sábado, 31 de dezembro de 2011

O Deus da carnificina


" Carnage", de Roman Polanski (2011)

Baseado em texto da francesa yasmina Reza, e adaptado para o teatro, essa versão cinematográfica conta com a presença dos mega-astros Jodie Foster (Penelope), Kate Winslet (Nancy), Christoph Waltz (Alan) e John C. Reilly (Michael).
O encontro dos dois casais se dá na casa de Penelope e Michael. Os filhos de ambos brigaram na saída da escola, e o filho de Penelope acabou ficando sem dois dentes. Nancy e Alan vão até a casa deles assinar um documento que confirma o ataque. Porém, o mero encontro dos 2 casais faz fluir discussão de relacionamentos, desafios de poder, etc. A medida que a lavação de roupa suja avança em tempo real, os casais vão se engalfinhando moralmente, sem parecer que tenha um desfecho.
Divertida comédia de humor negro, com ótimas performances dos 4 atores, mesmo que as atuações tendam ao exagero e ao over acting. Mas Polansky não esconde a referência teatral da peça, e simplesmente liga a câmera e vai de encontro aos personagens, trancafiados em uma sala de um apartamento. Uma linguagem já utilizada inúmeras vezes no cinema, como em " Quem tem medo de Virgínia Wolf", de Mike Nichols.
Pode ser que para o espectador comum o filme soe chato e sem ritmo. Mas essa falta de dinamismo é compensada pelos ótimos diálogos, na sua maioria ácidos. Uma curiosidade: em uma cena, quando o personagem de Christoph Waltz abre a porta do corredor, podemos ver a presença de Polansky, escondido, fazendo o papel do vizinho.

Nota: 7

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Missão impossível 4 - Protocolo Fantasma


" Mission impossible 4- Ghost Protocol", de Brad Bird (2011)

Ethan Hunt (Tom Cruise) é solto de uma prisão de segurança máxima na Russia por agentes da IMF. Preso pelo assassinato de 6 sérvios, que mataram sua esposa, Ethan conhece seus novos colegas, Benji e Jane. O grupo recebe a missão de ir atrás de um perigoso terrorista, Hendrick, que pretende acionar bombas nucleares contra os EUA, causando desconforto entre Russia e EUA. A missão de Ethan e Cia fracassa, e eles são acusados de terem explodido o Kremlin e uma praça pública. É lançado então o protocolo fantasma, onde o IMF deve ser desativado. Ethan enão age por contra própria, contando com a ajuda do grupo e de Brandt (Jeremy Renner), um administrador do IMF que tem um passado suspeito. Próxima parada: Dubai.
Com mais humor do que os seus filmes anteriores, " protocolo Fantasma" procura fazer um filme de ação para toda a família, evitando sangue e violência, e marcando em cima do humor de personagens divertidos, que entraram para agitar a trama. Cruise está bem, apesar de ser evidente a sua maturidade física, e divide as cenas de ação com personagens tão interessantes quanto o seu. O personagem de Jeremy renner é quase que uma extensão de seu Ethan Hunt. e não seria de se estranhar se ele der prosseguimento a série.
As cenas de ação, capitaneadas por Brad Bird, diretor de animação ( Os incríveis)são de tirar o fôlego. A cena da escalada do prédio em Dubai, e a perseguição na tempestade de areia são excelentes. O filme é longo, e poderia sem culpa alguma, ter 20 minutos a menos.
Mas vale como passatempo pipocão, sem compromissos para uma tarde de domingo ou chuvosa.
Clássico de Sessão da tarde.


Nota: 7

domingo, 25 de dezembro de 2011

Românticos Anônimos


" Les Emotifs anonymes", de Jean Pierre Améris (2010)

