terça-feira, 30 de novembro de 2010

Antes que o Mundo acabe


Filme gaúcho dirigido por Ana Luiz Azevedo, e vencedor de melhor filme em Paulinia 2009, esse drama romãntico me arrebatou.
A história de Daniel, um adoelscente de uma cidadezinha do interior do Rio Grande do Sul, e suas angústias e aflições típicas da idade: escola, namorada que não se decide, o melhor amigo acusado de um roubo na escola. Daniel mora com sua mãe, sua irmã caçula e seu padastro. Certo dia, recebe a carta de seu pai, que é um fotógrafo que se mudou para a Tailândia. Sua vida então vira um caos de vez. Tantas decisões a serem tomadas de uma vez.
O grande trunfo desse filme é aleveza, a simplicidade, e seu elenco, formado por jovens não atores, mas encantadores em sua naturalidade. A fotografia, a trilha sonora, tudo é delicado. O único porem que faço ressalvas é quanto as cenas do pai na Tailândia, que ficaram bem pobres e mal resolvidas. Mas isso não impede do espectador se envolver com o filme. Uma graça.
Um filme família, sem violência, sem ódio. Apenas a vontade de viver e ser feliz. Uma pena que o filme tenha sido tão mal lançado e divulgado.

Nota: 9

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O ciúme mora ao lado


"Haarautuvan rakkauden talo/ The house of branching love", de Mika Kaurismaki (2010)

Drama finlandês, com doses de comédia romântica, dirigido por Mika Kaurismaki, cineasta apaixonado pelo Brasil. (não a toa a trilha sonora é recheada de musicas brasileiras). Ele dirigiu também o documentário "Brasileirinho".
Um casal prestes a se divorciar, faz um pacto de ainda morarem na mesma casa, contanto que dividam seus espaços. Fazem regras, que não devem ser quebradas por nenhum dos dois. Vivem discutindo e se odiando, e cada um descola um amante, para provocar ciúmes no outro.
O filme começa muito bem, mas do meio em diante, vai se enveredando por um genero policial, com uma trama maluca de roubo de dinheiro que confesso, não curti. O diretor deveria ter se atido ao drama do casal, teria sido muito mais interessante.
De qualquer forma, as cenas cômicas, e a atuação do casal principal, valem o filme. Vale ressaltar que o elenco de apoio também é divertido, calcado em estereótipos da amiga perua, do amigo garanhão, o amante gostosão, a puta de bom coração, o detetive atrapalhado.
A duração do filme é um pouco excedente, deveria ter uns 20 minutos a menos.

Nota: 7

Tetro


" Tetro", de Coppola (2009)

Projeto pessoal e independente de Coppola, que dizem, faz aqui um relato auto-biográfico sobre sua familia e a relação de parentes próximos em Buenos Aires, uma cidade que traz lembranças do passado para a família Coppola.
Tetro (Vincet Gallo) é um escritor depressivo, que se refugia em Buenos Aires e vive com uma bela mulher (a espanhola Maribel Verdu). De repente, surge o jovem Bennie, de 17 anos, seu irmão, que passa um tempo em sua casa, proveniente dos Eua. . Fantasmas do passado voltam a assombrar Tetro, com a presença de seu irmão. Antigas rusgas com seu pai, interpretado pelo excelente ator húngaro Klaus Maria Brandauer, por causa de uma paixão de ambos. Carmen Maura faz uma participação como uma crítica de teatro.
O filme é rodado em P&B, com alguns flashbacks em cor. A fotografia é deslumbrante, e a ambientação em Bueno Aires e a trilha sonora trazem uma bela nostalgia.
Coppola faz aqui um filme cult, pequeno, mas enérgico, assim como Bertollucci em Os Sonhadores.
Esse é seu 21o filme, e interessante como Coppola faz o inverso do caminho de vários diretores de prestígio. Ele começou grande, e vai calcando seus últimos filmes em produções menores, independentes. Seus últimos trabalhos foram fracassados, inclusive o anterior, com Tim Roth, nem foi exibido comercialmente, só passando aqui no Festival do Rio em 2008, sobre críticas desfavoráveis (inclusive minha).
Uma pequena jóia cinematográfica, que tem como desfecho uma reviravolta na trama, bem melodramática, sob a trilha de um tango, como deve ser os dramas familiares latinos.
O jovem ator Alden Enrenreich, que interpreta Bennie, tem uma presença magnética, e promete brilhar na carreira.

Nota: 8

Face/Visage


"Visage", de Tsai Ming Liang (2010)

Filme mais recente de Tsai Ming Liang, diretor Taiwanês, cuja retrospectiva está atualmente no CCBB ( nov de 2010)
Famoso pela sua estética sempre presente em suas obras, além de elementos visuais e dramáticos também onipresentes. A câmera estática, cuja duração do plano vai até o limite do suportável. A vida cotidiana, minimalista, simbólica. Os elementos da água, morte, reencarnação, sexo, musicais anos 30. Ming Liang é quase um Greenaway do Oriente. Seus filmes " Vive l´amour, Dragon inn, Que horas sao ai, O rio, o Buraco..." são poemas visuais, que rompem a barreira do convencionalismo, assim como os filmes do bardo inglês. O seu público é restrito, mas fiel. É dificil acompanhar seus filmes sem se despreender do tempo, ou seja, muita, mas muita paciência.
Aqui em FACE, Ming Liang homenageia o cinema francês, sua paixão, mais precisamente, o cinema de Truffaut. Para isso, ele traz os ícones dos filmes do cineasta francês para esse seu filme, que narra a historia de um cineasta de Taiwan, que vai até paris filmar uma releitura de Salomé. Fanny Ardant, Jeanne Moreau, Jean Pierre Leaud ( atores de Truffaut), se juntam a Laetitia Casta, Nathalie Baye e Mathieu Amalric nessa empreitada conceitual, financiada pelo Museu do Louvre.
O filme tem cenas belíssimas, mas na maior parte do tempo, é bem cansativo, alguns momentos realmente passam do limite do suportável. Mas vale como homenagem de um cineasta chinês a um ídolo francês.
Num momento musical do filme, Ming Liang presta uma homenagem a Almodovar: kitsch e delicioso.
Numa cena ousada , Mathieu Amalric protagoniza tórrida cena de sexo com o personagem do alter ego de Ming Liang, o ator Lee Kan Cheng.

