o filósofo alemão Nietzche presencia o espancamento brutal de um cavalo, pelo seu dono. Na tentativa de salvá-lo, Nietzche o abraça. Ao retornar para casa, Nietzche fala para sua mãe "Mãe, eu sou um tolo". Logo após, e por durante quase 11 anos, ele adoeceu, ficou mudo e se isolou do mundo, ate morrer.
" O cavalo de Turim" parte da premissa: o que aconteceu ao cavalo ?
O filme então dá início a história de um fazendeiro bronco, e a sua relação coma sua filha e o cavalo. Eles moram em uma fazenda isolada, cercada de ventania que não termina nunca. Extremamente pobres, pai e filha sbrevivem comendo batatas cozidas. A vida é rotineira: dormem, acordam, ela pega água do poço, cozinha as batatas, e logo após, ambos observam a paisagem da janela. E a ventania lá fora não para. E assim a vida prossegue por 6 dias, até a escazzes da água do poço e a falta de luz, que os deixa na escuridão.

Triste parábola sobre o fim do mundo, a falta de perspectiva perante um mundo sem Deus, de pessoas descrentes. O filme tem 2:30 hrs de duração, e rigororos 30 planos, que compõem com esplendor o fantástico visual do filme, todo rodado em preto e branco.
Muitos dos planos são operados usando o steadicam, o que é curioso, pensando em um filme de arte com tal equipamento. Mas Béla Tarr o usa a seu favor, compondo cenas milimetricamente estudadas. Os efeitos de tempestade são aterrorizantes e inquietantes. O trabalho do som também é essencial, dando uma sensação de incômodo , essencial para a trama.
A atuação dos 2 atores é digno de nota: o naturalismo que ambos tarzem aos seus personagens é comovente. Principalmente a atriz Érica Bok, que nitidamente se entregou ao seu personagenm, sem temer os esforços físicos.
Curioso que o filme se passe em 6 dias, como se fosse um processo bíblico de 7 dias, o tempo que Deus levou para criar o Mundo, aqui se dá o inverso. 1 dia do ocorrido + 6 dias, completando 1 semana para o mundo acabar. Um filme de ritmo extremamente lento, não aconselhável ao espectador que não se deixar levar pelo tempo real das situações.

Nota: 9