Angelique (Isabele Carré) frequenta um grupo de Emotivos anônimos: pessoas que nao sabem lidar com relações amorosas. Ela é frustrada, por não saber lidar com a sua timidez, que atrapalha a sua vida profissional e amorosa. Ela vai pedir emprego em uma fábrica de chocolates a beira da falência, presidida por Jean René (Benoit Poelvoorde). Angelique tem um passado que guarda a 7 chaves: ela é uma talentosa fazedora de chocolates, mas guardava sua identidade anonimamente. Um dia, o seu patrão morre, e ela fica perdida. Todo mundo tenta ir em busca do famoso " eremita", o responsável pelos chocolates, sem saber que é na verdade Angelique quem os faz. Ela se emprega como vendedora dos chocolates, que ninguém quer. Ao mesmo tempo, o seu patrão nutre uma paixão por ela, mas também sofre do mesmo mal: a timidez e fobia social. Ambos procuram ver a melhor forma de poderem manter a postura profissional e pessoal, sendo que a timidez de ambos pode causar o fim de tudo. Angelique acaba ajudando o patrão a fabricar os chocolates, mas a relação de ambos parece querer ruir.
Deliciosa comédia romântica, nos moldes dos filmes de Jacques Demy dos anos 80: uma junção de romantismo exacerbado, colorido, música e uma caricatura vintage. Os atores se entregam a esse jogo de esterotipos e fazem caras e bocas perfeitas, uma vez que quse não temos diálogos. A trilha é linda, principalmente quando usa a música de Angus, no final emocionante. O roteiro é perfeito, juntando piadas e situaçãoes realmente engraçadas, quase que gagas visuais a la Jacques Tati, com um romantismo melancólico, que deixa o espectador torcendo de verdade pelo destino de seus personagens.
Um filme imperdível, que acredita na beleza do amor e da vida, assim como as boas fábulas.

Nota: 10

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Tudo pelo poder


" The ides of march", de George Clloney (2011)

Durante a prévia para a eleição presidencial no estado do Ohio, o candidato Mike Morris (George Clloney) conta com a ajuda de seu staff para poder vencer. No seu staff, o cabeça é Paul Zara (Philip Seymour Hofmann), seu braço direito, que organiza toda a campanha. Para auxiliá-lo, Stephen Meyers (Ryan Gosling) , um jovem e brilhante talento, que dá de tudo para agitar a campanha e fazer de Mike o vencedor. Porém, o candidato concorrente tem como braço direito Tom Duffy (Paul Giamatti), que, percebendo a possível derrota do seu cliente, tenta seduzir Stephen para pedir demissão e se juntar a ele. Uma jornalista oportunista, Ida (Marisa Tomei) descobre esse encontroe tenta suborná-lo. Stephen em princípio fica tentado, mas depois desiste. Porém,essa sua atitude irá levá-lo a um jogo sujo de poder, onde traição, mentira e corrupção andam juntas.
Excelente drama político, com um roteiro sensacional e tenso, inteligente e cheio de reviravoltas, que permite excelente performances de todo o sue elenco. Aliás, o elenco é um item à parte: George Clooney, RRyan Gosling, Marisa Tomei, Jeffrey Wright, Paul Giamatti e Philip Seymour Hoffman, em atuações antológicas. Um elenco dos sonhos.
A fotografia também é um deslumbre, acenntuando a melancolia e tensão dos palcos de uma candidatura. O ritmo do filme é dinâmico, não deixando espaço para barrigas.
George Clooney faz aquui o seu melhor filme, e alça a maturidade profissional. Imperdível.

Nota: 9

Imortais


" Immortals", de Tarsem Singh (2011)

Segundo a lenda, os deuses venceram abatalha contra uma horda de Titãs, que ficaram aprisionados no Monte Tártaro. Somente quem possuir o arco de Epirus poderá libertar os terríveis seres. O rei Hyperion (Michey Rourke) deseja se vingar da morte de sua esposa e filha, e tenta encontrar o arco, nem que para isso ele tenha que matar quem estiver a sua frente. Ele vai atrás do Oráculo (Frida Pinto), que tem o dom de saber aonde está o arco. Mas um camponês, Teseu, (Henry Cavill) é o terrestre escolhido por Zeus (John Hurt) para salvar a terra das mãos de Hyperion. Teseu quer vingar a morte de sua mãe. Mas a lenda diz que os Deuses não devem intervir na briga de humanos.
Filme dirigido pelo indiano Tarsem Sing, que também dirigiu " A cela". O visual do filme é questionável, percorrendo momentos de deslumbre com pura cafonice. O roteiro não traz novidades, especialmente para quem já viu " Fúria de Titãs" e afins. Os efeitos não tem nada demais, e o uso do 3D é sem criatividade. O ritmo é arrastado, as cenas de ação, burocráticas, e nada no filme realmente impressiona. O elenco atua em automático, e no geral, fica um gostinho de sessão da tarde requentado.