Nota: 6

Enterrado Vivo


" Buried", de Rodrigo Cortés (2010)

Drama claustrofóbico, dirigido por um cineasta espanhol, e produção espanhola.
" Enterrado vivo" é um prodígio de realização, uma vez que conta apenas com 1 ator em cena e uma única locação, no caso, um caixão, onde o personagem se encontra. Paul acorda após momentos de desmaio, e se encontra dentro de um caixão. Aos poucos, recobra a consciência, e junto, encontra um isqueiro e um celular. Ele faz algumas ligações, na sua maioria, com atendimento automático, ou mal atendimento. Descobre que foi sequestrado. Ele é um caminhoneiro americano, a sreviço de uma cia de transporte que age no Iraque. O ano é 2006. Numa emboscada, ele foi preso, e seus companheiros mortos. O sequestrador faz contatos com ele, e pede que ele peça um resgate ao governo americano. Contactando o FBI, Paul descobre que o caso nao pode ser levado para a mídia, para não dar atenção ao sequestro, uma vez que a ação dos EUA no Iraque foi contra a opinião pública.
Desesperado, Paul tenta a todo custo sair do caixão.
Ryan Reynolds tem aqui a interpretação de sua vida. Fora de seu habitati das comédias românticas, é incrivel a netrega do ator, que se desobra em todas as emoções possíveis. Um trunfo. Outra vitória é do diretor e do roteirista do filme, ao conseguirem manter o interesse do espectador por 90 minutos. As vezes o filme parece que vai cansar, mas daí vem uma nova guinada. Essa é a esperteza, dar sempre dar uma reviravolta na trama. Até o final que..enfim, não se pode comentar nada....
O diretor Rodrigo Cortes com ceretza deve ter visto varias vezes KILL BILL 2, por conta da cena de Uma Thurman presa no caixão. Outra fonte deve ter sido um episodio do CSI , no qual um dos personagens fica preso num caixão, e a sua equipe de legistas tem que descobrir seu paradeiro de onde ele está enterrado, no deserto, antes que seu suprimento de ar acabe. Por um acaso, esse episodio tambem foi dirigido por Tarantino

Spoiler ( não leia abaixo se nao viu o filme)

Sensação semelhnate só tive recente ao ver o filme MAR ABERTO, sobre o casal que é abandonado ao léu no mar, infestado de tubarões. Fiquei arrazado ao desfecho, saí mal do filme.

Nota: 8

Ferro


" Hierro", dirigido por Gabe Ibanez (2009)

Belísssimo filme de suspense espanhol. Aliás, um suspense light. O que interessa de fato nesse drama sobre uma mulher que durante um passeio de barco com seu filho, até a Ilha de Hierro, onde o menino desaparece misteriosamente, é o clima, as imagens. Tudo belamente fotografado. Fiquei hipnotizado por tanta beleza visual. Só a cena de acidente de carro do inicio já vale o ingresso, é maravilhosa. O filme remete muito a O ORFANATO, vai na mesma leva. O elenco é otimo, e o filme vai indo num clima de misterio. A mulher decide ficar na ilha, achando que seu filho de fato pode estar em algum lugar.
Excelente efeitos visuais, Direção de arte, som.
A trilha sonora as vezes induz a um suspense que nao acontece, e assim o filme vai se desenvolvendo até seu desfecho melancolico. Imperdivel

Nota: 9

domingo, 28 de novembro de 2010

Moscou, Bélgica


"Aanrijiding in Moscou/ Moscow Belgium", dirigido por Christophe Van Rompaey (2010)

Moscou Belgica é um drama com toques de comédia romântica, excelente. Ambientado na Belgica, em um bairro chamado Moscou, é um filme charmoso, simples, com ótimos atores e diálogos deliciosos. A trilha sonora do Tuur Florizoone é lindissima, com ecos da trilha de Amelie Poulain. O filme fala sobre uma mulher de meia idade abandonada pelo marido, que cuida de 3 filhos. Com auto estima zero, ela conhece um caminhoneiro num acidente e passa a ter uma relacao turbulenta com ele, que afetara sua vida familiar. A cena da mulher nua, em frente ao espelho, feliz com a descoberta de sua sexualidade, é linda!
A fotografia, câmera, som, tudo funciona em prol de narrar com simplicidade a história. É um filme de personagens, humanos, melancólicos.

Nota: 9

Vips


Drama dirigido por Toniko Melo, e produzido pela O2, de Fernando Meirelles. (2010)
Baseado na historia real de Marcelo Rocha, um vigarista que se fez passar por Henrique Constantino, filho do Dono da Gol.
O filme se concentra mais na sua faceta de Henrique Rocha, apesar dele assumir vários outros personagens também.
Nascido em Recife, ele mora com sua mãe que é dona de um salão. O sonho do garoto é ser piloto de avião ( ele faz uma projeção de que seu pai é Piloto de avião). Quando cresce resolve ir atrás de seu sonho. Vai então, se passando por pessoas fakes, até resolver assumir a personalidade de Constantino, enganando a todos.
O filme remete a PRENDA-ME SE FOR CAPAZ, de Spielberg, e aqui também a gente fica toda a hora duvidando da autenticidade dos fatos. Como alguém pode ser tão perspicaz, inteligente, driblar tantas pessoas ao mesmo tempo, levar a mentira por um prazo tão longo?
O elenco é recheado de ótimos atores ( Arieta Correa é uma grande revelação, Juliano Cazarré, Gisele Fróes), mas quem leva o filme na cabeça é Wagner Moura, impagável.
A peruca que ele usa no inicio é imperdoável, muito tosca (para que ele se pareça em idade com um estudante universitario!!).
O filme é ótimo, bem produzido, e tecnicamente bem realizado.A fotografia, som, montagem.