Nota: 5

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Lunar


" Moon", de Duncan Jones (2009)

No futuro, a Terra é alimentada através da energia proveniente de minério extraído da Lua. Uma empresa, a Lunar, explora esse minério. Para isso, envia para lá um astronauta, Sam Bell(Sam Rockwell), que é incumbido de supervisionar a extração do minério. O contrato diz que Sam deve trabalhar por 3 anos, e aí, terá o direito de voltar à Terra. Nesse meio tempo, ele vê fitas gravadas por sua esposa e filha, que enviam através do robô Gerty ( a voz de kevin Spacey). A comunicação no entanto com a Terra não é mais possível, devido a um acidente. Gerty é o responsavel pela preservação da estação espaial e preza pelo bem-estar de Sam. Um dia Sam sofre um acidente na mineradora, e acorda na estação espacial, aos cuidados de Gerty. Sam tenta sair da estação, mas Gerty o impede. Sam vai assim mesmo, e acaba descobrindo que no local do acidente, se encontra um homem igual a ele. Ao trazê-lo à estação, Sam tem a terrível revelação que na verdade, od 2 são clones, gerados pela empresa, e que no prazo de 3 anos, são incinerados, dando lugar a outro clone. os dois clones tentam então lutar pela sobrevivencia, antes que um grupo de resgate venha eliminá-los.
Belo exemplar de ficção científica para adultos, no início parece um tanto hermético e confuso, mas aos poucos a ttrama vai se revelando cada vez mais enigmática. O ritmo é bem lento, e o diretor Duncan Jones, filho do cantor David Bowie, mostra talento ao conduzir uma traa tão intrincada. Jones depois viria a dirigir outro filme muito interessante, " Contra o tempo", com Jake Gyllenhaal. Jones com certeza deve ter se inspirado no filme " O homem que caiu na terra", com Bowie, por conta da estranheza de seu filme. Sam Rockwell está ótimo, conduzindo 2 personagens tão distintos. O filme tem um clima bem melancólico, principalmente na sua parte final. O filme é longo, poderia ter uns 15 minutos a menos. Muuitas refer~encias podem ser vistas no filme: " 2001". " O iluminado", " THX". A direção de arte é o ponto fraco do filme: a falta de orçamento fica evidente no visual: parece filme dos anos 80, todo fake, construído em estúdio.


Nota: 8

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Escondido 3D


" Hidden 3D", de Jack Frost e Antoine Thomas (2011)

Brian Karter é filho de uma renomada cientista, que fazia experiência com viciados em um locla chamado " O Santuário". Brian se isola do mundo, e é chamado por um amigo seu, que revela que Brian herdou o Santuário, com a morte de sua mãe. Reticente de início, BRian se deixa convencer de ir até o local com um grupo de amigos. Chegando lá, são recebidos por uma guia, Haley, uma mulher misteriosa. Ao entrarem no local, Brian e seus amigos vão se deparar com crianças mutantes, resultado da experiência de sua mãe, que retirava o vício e os tranformava em algo real, mutante.
Filme pavoroso, mal dirigido, péssimo elenco, roteiro rasteiro e efeitos constrangedores ( pior que tentam fazer um 3d muito do ruim). Parece ser um clássico de com´dia involuntária, mas nem para isso o filme se presta. O filme não tem ritmo, sem tensão, nada funciona. O incrível é que o orçamento do filme chegou a 8 milhões de dólares, sabe-se lá aonde fo colocado.

Nota: 2

sábado, 17 de dezembro de 2011

Os crimes de Snowtown


" Snowtown", de Justin Kurzel (2011)

Jamie é um adolescente de 16 anos, que mora na cidade de Snowtown com os seus dois irmãos menores e sua mãe. Os irmãos sofrem abuso sexual do namorado atual da mãe deles. Ela o agride, e um dia, surge John Bunting, um homem carismático que ganha a simpatia da família e claro, de Jamie. A partir daí, John vira uma espécie de guru para Jamie, até ele descobrir que Joh na verdade é um perigoso serial killer, que mata pederastas e pervertidos.
Baseado na história real do mais famoso serial killer da Austrália, o filme é tenso, muito em função de sua trilha sonora, tenebrosa. A fotografia é um item a parte: deslumbrante em seus tons azulados e tristes. A direção é segura, evitando mostrar a violência que a história sugere. Mas a narrativa, seguindo uma linguagem documental, é lenta, revelando o caráter do personagem aos poucos. Os atores estão excelentes, naturalistas.Impossível não se lembrar de outro filme astraliano, muito semelhante: " reino animal", ao mostrar a violencia explicita dentro do ambiente familiar.
O filme só não é melhor, porquê é longo, poderia ter uns 20 minutos a menos.

Nota: 8

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O albergue Parte 3


" Hostel part 3", de Scott Spiegel (2011)

4 amigos resolvem comemorar o última festa de solteiro de um deles, e ppartem para Las Vageas. Chegando lá, conhecem duas garotas, que os convidam para uma festa num fábrica desativada. Obviamente que, chegando lá, um deles é sequestrado,e acorda numa sala de torturas. O elite clube é uma associação especializada em comprar e torturar pessoas ao extremo, até sua morte. os outros 3 amigos vão em sua buca, sem saber o que lhes aguarda.
Escrito por Eli Roth, diretor do primeiro filme da série, " O Albergue 3" parece ser uma paródia feita em cima do sucesso
" Se beber não case". Não existe novidade alguma no filme, tudo é feito para agradar os fãs da série: violência extrema, mulheres semi-nuas, personages idiotas. Tem uma cena realmente apavorante, quando um torturador arranca a pele do rosto de uma vítima. O interessante do roteiro é a inversão de expectativas. Toda hora o filme tenta fazer umas pegadinhas com os personagens, enganando o espectador. E funciona. Mas o desfecho é previsível demais, se bem que divertido. Fora isso, o filme é curioso por colocar no elenco o mega star alemão Thomas Kreschtmann, que tem em seu currículo vários filmes europeus e americanos, interpretando um vilão na história, em participação tosca.

Nota: 5

domingo, 11 de dezembro de 2011

50 %


" 50.50" , de Jonathan Levine (2011)

Baseado na história real do roteirista Will Reiser, o filme narra o drama de Adam (Joseph Gordon-Levitt), um roteirista de uma estação de rádio de 27 anos, que descobre ter um cãncer raro. A sua expectativa do tratamento de quimioterapia dar certo é de 50%. Adam conta com a ajuda de Kyle (Seth Rogen), seu melhor amigo, que se aproveita da doença do amigo para se aproximar das mulheres. Adam volta a fazer conttao com a sua mãe super-protetora, Diane (Angelica Houston), que por sua vez já cuida do pai dele, portador de Alzheimer. Adam inicia sua terapia com a Dra Katherine (Anna Kendrick), muito jovem como terapeuta e que faz Adam desconfiar da eficiencia do tratamento. Por fim, a sua relação com a sua namorada Rachel (Bryce Howard Dallas) vai de mal a pior, pois ela nao suporta a evolução da doença do amado, e pula fora.
Brilhante filme, que mescla com louvor drama e comédia, amenizando a tragédia da doença, sendo encarada da melhor forma possível, mesmo quue em vários momentos, Adam sucumba a depressão. Os diálogos são sensacionais, parecendo tirados de algum filme de Wooody Allen. O elenco brilha, e sim, é muito bom rever Angelica Houston, interpretando um papel tão maravilhoso, mesmo que pequeno. A diireção de Jonathan levine é inteligente, discreta, e não procura tomar partido do melodrama. A trilha sonora também é sensacional, e claro, não poderia deixar de ter uma música do Radiohead, no caso," Fake plastic tree ". Um filme que merece e deve ser visto, uma produção independente emotiva e bem produzida.