Nota: 8

Histórias reais de um mentiroso

de Mariana Caltabiano (2010)

Documentário sobre a personalidade complexa de Marcelo Rocha, mentiroso compulsivo que ficou famoso por ter enganado a todos, se passando, entre outros, por Henrique Constantino, filho do dono da Gol.
A diretora opta por um tom farsesco em seu filme, misturando animação, trilha cômica, e uma montagem esperta.
Os depoimentos são sensacionais, passando por Amaury JUnior, que entrevistou ao vivo o rapaz durante o seu programa FLASH, sem saber que era um impostor. Ricardo Macchi, Maria Paula...uma saraivada de gente que se deixou iludir por esse homem que sonhou alto. Ri bastante, e é incrivel a inteligência e a perspicácia de Marcelo.
O filme termina com a imagem de Marcelo, dessa vez preso em Bangu 1, assumindo a personalidade de um traficante de uma facção criminosa, negociando com a polícia. Uma de suas várias facetas.
Aqui, muitos compararam a história ao filme " Prenda-me se for capaz", de Spielberg.
O filme é bem dinâmico, e sinceramente, achei mais divertido que VIPS, com Wagner Moura.
O filme revela também um drama pessoal vivido pela diretora: seus irmãos morreram no acidente aéreo da TAM, e seu pai acabou falecendo tempos depois, desgastado com a tragédia.

Nota: 9

Deuses e Homens


" Of Gods and men", de Xavier Beauvois (2010)

Excelente drama francês, dirigido por Xavier Beauvois, ganhou em 2010 premio do Grande júri em Cannes.
Baseado em história real, ambientado em 1996, num mosteiro da Argelia. 7 padres franceses abdicam de suas vidas na França para cuidarem de populares pobres de região na Argélia. Os padres são incomodados pelos terroristas locais e pelo exército argelino, que os acusa de ajudaram os terroristas. Os terroristas matam curdos, sérvios, e tocam o terror na região. Os padres entram então em um dilema moral, colocando inclusive a existência de Deus à prova. Servir a deus, servir ao homem? salvar sua própria vida??
O elenco, encabeçado por Lambert Wison, está soberbo. A cena da ceia ao final da projeão é algo inenarrável: subime, mágico. Com certeza, o prêmio foi dado por essa cena. Os primeiros 20 muitos sao muito lentos e chatos.....mas depois , o filme encontra o caminho do documental, aliado a ficcção, e envolve o espectador, até seu clímax. Saí do cinema triste, arrazado.

Nota: 9

Turnê


"Tournée", de Mathieu Amalric (2010)

Drama que ganhou prêmio de melhor diretor em cannes 2010, protagonizado e dirigido pelo próprio Amalric ( um ator que dmiro bastante, desde as suas performances maravilhosas em filmes como " O escafandro e a borboleta")
O filme acompanha o cotidiano de um agente e sua trupe de mulheres artistas, que segue por uma turnê por cidades da França. Uma espécie de show Moulain Rouge ambulante, em menores proporções, as mulheres, dacadentes, cantam, dançam, fazem shows eróticos, performances, uma espécie de Cabaret pop. Paralelo, a crise pessoal que o agente passa com seus filhos e ex esposa.
O filme é bem dirigido, os atores são ótimos..O estilo é quase documental, sem ação, apenas pequenos dramas que percorrem o filme. Cansa um pouco, mais pela longa duração, mas mesmo assim, é divertido, e nos deixa curiosos em acompanhar a vida de pessoas comuns como a gente, mas com um brilho extra.

Nota: 8

A vida dos peixes


"La vida de los peces", de Matiaz Bize (2010)

Drama dirigido por Matias Bize, chileno que também dirigiu NA CAMA (o filme onde um casal discute a relação no quarto do motel).
Aqui, Matias repete seu formato: Um casal, separados após uma tragédia familiar, discute a relação durante uma festa, durante uma madrugada. Ela está para se casar com outra pessoa, ele tenta uma reconciliação.
Sofrimentos, lavação de roupa suja, melancolia, frustração. Tudo aqui soa repetitivo, em relação ao seu filme anterior.
O filme tem belissima fotografia, mas algumas cenas beiram a breguice ( por ex, a cena que o amigo toca violão).
O filme se vale de bons atores, principalmente o casal principal. Mas do meio em diante cansa. A verborragia aqui no caso, não envolve tanto quanto o seu filme anterior.

Nota: 6

O Assassino dentro de mim


"The Killer inside me", de Michael Winterbotton

Baseado na obra do pulp autor Jim Thompson, o filme é ambientado nos anos 50, no Texas. Um assistente do sherife local é adorado pelos moradores pelo seu bom comportamento, e sempre amável com as pessoas. Mas no fundo, o que todos desconhecem, é sua tendencia a matar as pessoas, sem explicação alguma. Ele comete atos impensados e violentos sem motivação alguma, apenas age. Ele se envolve com uma prostituta, e sua noiva fica na expectativa do casamento. Entre os fantasmas de sua insanidade moral, qualquer um pode ser a próxima vítima.
Exibido em Berlim em 2009, o filme foi vaiado e detestado por boa parte da critica, que execrou a violencia extrema do filme. Chegou a ser comparado a " Irreversivel", e atacado por misoginia.
De fato, as cenas que o personagem de Casey Affleck agride as personagens femininas sao barra-pesadissimas, e deve assustar muita gente, ao contrário das mortes com os personagens masculinos, geralmente os liquida de vez.
Os atores estão ótimos: Casey Affleck, Jessica Alba (em seu melhor papel, sua atuação é comovente), Kate Hudson, Sam Sheppard, Bill Pullman...
O desfecho do filme é confuso, nao posso falar mais, sençao caracteriza spoiler. Ele possibilita várias leituras, uma realista outra fantasiosa.
Curioso o caminho de Winterbotton: faz vários filmes tão distintos em gênero, mas sempre interessantes ( Nove canções, Caminho de Guantanamo, etc)

Nota: 8

Os Outros Caras


" The Other Guys", dirigido por Adam Mckay (2010)

Comédia devastadora, protagonizada por Will Ferrel e Mark Walhberg, em momentos sublimes. os dois estão hilários, nos papéis de uma dupla de policiais que não se dão bem. Sim, esse e outros clichês de filmes de ação policial são escrachados de uma forma divertida, em uma sucessão de gags que confesso, ri o tempo inteiro. Muitos atores famosos fazem participação: Samuel L Jackson e The Rock ( que fazem o prólogo, e cujas cenas caguei de rir), Michael Keaton, Anne Hetche, Brookse Shields, Eva Mendes...
Adam Mckay e Ferrel já trabalharam juntos várias vezes ( O Âncora, Quase irmãos)
Mark Walbherg se revela um humorista nato, suas caras de pessoa de mal com a vida são ótimas. Will Ferrel comprova sua verve cômica, pena que aqui no Brasil ele não faça sucesso. Coisa rara no gênero, os diálogos são inteligentes, quase sempre debochando de tudo.
Para quem está a fim de desopilar os neurônios, essa é uma boa pedida. Apesar de longo ( poderia ter uns 20 minutos a menos), o filme combina bem ação e comédia, e tem uma trilha sonora deliciosa.

Nota: 8

O Sol do meio-dia


Dirigido por Eliane Caffé

Drama da mesma cineasta de " Narradores de Javé".
No Pará, 3 personagens acabam tendo as suas vidas ligadas aleatoriamente. Todos tentam esquecer o passado, e focar no presente e futuro. O filme tem bela fotografia, belas locações, câmera pulsante, mas o roteiro perde o foco, por atirar em todos os lados e não se aprofunda na história dos personagens. Os personagens são desenvolvidas muito superficialmente, e o espectador não acompanha a história com o interesse devido. O ponto forte do filme é o elenco, com destaque para Chico Diaz, antológico com o seu personagem, e Luiz Carlos Vansconcelos. (Ambos ganharam prêmio de melhor ator no Festival do Rio de 2009). Uma pena que o circuito não tenha espaço para esses filmes de arte, aqui no Rio, foi lançado na sala 2 do estação Botafogo, condenado a minguos espectadores.

Nota: 7

Ninguém sabe dos gatos persas


"Kasi az gorbehaye irani khabar nadareh/ Les Chats persans/ No One know about the persian cats"

Ótimo filme do diretor iraniano Bahman Ghobadi, mesmo de TARTARUGAS PODEM VOAR, um dos filmes mais depressivos que vi na vida.
Nesse NO ONE KNOWS ABOUT PERSIAN CATS, Bahman faz um relato de jovens iranianos em busca de liberdade de expressão. Um casal, recém saido da prisão, resolve montar uma banda, e aí, fugir para a Europa,para cantar suas músicas de luta contra a opressão. Cantando músicas em ingles, eles se juntam a outros grupos e tendências (rock, rap,heavy metal, etc), e assim, o filme faz um documento do estilo musical variado que os jovens tocam clandestinamente.
Dosando bom humor, documentário e drama, esse filme é uma pérola, que merece ser visto pela coragem de seu realizador em querer expressar o sentimento que a nova geração de iranianos procura extravazar. As músicas são ótimas, e as imagens bem diferentes de tudo o que ja foi visto em filme iraniano.Um filme imperdível, importante, moderno.

Nota: 9

Baaria, a porta do vento

de Giuseppe Tornatore (2009)

Dirigido por Giuseppe Tornatore, essa saga de uma familia na cidade de Baaria, região de Sicilia, é uma tentativa de se repetir o sucesso de Cinema Paradiso.
A referencia é explicita em uma cena que o pai leva o menino para o cinema, e a partir dai, o garoto toma fascinio pelo cinema. Mas isso é uma parte pequena dessse filme de 150 longos minutos.
Acompanhando 3 decadas da vida de Peppino, de familia pobre, sua paixão por uma mulher, e a sua ascenção rumo ao comunismo.
Paralelo, o filme posssui inúmeros personagens, o que torna a trama muito confusa, principalmente na parte inicial, quando os personagens sao apresentados. As elipses temporais sao muito esparsas, dai identificar quem é quem é bem complexo.
Várias historias tambem circulam, sendo que a maioria é muito mal desenvolvida. Uma pena, pois o filme tem momentos muito belos e poéticos, embalados pela trilha maravilhosa de Ennio Morricone, parceiro de Tornatore. Esse é o filme mais caro rodado na Italia, algo em torno de 25 milhoes de euros. Uma super-produção, bonito para os olhos, mas vazio para a alma. Curiosidade: Monnica Belucci, amiga do cineasta, faz figuração em uma cena. Alguém sabe qual? hehe

Nota: 7

Reflexões de um liquidificador

de André Klotzel (2010)