Nota: 9

As canções


de Eduardo Coutinho (2011)

Pessoas comuns e anônimas prestam depoimentos para a câmera de Eduardo Coutinho, em um palco do teatro. A pergunta é: Que música marcou a sua vida. Depoimentos maravilhosos e emocionantes de todo tipo, embalados por belas histórias de amor, perdas, traições, frustrações, saudades.
Como "Edifício Master" e " Jogo de cena", Coutinho aposta na simplicidade da mise en scene, e foca nos depoimentos. Esse é seu grande trunfo, descobrir entre centenas de pessoas, aqueles que realmente têm algo a contar. Um olhar perdido, um gestual arrebatador, depoimentos reveladores que invadem a alma do espectador, tornando todos próximos em suas lutas e esperanças. O filme é longo, alguns depoimentos, claro, são superiores a outros,que parecem ter entrado na edição final apenas para preencher tempo. Mas resultado final é tão arrebatador, que a gente sai do cinema querendo cantar, para espantar os males ou trazer felicidade para a nossa vida. A fotografia de Jacques Cheuiche é linda, e o visual do filme, simples, é muito bacana, remetendo a uma apresentação em casa de espetáculos intimista.


Nota: 9

sábado, 10 de dezembro de 2011

Martha Marcy May Marlene


" Martha Marcy May Marlene " de Sean Durkin (2011)

Martha (Elisabeth Olsen) é uma jovem que durante 2 anos, se refugiou em uma pequena comunidade hippie nos arredores de Nova Yorque. Ela foi levada para lá por uuma amiga, e nao conseguiu mais sair. Na comunidade, o seu nome de batismo é Marci May. Assustada com os rumos da seita, administrada por um perverso líder, Patrick (John Hawkes), Martha foge. Ela liga para sua irmã, que se assusta ao ouvir notícias de Martha. A irmã e o cunhado a levam para a casa de campo deles, que fica a beira de um lago. Martha não diz o porquê dela ter sumido e nem aonde ela estava por esses dois anos. A irmã estranha tudo, mas mesmo assim dedica o seu tempo para cuidar de Martha. Porém, aos poucos, lembranças da seita vêem a mente de Martha, que acaba misturando realidade e fantasia, e não consegue mais discernir uma coisa da outra, ficando paranóica.
Excelente drama, com tintas de suspense, que me fz lembrar bastante de " Inverno da alma" por várias razões: Uma temática sobre auto-descobrimento, e a violência que existe no ser humano. Uma forte protagonista: aqui, Elisabeth Olsen no outro filme, Jennifer Lawrence. John Hawkes está em ambos os filmes, interpretando um tipo perverso. Ambos foram premiados em Sundance.
A direção é seca e silenciosa, a fotografia previlegia tons melancólicos e a edição vai tranquila, misturando com inteligência passado e presente, fazendo o especatdor ficar confuso sobe qual tempo os personagens estão vivenciando. Um filme pesado, tenso, que traz surpresas o tempo todo. A lentidão da narrativa pode irritar alguns. Mas no contexto geral, é um ótimo filme que deve ser visto.

Nota: 8

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Noite de ano novo


" New year´s eve", de Gary Marshall (2011)

Na mesma linha do seu filme anterior " Dia dos namorados", Garry Marshal faz de " Noite de ano novo" um pedido niversal de perdão. Aproveitando que nessa época do ano, as pessoas ficam mais suscetíveis a sentimentos como perdão, amor, paz, solidariedade, Marshal compõe um mosaico de personagens solitários numa grande metrópole, no caso, Nova York. O filme começa com Claire (Hillary Swank), coordenadora do evento de Reveillon na Times Square, uma típica workhaholick, tentndo fazer com que a festa no local dê tudo certo. Temos também Ingrid (Michelle Pfeiffer) e Paul (Zac Efron), respectivamente secretária e office boy de uma Gravadora poderosa,. Ela solitária, pede demissão, e contrata Paul para que a ajude acumprir suas resoluções de ano novo, em troca de convites para uma grande festa na Gravadora. Kim (Sarah Jessica Parker) é uma mãe hiper protetora, que impede Kim (Abigail Bresning) de ir ao reveillon com os amigos e namorado. Stan (Robert de Niro) é um paciente terminal, que sonha em ver pela última vez a explosão de fogos, pelo terão do hospital. Aimeé (Hale Berry) é a enfermeira que cuida dele, e cujo namorado, soldado, se encontra lutando no Iraque.E por aí vai.
Como todo filme recheado de estrelas (ainda temos Catherine Hegel, John Bon Jovi, Ashton Kutcher, Lea Michelle, Jessica Biel, Carla Gugino, etc) as histórias acabam ficando enfraquecidas, pois não dá tempo de se aprofundar na psicologia dos tipos, ficando tudo muito raso. Acaba virando um rol de sketches, alguns bons, outros bobos, outros inexistentes.
O filme é um compêndio da cultura americana: consumismo, moralismo cristão, muita pompa e curcunstância, e porque não, neons. Alguns momentos irritam pela ingenuidade, e tudo é muito clichê. Porem, diga-se de passagem, o roteirista reservou uma boa surpresa no desfecho, evitando a obviedade de uma das histórias, e enveredando por outro final, menos óbvio. Para quem nao curte sesssão da tarde com gostinho de Starbucks e jingle bells, melhor manter muita distancia do filme.