Comédia de humor negro, que bebe na fonte dos Irmãos Cohen, esse filme paulistano, conta com um ótimo elenco, encabeçado por Ana Lucia Torre. A história gira em torno do sumiço de um homem, e a mulher dele ( Ana Lucia torre) é acusada por um policial de tê-lo matado. Um liquidificador antigo, que habita a cozinha dessa mulher, faz o relato do filme, atraves da voz off de Selton Mello.
Apesar da premissa absurda e do bom elenco de comediantes ( Fabiula Nascimento, Aramis Trindade, Gorete Milagres), falta ao filme uma " viajada" que não acontece. O filme se permite uma fábula fantástica, Klotzel deveria ter apostado mais nessa linha. O filme na maior parte do tempo sôa muito realista, caindo as vezes em um humor ingênuo, televisivo. Li uma crítica comparando o filme a " estômago". É possivel, até por conta da presença de Fabiula Nascimento no elenco.
De curioso, apenas a cena final, que mostra o ocorrido com o homem. Vale pela curiosidade de ver um filme de baixissimo orçamento, e que, para conquistar publico, teve na sessao do Unibando da Rua Augusta, a exibição de um curta, e um sketch de um comediante, antes da sessão. A busca desesperada por espectadores que curtam cinema nacional fora do padrão comercial.


Nota: 7

Elvis e Madona

de Marcelo Laffite (2010)

Comédia de costumes de Marcelo Laffite, tem o mérito de ser um filme popular sem medo de ser feliz.
Uma lésbica (Simone Spoladore), cujo sonho é ser fotógrafa, trabalha como motoboy para se sustentar. Ao fazer uma entrega, descobre que seu cliente é um travesti (Igor Cotrin), que trabalha como cabelereiro. Ele acabou de ser achacado pelo seu amante cafetão, que é traficante. Ela o ajuda, e acaba se apaixonando por ele. Paralelo, o cafetão da travesti quer extorquir o dinheiro que ela juntou pra fazer seu grande show final, seu sonho de vida.
O roteiro começa bem, mas depois envereda por uma linha policial que nao me trouxe interesse. Seria mais divertido se tivessem focado a história na relação desse improvável casal, e as suas consequências perante a sociedade, amigos e familiares, e a batalha em conjunto para lutar contra as dificuldades do dia a dia.
Igor Cotrim , ao contrário de várias críticas que li, está bem, convincente. Só lamento que a sua caracterização o deixe tão feio, deveria ter mais glamour. Simone está ok, o restante do elenco se diverte em cena ( Pia Manfroni, Aramis trindade, as bichas do salão). A cena com Buza Ferraz, aqui em sua última aparição em um filme, é comovente, e parece se despedir em cena.
Algumas cenas são mal conduzidas, e ficaram pobres, evidenciando a falta de grana da produção. O desfecho era para ser deslumbrante, e ficou muito sem glamour. Que é o item que esse tipo de filme exige ( vide os filmes de Almodovar). E Glamour nem sempre é sinônimo de orçamento, e sim, criatividade.


Nota: 7

Federal

De Erik de Castro (2010)

Drama dirigido por Erik de Castro, o seu maior erro é de se comparar o tempo todo ao filme
"Tropa de Elite".
Carlos Alberto Ricelli interpreta uma espécie de Capitão Nascimento, sempre sério, a serviço de sua profissão, justo, honesto, incorruptível. No seu grupo, mais 3 homens, em crises conjugais e pessoais, mas que também estão a serviço da lei. Entre eles está Selton Mello, fora de forma, mas fazendo o papel do Policial machão, bruto ( Clint Eastwood, kd vc??), um tipo pelo qual as mulheres abrem a porta e as pernas imediatamente.
Resolvi relaxar ao assistir ao filme, deixar de levá-lo a sério, e acabei me divertindo mais. Algumas pérolas:

1) O personagem do Ricelli chega em casa tarde da noite, após uma árdua missão. Sua esposa grávida o recebe e diz: " Eu li o que aconteceu no Lago ( uma referencia ao assassinato de uma familia por causa do trafico). Ricceli diz: É, tá foda!". Sem mais nem menos, começam a se beijar lascivamente, quando vão transar, o celular toca e Ricelli diz: " Preciso sair". E sai!
2) O personagem de Michael Madsen ( ator dos filmes de Tarantino) chega ao traficante e diz: " Porra, acredita que eu to no Brasil, e nunca comi uma buceta brasileira? Acredita??"
3) No hospital, um Policial chega e diz pra Doutora: " Saia daqui, nao podemos garantir a sua vida aqui dentro". Ela retruca: " E por um acaso vc pode garantir nossas vidas lá fora? ". De repente, rola um tiroteiro dentro do Hospital, uma enfermeira é baleada, sangra caida no chão, o Federal diz, acalmando a mulher ferida: "calma, calma"
4) Um dos federais, um negro, transa ardentemente com uma puta ( uma cena digna de Neville D´almeida. No final, a mulher diz:" Eu te amo". O federal diz " Ama nada, vc é puta, piranha!". Ele vai embora, ela grita: " negão gostosão!"
5) O cantor Eduardo Dusek ( do hit Troque o seu cachorro por uma criança pobre) faz o Vilão do filme, o traficante-mor, de nome BEQUE. Isso que é ser " muderno"

No mais, fica a boa intenção do filme. A fotografia é correta a cargo de César Moraes, os efeitos ok, a atuação dos dublês é comprometedora ( a famosa queda após um tiro, soa muito falso).

Nota: 6

Boca do Lixo

de Flavio Frederico (2010)

Drama dirigido por Flavio Frederico, é muito bem produzido, com alta qualidade técnica de produção de arte, som, trilha sonora, maquiagem, atuação de todo o elenco.
Daniel de Oliveira interpreta Hiroito, marginal boemio dos anos 60 em Sao Paulo, que comandava a prostituição e drogas na regiao. Diferente de seu personagem no filme " 400 contra um", Daniel prova a excelencia de sua atuação, ajuado por uma caracterização impressionante que o desfigurou.
Hermila gedes, Millem Cortaz, todos estao ótimos, mas Paulo Cesar Péreio está sensacional, rouba todas as cenas onde aparece como o Delegado. Merecia um prêmio pela sua atuação debchada e cínica.
A direção é otima, os movimentos de camera, o ritmo. O roteiro tem irregularidade, mas no cômputo geral, é um filme que vale a pena ser vist. Li várias criticas acusando o filme de ser asséptico, sem alma. Discoro. Acho que alma existe sim, e muita. O filme pulsa a todo instante.

Nota: 8

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cinzas e neve


"Ashes and snow", de Gregory Colbert

Filme de 60 minutos, que compóe a exposição multi-midia " Ashes and snow", composto por fotos, livro , 1 longa-metragem e 2 curtas.
O filme mostra imagens belissimas, em slow, da interação entre homens e animais. O fotógrafo canadense viajou por um período de 13 anos, mundo afora, fotografando e filmando essas imagens. Egito, antartida, e vários países da Africa estavam em sua rota. Vendo as imagens, parece inacreditavel que tais imagens tenham sido realizadas sem uso de computação, nem artificios. Que exercicio de paciencia, tante de Colbert, quanto a das pessoas que interagem com os animais. Ainda mais nas condições sem higiene que essas pessoas ficaram com os animais. Um espanto. É um filme lindo, poético, que preza o silêncio,a paz. destaque para a scenas com os elefantes, e a dança submarina com as baleias.

Nota: 8

Red- Aposentados e perigosos


" Red", de Robert Schwnket (2010)

Deliciosa comédia de ação, baseada em quadrinhos da Dc Comics. O elenco é de primeira grandeza : Bruce Willis, Helen Mirren, Morgan Freeman, John Malkovich, Richard Dreyfuss.
O filme mostra, d euma forma cínica e inteligente, o reencontro de um grupo de matadores profissionais da CIA, que estavam aposentados. Eles precisam descobrir quem está por trás de assassinatos que constam de uma lista de alvos.
As cenas de ação são maravilhosas, os efeitos ótimos. O filme lembra muito os tiroteios de " Sr e Sra Smith".
O filme é um pouco longo, esticam uns 10 minutos a mais do que deveria. Mas o saldo final é ótimo, pois é raro reunir tantos atores excelentes num mesmo projeto, mesmo que tão divertido e inconsequente como esse.

Nota: 8

Submarino


Dirigido por Thomas Vintenberg (2010)

Drama poderoso, dirigido pelo mesmoo cineasta Dinamarquês de " Festa em familia". 2 irmãos, na infancia, moram com a mãe alcóolatra. Eles cuidam do irmão caçula, um bebê, até que ocorre uma tragédia. O tempo passa, e os irmãos se reencontram já adultos, no funeral da mãe. O filme acompanha a história de cada um desses irmãos, mas narrados paralelamente. Primeiro a historia do irmão mais velho, que mora em um albergue, e mantem uma relação de amor e odio com sua vizinha. Ele é alccolatra, e vive de mau com a vida, em atitude auto-destruidora. Logo depois, o filme conta a história do outro irmão, que tem um filho pequeno. Ele é viciado em heroina, e para sustentar seu vicio e seu filho, ele trafica e rouba. Os destinos dos 2 irmãos se cruzam, e dai em diante, é ladeira abaixo. O filme é belissimo, com linda fotografia e otima atuação de todo o elenco. É muito baixo-astral, um filme que critica a sociedade pela sua falta de amor ao proximo, num mundo egoista e cruel. O realismo das imagens e das situações incomodam por tanta frieza e maldade humana.

Nota: 9

Skyline- A Invasão


"Skyline" (2010)

Filme de ficção cientifica dirigida pelo The Strause Brothers, os mesmos que cometeram ALIENS X PREDADOR. Os Strause Brothers foram responsáveis também pelos efeitos visuais de vários filmes: Avatar, etc
A história gira em torno de uma invasão alienigena, advinda de uma mensagem enviada pela Nasa pelo espaço sideral. O filme não perde tempo com explicações, e vai direto ao assunto: muita ação, monstros alienigenas, abdução. O filme lembra demais "Guerra dos mundos" e "Independence Day" em vários aspectos. Porém, perde, e muito, em emoção e empatia pelos personagens. Os dialogos são ruins, os atores, canastrões, e as ações são muito deja vu. Tudo é sem pé nem cabeça, a gente não sabe o que está acontecendo de fato. O ataque é localizado, mundial? O desfecho é horrivel, inacreditavelmente tosco. O pior, sugere uma continuação. Ah, vale lembrar que o desfecho lembra " Distrito 9".
Só vale ser assistido se vc não tiver nada melhor para ver..como foi o meu caso..hehehee..ou para quem ama demais uma filme B.
Nota: 3

Jackass 3D


Filme de situações, dirigido por Jack Tremaine. Para quem já conhece a extensão cinematográfica do programa exibido pela MTV , aqui as novidades são apenas as gags impostas pela trupe maluca comandada pelo grupo de atores/stunts, encabeçado por Jhonny Knoxville. As piadas, como sempre, giram em torno de fezes, vômitos, situações constrangedoras ( alguns em formato de pegadinhas). A cena do velho beijando a ninfeta é podre, assim como a do cara que é arremessado dentro de um banheiro químico infestado de fezes> A do cara que toma o suor colhido por de um gordo que sua durante uma sessão de bicicleta é nojenat. E por aí vai. Para os curtidores de escatologia, um prato cheio. Para os outros, mantenham-se distantes. Esse filme não foi feito para vcs. heheehehe