Nota: 6

domingo, 4 de dezembro de 2011

O céu sobre os ombros


de Sergio Borges (2011)

Documentário premiado sobre 3 figuras anônimas da periferia de Belo Horizonte, " O Céu sobre os os ombros" tem como maior mérito a belíssima fotografia.
Evelyn é um transsexual: de dia é professora universitária, de noite se prostitui nas ruas. Ela está fazendo mestrado sobre a questão do transsexualismo, e sofre crises de solidão e saudades de sua avó.
Bogus é um hare krishna, também torcedor fanático de futebol, trabalha em restaurante e em telemarketing.
Lwei é um escritor angolano,que possui um filho com doença mental. Lwei tem fortes tendências suicidas, e nunca trabalhou, sendo sutentado pela esposa.
O documentário venceu o prêmio de melhor filme em Brasília 2010. Discutível. Mesmo sendo um belo filme com imagens poéticas sobre solidão e melancolia numa grande cidade, o filme não tem grandes depoimentos. Na primeira parte do filme, as cenas são aleatórias e o filme parece não ter uma unidade. O espectador fica perdido, tentando entender sobre o que o filme quer discutir. O melhor personagem apresentado é o do transsexual, que tenta trazer humanidade de um ser realmente marginal. A cena dele fazendo miche na rua é reveladora e triste. Se o filme não fosse tão arrastado , seria muito melhor.

Nota: 6

sábado, 3 de dezembro de 2011

Toda forma de amor


" Beginners", de Mike Mills (2010)

Oliver (Ewan Macgregor) é um artista gráfico, que mora sozinho em uma casa. Ele conhece Anna (Melanie Laurent), uma jovem atriz francesa que mora em Nova York. Oliver tem um temperamento depressivo, e conta para Anna o seu relacionamento com os seus pais. A mãe, sempre fechada em seu mundo, triste. No dia em que ela morreu, Hal (Christopher Plummer) de 75 anos, resolveu se assumir gay e partir para uma vida que ele sempre quiz ter. De início estranhando tudo, Oliver acaba e acostumando, mas mesmo assim evita aiores contatos com o pai. Até que ele descobre ter um cancer terminal. Esse passado mal resolvido faz com que Oliver se prive do amor de Anna.
Bom drama, profundamente triste. com boas atuações do elenco. O tema é interessante e tratado com muita delicadeza. Porém, o filme é longo demais, e acaba ficando com o ritmo muito arrastado. ALguns momentos de humor e a presença de um cachorro fazem o filme se tornar mais agradável.

Nota: 7

O esquartejador de Nova York


" The new york ripper", de Lucio Fulci (1982)

Um serial killer está atacando mulheres nas ruas de Nova York, e as mata com requintes de crueldade. Um detetive tenta desesperadamente descobrir o paradeiro do assassino, e conta com a ajuda de uma sobrevivente de um ataque para reconhecer o suposto criminoso, mas ele tenta de novo atacar a jovem.
Delicioso filme do cultuado Lucio Fulci, que ele dirigiu em Nova York, em esquema de baixo orçamento. O tema lembra bastante um outro filme polêmico da época, " Parceiros da noite", de Willian Friedkin. Ambos são filmes que lidam com o universo sórdido da noite nova yorquina, com personagens perversos, e outros ligados a pornografia, perversões e taras. As pessoas são punidas pela sua libertinagem. É um filme de tom moralista.
O elenco , dublado, está maravilhosamente canastra, como devem ser nos filmes de Fulci. As cenas de violência são extremas, alguns com requintes de barbaridade. Temos até detalhes de gilete cortando um olho de uma das vítimas. Várias cenas antológicas, nesse verdadeiro clássico do filme B.