Nota: 6

sábado, 20 de novembro de 2010

As Múmias do faraó


"Les Aventures Extraordinaries D'Adèle Blanc-Sec"
Deliciosa aventura, nos moldes de Indiana Jones, dirigido pelo francês Luc Besson. Ele mantém aquele humor anárquico-caricato de " O quinto elemento".
Adelie é uma jovem repórter, que vai até o Egito em busca de uma cura para a doença de sua irmã, paralisada por sua culpa( as duas irmãs discutiram durante uma partida de tênis, e num acidente, a irmã fica paralisada).
No Egito, ela se envolve com aventureiros mau-caráters, e traz consigo uma múmia embalsamada, a quem ela credita poder curar a sua irmã.
Voltando a Paris, a cidade eestá em polvorosa. Um Ovo de dinossauro eclode, e um passaro alado sai pairado pela cidade. A ela se juntam outros tipos: um cientista, um jovem cientista jovem apaixonado por ela, e outros que tentam a todo custo eliminar o pássaro.
Muita confusão, personagens deliciosos, ótimos efeitos, e um climão sessão da tarde dos bons.
O elenco, encabeçado por Louise Bourgoin , Mathieu Amalric e Gilles Lellouche estão perfeitos. Uma pena que o filme tenha sido tão mal lançado.

Nota: 9

400 contra um


Drama dirigido por Caco Souza, narra o surgimento do grupo Comando Vermelho, facção de criminosos que ficaram presos na Ilha Grande, durante o período da ditadura. Confinados nas mesmas presões que os presos políticios, acabaram pegando estrategias e taticas desses presos.
O filme tecnicamente é muito bom: fotografia, som, trilha sonora. O roteiro, porém, peca, ao construir a narrativa toda fragmentada. O filme percorre vários anos, e a montagem vai num vai e vém que confunde os espectadores. Começa em 1980, daí vai pra 1971, depois 79, volta a 80, volta a 71, 73, etc....
O elenco tb é numeroso, e como vários personagens aparecem pouco, acabam tb sendo confundidos.
Uma pena, pois o elenco, ótimo, acaba se comprometendo com essa fragmentação. A gente não percebe na fisionomia o passar dos anos.Daniel de Oliveira, Daniela EScobar, Felipe Kannenberg, Munir kanaa, Negra Li se esforçam, mas o filme não cresce, fica sempre linear.

Nota: 6

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Enter the void


Fabulosa experiencia cinematográfica dirigida por Gaspar Nóe, mesmo diretor de " Irreversível".Assim como seu filme anterior, esse é envolto em polêmicas. A história, simples, é pretexto para que Noé realize a busca por novas linguagens e provoque no especatdor efeitos sensoriais , que o personagem sente.
Um casal de irmãos orfaos, moram em Tokyo. A cidade é mostrada d euma forma feérica e causticante, recheada de neons e sordidez. O rapaz é traficante de drogas pesadas, e vende em night clubes. A moça trabalha como gogo dancer e tem um caso com seu chefe. O rapaz faz uso das drogas, e o filme mostra as suas experiencias : muito colorido, viagens psicodelicas. Até que ele resolve fazer uma entrega de drigas na boite THE VOID. Lá, ele é acuado por policiais, e acaba sendo morto. Até então, o filme não mostra o rosto do protagonista, apena svemos as suas costas. A partir de sua morte, a camera está sobre as cabeças das pessoas, como num ponto de vista do espirito dele.
Noé levou ao pé da letra essa sua forma de contar a historia. O filme é cheio de planos sequencias, planos com gruas maravilhosos, planos aéreos. É incrivel o trabalho da câmera. O único senão que faço, é a longa duração: quase 160 minutos. Uns 40 minutos a menos fariam um bem danado. MAs mesmo assim, vale a experiencia.

Nota: 8

Harry Potter e as relíquias da morte. Parte 1


Excelente filme de Potter, com ceretza o melhor da série. O filme é mais denso, violento, macabro, e ainda por cima, a fotografia em tons escuros dá um tom de filme de suspense, que percorre durante toda a projeção. Mas para não assustar tantos fãs mirns o filme reserva muitas piadas, a maioria em cima de Ronnie, e seu amor mal resolvido com Hermione.
O trio principal agora se vê as voltas com problemas de adultos: morte, amor, ciúmes, perda de entes queridos.
Vários personagens morrem no filme, sendo que um em especial, deixa o público bem triste.
Como sempre, o forte do filme é, além da parte técnica, impecável, a excelência de seu elenco de apoio, todos perfeitos, cumprindo com prazer a personificação de personagens tão ricos e complexos, sem cair no estereótipo.
Eu nunca li um livro de Potter, e confesso, tiveram mometos que me perdi em tanta alusão a personagens, lugares, fatos, etc.
Uma cena me lembrou bastante o filme " A testemunha", com HArrison Ford. A cena da dança romantica dos personagens. Acho que foi proposital, pois a cena é bem parecida.
A direção de David Yates é perfeita, com momentos bem tensos sendo bem conduzidos, e as cenas de ação, bem orquestradas. Pelo visto, o próximo filme que fecha a saga do bruxinho vai ser um devaneio total para todos os fãs.

Nota: 9

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tenebre


Sensacional filme de Dario Argento, com tudo aquilo que os seus fãs mais curtem: violencia gráfica, erotismo, atuações caricatas, trilha eletrônica do Goblin, e muito, mas muito exagero estético.
O filme retrata a história de um escritor americano que vai até Roma para o lançamento de sue livro, que é um grande sucesso por lá. Porem, mortes vem acontecendo, e o autor se baseia no livro para matar as pessoas. Um detetive procura descobrir o paradeiro do assassino, enquanto o escritor procura também elucidar os crimes.
As cenas de morte são muito bem orquestradas. Argento ainda ousa um plano sequencia, que vai do 1o andar de uma casa, sobe, acompanha uma outra mulher no 2o andar, sobe mais, vai até o telhado, até revelar o assassino subindo o muro da casa. Outra cena digna de nota é a da garota perseguida por um dobberman.
Um filme provocativo, um pouco datado, mas ainda assim incrível.

Nota: 9

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A rede social


" The social network"
Drama baseado na vida de Mark Zuckerberg, o criador do FACEBOOK. O filme relata o surgimento da idéia do site de relacionamentos, hoje acessado por 500 milhoes de pessoas no mundo todo. O filme vai e vem no tempo, começando em 2003 até os dias de hoje. O roteiro costura a vida de Mark no ambiente da faculdade, e seu dificil relacionamento social, e a criação do site. O filme se ambienta em tribunais, onde MArk está sendo processado por advogados de vários ex-amigos e conhecidos, e volta ao tempo, mostrando o porque dessas aamizades se tornarem em inimizades.
O elenco é excelente, encabeçado por Jesse Eisenberg, e tem participação de Justin Timberlake, como o criador do Napster.
A direção de David Fincher não traz grandes inventividades narrativas e ousadias estéticas, como ele costuma fazer, e resolve focar no drama do personagem. É uma direção segura, com ótima fotografia.
O filme é longo, um pouco mais de 2 hrs, mas vale como entretenimento e curiosidade.
Obs: Fiquei sabendo só depois: O ator Armie Hammer interpreta duplamente os gemeos. Incrivel!

Nota: 7

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Um parto de viagem


" Due Date"
Hilária comédia maluca do mesmo diretor de SE BEBER NÃO CASE, Todd Philips. O roteiro é no mesmo estilo de apanhado de sandices bizarras, surreais, e personagens inconsequentes e imprevisiveis. Ele repete alguns atores do filme anterior, e junta Robert Downey jr, em sua melhor forma. Zach Galifianakis está impagável, como o aspirante a ator.
Robert Downey interpreta um arquiteto que precisa pegar um vôo para L.A. Ele esbarra em Zach, uma figura estranha, que provoca um acidnete que faz com que figurem na lista negra de voos. São obrigados então a cruzar o país de carro, já que a esposa de Robert dará a luz em poucos dias. No caminho, toda a sorte de imprevistos acontecem, sempre tendo Zach como causador dos acidentes.
O filme resreva muitas cenas que fazem a gente cagar de rir, e a cena do cachorro se masturbando é antológica.
Porém, apesar da comédia que reina no filme, ainda sobra espaço para um drama de rendenção. Um ótimo exemplo de filme que respeita a inteligencia do espectador, com perfeição técnica.

Nota: 8

sábado, 6 de novembro de 2010

O assassino da furadeira


" The driller killer"
Drama urbano com tintas de terror, dirigido e protagonizado por Abel Ferrara. O filme é uma resposta de ferrara a TAXI DRIVER. Dirigido em 79, o filme narra a história de um artista plástico e endividado e em crise existencial, que vai enlouquecendo aos poucos. Compra então uma furadeira e vai matando todo mundo que ele considera a escória humana: mendigos, gays, vagabundos, sua roommamte punk, etc.
O filme é considerado cult hoje em dia. realmente, ele tem um clima maldito, sujo, muita camera na mão, fotografia escura, interpretações amadoras.
A trilha sonora é composta por uma banda punk que inclusive aparece costurando o filme. O som que eles tocam deixa o protagonista furioso. É um filme curioso, mostrando uma Nova York underground, num clima trash anos 70.
Curiosidade: quando lançado nos anos 80 no Brasil, ele foi chamado de " O assassino da Black and decker" heheehe

Nota: 6

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cyrus



Ótimo drama com pequenas tintas de comédia, uma produção independente americana que fez sucesso no circuito de festivais de filmes independentes.
Cyrus foi dirigido por dois irmãos,JAy e Mark Duplass, e produzidos por outros dois irmaos famosos, Ridley e Tony Scott.
O elenco é excelente: Joh C reilly, Catherine Keanner, Marisa Tomei....um filme triste, melancólico, profundamente humano.
John C reilly interprte aum homem depressivo, que vai a festa de casamento de sua ex-esposa. Lá, ela conhece uma mulher com quem acaba tendo um relacionamento. Ele descobre então que ela tem um filho de 22 anos, gordo, neurotico, que faz de tudo para destruir a relação da mãe com ele, com medo de perder o csrinho dela.
O roteiro é otimo, e meu único senão, vai para a camera que insiste em fechar a lente durante o plano, o que me incomodou bastante. Fora isso, o filme é dez!

Nota: 8

Jogos mortais 3D


"Saw 3d", de kevin Greutert (2010)

Anunciado último filme da série, mas que obviamente, não acaba aqui. O filme, trapaceiramente, adiciona outro personagem que dará prosseguimento aos crimes cometidos por Jigsaw.
Aqui, o diferencial é o 3d, que nem é tao usado assim. As mortes continuam cada vez mais absurdas, e fico sempre pensando: caramba, como é que um cara sozinho consegue elaborar, construir e executar todas as armadilhas? É tudo muito forçação de barra. A série continua com atores cada vez mais canastrões, e aqui, um personagem é recuperado de um dos filmes da série.
O prólogo é ridículo, com um trio sendo executado a céu aberto, a vista de todas as pessoas.
Falar sobre o filme é perda de tempo, uma vez que a gente só quer ver as mortes..heheehehehee
Só fiquei com pena da Jill no desfecho..sacanagem
E tem mais, Jigsaw saiu do seu padrão, ele mata uma inocente no filme. Mas como assim, ele sõ não matava pessoas que tinham culpa no cartório????

Nota: 3