Nota: 8

Os especialistas


" killer elite", de Gary Mackendry (2011)

Em 1980, um grupo de elite de assassinos, apadrinhado por integrantes do Governo, continuam em sua rotina de execução de tarefas de aniquilar poderosos que ameaçam a paz do Governo britãnico. Entre eles, Danny(Jason Statham) e Hunter, seu mentor (Robert de Niro). Danny fica em crise após matar um homem e encontrar uma criança no carro. Resolve se aposentar. No entanto, logo é convocado, ao saber que Hunter, em uma tarefa, acabou sendo mantido como prisioneiro. Danny segue até o País de Omã, na Arábia Saudita, e ao encontrar o Xeque, descobre que sua missão é matar 3 integrantes da SAS, eleite militar britãnica, que mataram 3 de seus 4 filhos durante uma operação militar no País. Danny aceita a contra-gosto a missão, e embarca para a Inglaterra para botar em prática a sua demanda. o que não esperava era que em seu caminho, surgisse um matador da SAS, Spike (Clive Owen), que tenta salvar as vidas dos miliares jurados de morte.
Bom filme de ação, baseado em livro publicado pelo inglês Rudolph Fiennes, mas que jamais conseguiu provar a existência dos " the feathermen", assassinos de elite da SAS. O mais curioso no filme é que ele se passa na década de 80, logo, nada de tecnologias avançadas usadas nos filmes semelhantes: Identidade Bourne, Missão impossível, etc. Aqui é pancadaria e ação das antigas, com direito a muita mentirada, do jeito que se fazia antigamente. E é justamente isso que irrita. Muitas das cenas se tornam implausíveis justamente por suas inverossimilhanças. Os atores estão bem, mas Robert de Niro abusou do piloto automático. Jason Staham faz aquilo que sabe fazer bem: distribuir socos e tiros e manter a pose de durão. Clive Owen mantém um bigodinho safado, mas cumpre sue papel com dignidade. No mais, é passatempo, sem nada de novo, meio longo, e que lá pelo meio, resolve dar um clima de melodrama dispensável.

Nota: 7

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Um dia


" One day", de Lone Scherfig (2011)

No ano de 1988, um grupo de estudantes se forma na faculdade. Entre eles, Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess). Os dois vão até a casa de Emma para transar, mas resolvem ficar apenas na amizade. Antes de se despedir, fazem um pacto de se encontrarem todo dia 15 de julho, para contar as novidades das vidas de ambos. Assim, a vida de ambos segue até o ano de 2008, entre medos, insucessos profissionais e amorosos, frustrações. No final, descobrem que estavam mesmo era apaixonados um pelo outro.
Belíssimo filme, com fotografia deslumbrante, em tons azuis, e trilha sonora composta por Rachel Portman, que enfatiza o sentimentalismo da trama. O filme é triste, apesar do clima de romance que envolve a narrativa. Várias músicas pop dos anos 80 , 90 e anos 2000 fazem parte da trilha. As locações e direção de arte são inebriantes. Os atores estão ótimos: Anne Hathaway, que foi massacrada pela crítica, por conta de seu sotaque inglês ( o personagem é inglês, e Anne é americana). está ótima. Mas sim, consigo visualizar a Emily Blunt ou Carey Mullighan interpretando a personagem. Ainda mais que Carey fez o último filme da mesma diretora, " Educação". Jim Sturgess, de " Across the Universe", também está correto, e a presença da sempre maravilhosa Patricia Clarkson, habitueé dos filmes de Woody Allen, aqui emprestando digidade no papel da mãe de derek. Apesar de todos os pontos altos, o filme não alça vôo. O ritmo é lento, longo. A gente quase que não simpatiza boa parte da projeção pelos dois personagens, uma vez que eles não procuram ser gentis. Mas o final do filme supreende pela montagem. lembra bastante o desfecho de " Amor em 5 tempos", de Françõis Ozon. A gente sai do cinema com a sensação boa, de ter visto um puta filme edificante. Vale lembrar também que é quase impossível não associar o filme aos emocionantes " Antes do por do sol" e " Antes do amanhecer", de Richard Linkater.

Nota: 7